“UMA REFLEXÃO” PARA O DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR

“UMA REFLEXÃO” PARA O DOCENTE DO ENSINO SUPERIOR

De acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Base) da Educação o Ensino Superior tem por objetivo levar o estudante a pensar sobre a sua participação na construção de uma sociedade crítica, tendo em mente como se inserir, participar e transformar essa sociedade. Assim a universidade tem o papel de formar cidadãos aptos para exercerem suas funções em diversas áreas, tal como na educação, em que ela oferece subsídios teóricos e práticos para que ocorra a formação adequada ao discente.

O professor deve estar atento às mudanças e atualizado. Mas não basta o professor se empenhar em estudar, e aprender a desenvolver metodologias e estratégias para atender essa diversidade de alunos que temos hoje nas escolas públicas e no ensino superior.

Vamos falar das instituições onde o educador segue só as apostilas, e não utiliza outros métodos. Será que não é retroceder? Será que todos os alunos estão aprendendo? Será que com método apostilado os alunos realmente estão aprendendo com melhor qualidade?

Em contra partida se o professor tiver liberdade para planejar suas aulas, utilizando-se do trabalho diversificado já que não há salas homogêneas, a atuação deste professor passa a ser coerente com os alunos reais, podendo usar metodologias que vão de encontro com as necessidades de todos os alunos da sala e a preocupação passa estar centrada na qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

Na busca da qualidade total no ensino, o auto-aperfeiçoamento do docente torna-se um ponto chave e indispensável no processo pedagógico.

O processo de estímulo à criatividade do docente assume então grande dimensão, envolvendo a complexidade da personalidade do professor, no que diz respeito a seus recursos e potencialidades, aplicados no ato pedagógico.

O desenvolvimento da criatividade na atividade pedagógica exige, na maioria dos casos, uma autocrítica do docente sobre seu modo de atuação, sistema de idéias e conceitos pedagógicos, identificando respostas ao questionamento “para que” e “por que” adotar ou não determinados procedimentos.

A flexibilidade do pensar pedagógico depende da capacidade do educador de examinar e avaliar o problema que se apresenta, sob os vários aspectos. O pensamento do docente será mais flexível e maiores serão suas possibilidades de enfocar os problemas sob uma nova visão, e assim buscar soluções criativas para os mesmos.

Percebemos que não há uma dicotomia muito formal entre as etapas: elaborar, acompanhar e aperfeiçoar, permitindo a reflexão, em função da avaliação. Desse modo, é fundamental a reflexão crítica do professor sobre o seu trabalho. Das possibilidades de gerar alternativas para empreender novos esforços de criação e aperfeiçoamento das ações que envolvem o planejamento do docente.

Porém, o professor deverá ter em mente que o planejar não está tão ligado ao acontecer, embora deva haver sempre a intenção inicial. Igualmente, é preciso que o planejamento esteja baseado em três elementos fundamentais: plano de ação, objetivo e necessidade. Desta forma o educador estará preparado para enfrentar as diversidades que uma sala heterogênea pode apresentar. Propomos aos docentes do ensino superior que não permaneçam só seguindo suas intuições ou experiências anteriores e encarem a necessidade de valorização e a utilização do Plano de Ação para elaborar suas aulas.

Seria bom lembrar que, preparando suas aulas, acompanhando e aperfeiçoando a sua prática, conseguirão efetivamente organizar e orientar o seu trabalho na obtenção da meta estabelecida no inicio do planejamento.

Assim como os tecnólogos, em sua área de atuação, que identifica e avalia o problema, e tem como meta solucionar os problemas o mais breve possível.

O Educador não basta ter um plano de ação com conhecimentos específicos é necessário também saber ajudar o aluno a interagir, com a realidade dessa nova proposta educacional, visando à realidade das ações atuais, conforme as características da sua sala atual, investir e atuar na matéria ensinada e saber como mobilizar os desejos, necessidades e interesses dos alunos (seus objetivos).

A Educação deve ser iniciada o quanto antes, não importa a idade, mesmo que alguém passe a vida inteira aprendendo, infinito é o numero de coisas para aprendermos.