6 Passos para Estimular um Liderado a Mudar o Comportamento

6 Passos para Estimular um Liderado a Mudar o Comportamento

Você às vezes se irrita com o comportamento de um liderado? Já falou para ele mudar e nada aconteceu? Você sente ansiedade por estar micro gerenciando as atividades de suas equipe? Talvez você precise pensar em como está se comunicando.

É frequente nos atendimentos individuais de coaching que faço para líderes, executivos e empresários este tipo de desafio. Muitos falam  “perdi a calma”. Percebo que o problema de muitos desses clientes é dizer “o que deve ser feito” em vez de estimular o liderado a mudar. E qual a alternativa para este problema? Para que você fique mais confortável e despenda menos esforço siga os passos abaixo.

Em primeiro lugar, se aproxime mais das pessoas. Quando você conversa mais com seu liderado você passa a conhecê-lo melhor. E o que significa conhecê-lo melhor? Descubra seus valores, o que é importante para ele na vida. O que ele deseja e tem medo. Quais os sonhos e temores. Seja mais gente e menos “corporativo”. Conheça genuinamente a pessoa. É muita conversa e dá trabalho, mas é fundamental para a liderança: você se conecta. Organizações são feitas de gente e gente gosta de conexão, envolvimento e emoção. Este passo vai te ajudar no futuro a trabalhar os comportamentos do liderado. Além disso, saiba que se aproximar é mais do que um passo, é um processo sem fim.

Em segundo lugar, pare de julgar e fale apenas do comportamento. É difícil. A gente fala o tempo inteiro em dar feedback e na verdade julgamos, emitimos nossa opinião. Quando você julga, você distancia a pessoa de você e a coloca na defensiva. Para você focar no comportamento, aja como um repórter ou cientista. Apenas fatos e dados, sem advérbios nem adjetivos. Reporte o que aconteceu. Foco apenas na descrição do comportamento.

Em terceiro lugar, ligue o comportamento da pessoa às consequências. Analise todos os efeitos que podem surgir do comportamento do liderado. Fale dos impactos no cliente, na imagem da empresa ou na equipe, no clima organizacional, no que o outro setor pode pensar, no exemplo para outras pessoas e por aí vai. Expanda a consciência da pessoa e leve-a a ver o quadro mais amplo. Muitos líderes, executivos e empresários não percebem que às vezes as pessoas não se dão conta dos efeitos de seus comportamentos.

Em quarto lugar, traga-o para a mesma freqüência que você. Aqui você estimula a pessoa a mudar pelos motivos dela. Pergunte “o que estou dizendo faz sentido?”. “Alguém pode pensar como eu estou pensando?”. “Eu sei que você não fez por mal, mas concorda que este tipo de consequência pode ocorrer”? Você estimula o liderado a elevar a consciência. Caso você perceba que a luz não acende, faça a pessoa refletir sobre os seus próprios motivos. Aqui entra o que você fez no primeiro passo. Convide a pessoa a pensar sobre os valores dela. O que ela ganha por mudar o comportamento e o que ela perde por não mudar. Esta etapa é a chave para uma pessoa mudar: ela encontra seus próprios motivos. É seu liderado que deve querer mudar. Ele percebe um ganho pessoal.

Em quinto lugar, vem talvez uma grande mudança de como muitos líderes fazem. Aqui, não diga o que o liderado deve fazer. Convide-o a criar a alternativa. Faça uma pergunta poderosa do tipo: “muito bem, o que você vai fazer de diferente a partir de agora?”. Caso ele responda “vou mudar, vou melhorar, vou ficar atento”, pergunte: “o que especificamente você vai fazer e quando”?. Mudanças não vêm com intenções, apenas com ações. Assim, estimule a pessoa a definir uma ação e uma data. Este passo cria o comprometimento do liderado. Ele é o pai da idéia, portanto se responsabiliza, se compromete e percebe mais valor na ação.

Em sexto lugar, acompanhe. Combine com a pessoa uma data para falarem sobre os resultados e os aprendizados da mudança de comportamento. Ele se compromete e valoriza a tarefa. E por favor, faça o acompanhamento. Converse sobre o que ele aprendeu na mudança.

Este processo é mais trabalhoso do que “dizer o que fazer”. Contudo, faz o principal por você e pelo outro. Por você, desenvolve a sua capacidade de liderança pois você influencia pessoas. Pelo outro,  apóia o crescimento dele. Seu liderado muda o comportamento pelos motivos dele e não porque você diz para ele o que fazer. Já passou a época do bumbo e da cenoura. Pense nisso!

Fred Graef – Coach e Palestrante

www.fredgraef.com.br

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