2009 chegou, a crise esta ai. Como fica o mercado de trabalho?

Muito se houve falar na tal crise financeira que esta abalando os Estados Unidos, os países desenvolvidos, e por que não dizer todo o mundo.

Existe enorme especulação sobre como e com que intensidade essa crise irá afetar a nós brasileiros. Muitas pessoas criticam o otimismo do presidente, e chegam a chamá-lo de irresponsável, pois dizem que a crise esta aí, e o governo simplesmente a camufla!

Mas o meu objetivo aqui nesse artigo, não é falar especificamente sobre a crise financeira mundial, mas sim sobre como se comportará o mercado de trabalho brasileiro em meio a tamanha turbulência no mercado financeiro.

Antes de qualquer coisa, alguns dados importantes retirados da revista exame dessa semana: apesar da crise financeira, cerca de 25% das multinacionais que possuem filiais no Brasil, esperam ter um crescimento superior a 10% em 2009, 21% esperam crescer entre 5% a 10%, 28% acreditam que irão crescer até 5% e apenas 26% acreditam que não haverá crescimento. Sobre a importância da filial brasileira, para 57% das multinacionais, a filial brasileira continua a ter a mesma importância, mas no entanto para 42% dessas empresas a filial brasileira passará a ter mais importância.

O que vemos hoje no cenário brasileiro e mundial, é que ha várias empresas dando férias coletivas, algumas falindo, e muitas outras simplesmente demitindo. No entanto existem alguns setores, que acredite se quiser: “Sobram Vagas, e faltam profissionais”. Pode parecer um verdadeiro sacrilégio dizer isso, mas é a pura realidade, o Brasil enfrenta uma grande falta de mão de obra especializada, como engenheiros de petróleo, matemáticos, cientistas da computação, e outros. Com a recente descoberta do chamado pré sal, a urgência na formação desses profissionais, ficou ainda maior. Para se ter uma idéia, em 2010, ou seja já no próximo ano, o Brasil terá um défic de 176.000 engenheiros, pois segundo o vice presidente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, para atender ao mercado, de 2007 a 2010 o pais precisaria formar cerca de 280.000 engenheiros das mais diversas especialidades, mas na verdade só formará 104.000. Esse défict poderá interferir significantemente no crescimento do país. Na área de tecnologia e informática, a tendência é de que até 2011 o déficit seja de aproximadamente 520.000 profissionais. É certo que 2009 não será o melhor ano que o Brasil já viveu, mas a crise certamente acabará, e a previsão, é que dentro de no máximo 3 anos, o país voltará a crescer entre 5% a 6% ao ano. E com isso, se o país não estiver preparado, não tiver profissionais suficientes para suprir a demanda, certamente terá um crescimento menor, e a questão fundamenta, é que para se formar um engenheiro são necessários 5 anos, e um técnico pelo menos 2 anos, então se o Brasil não tiver essa mão de obra qualificada para suprir o mercado, irá fatalmente entrar em um gargalo de falta de mão de obra.

Para os jovens que pretendem entrar no mercado de trabalho, é certo que a pessoa deve procurar uma profissão que além da estabilidade, do dinheiro, também lhe traga realização profissional, mas o objetivo principal aqui, é mostrar que mesmo em tempos de crise, sempre ha colocação para pessoas bem preparadas, e quando a crise passar, é bom saber que em cenários de crescimento econômico, os profissionais de ciências exatas são os mais requisitados, particularmente para atuar na construção de novas infra-estruturas.

Então, na hora de escolher a sua profissão, fique ligado, e lembre se que apesar da crise: Sobram vagas, faltam profissionais!