A criatividade acabou ou estamos com preguiça?

Televisão, rádio, cinema, e música. Há quanto tempo você não vê coisas novas provenientes dessas mídias? Ah sim, temos sim. BBB, CQC entre outras siglas. Mas espere um pouco. São coisas novas vindas de outros países. Estou falando de coisas novas criadas por aqui.

Nossa programação na televisão é pobre. Somos bombardeados por telenovelas e séries totalmente manipuladoras onde o principal objetivo é vender moda, impor conceitos sociais e baixar o Q.I. dos telespectadores.

Não me lembro de nada feito por aqui que me mostre um cenário diferente. Infelizmente os programas e séries inteligentes ainda vêm de fora e importamos tudo. Mesmo assim, muitos desses programas importados não acrescentam nada aos telespectadores.

Estamos importando formatos, idéias, mensagens de outros países. Todos os últimos programas, quadros ou formatos lançados por aqui nos últimos anos vieram de cabeças pensantes de outros países.

Insisto que nem por isso são de boa qualidade, mas alguém lá fora pensa em algo que seja diferente, na tentativa de pelo menos oferecer algo novo. O problema é que estamos apenas comprando e copiando esses formatos.

A baixa qualidade da nossa criatividade gera um problema gritante no cenário musical. Há quanto tempo não temos música de qualidade produzida por aqui. Até mesmo as tentativas de achar algo diferente vêm de formatos televisivos copiados de outros países.
Onde está o bom e velho rock nacional? Onde estão os grandes compositores que fizeram história com grandes composições para a MPB?  Até mesmo a música que consumismos está vindo de fora e mesmo assim, não estamos sendo bem servidos. O POP rock internacional está ficando chato, igual. Nossos compositores ficaram velhos, chatos e sem criatividade.

No cinema então essa constatação é a mais clara. Nosso cinema melhorou sim, nas produções. Mas as fórmulas são as mesmas. Copiadas descaradamente dos americanos. O último filme que assisti que mantém a fórmula mas procura ao menos mostrar uma realidade crítica da sociedade carioca foi o Tropa de Elite 2. Se pelo menos usássemos essas mídias para tentar alertar a sociedade para a nossa triste realidade já seria o começo do fim da mediocridade.

Fica esse alerta e enquanto isso vamos tentando manter o Q.I. elevado com livros (importados) e tentando fugir da programação noveleira imposta por uma televisão que tenta te manter o mais burro possível.

Será que estamos com preguiça de pensar? Será que é tão complicado usarmos nossa inteligência ao nosso favor?

Christian Cardim – Pós Graduado em Administração e Marketing pela FACINTER/PR e Graduado em Comunicação e Marketing pela UNISANTOS/SP. É Professor na área de Publicidade e Propaganda (RTVC) – UNAERP Campus Guarujá, Administração e Marketing (Colégio Dimensão – FACINTER – Curitiba/ Praia Grande). Diretor da CTDX – Consultoria Educacional e Empresarial