A melhor maneira de aprender um idioma

Sou brasileiro, carioca, nascido na cidade do Rio de Janeiro. Uma cidade que é linda e maravilhosa, mas que convive com uma violência constante que torna esse paraíso um lugar já não tão desejável, pelo menos não por mim. Decepcionado, agoniado e inconformado com algumas situações desse Brasilzão, decidi partir e ver o que há além das fronteiras. Seria a grama do vizinho realmente mais verde? Só há uma maneira de descobrir, no entanto, filho de pais pobres, nunca tive a chance de pisar fora do Brasil nem se quer conhecia qualquer lugar além do Rio de Janeiro. Como um cara pobre que sonha em viajar pode realizar esse sonho? Não sei como outros fazem, mas eu sei que haveria de fazer, alguma opção eu haveria de encontrar, solução sempre há, ainda que sem dinheiro, seja sempre mais difícil e demorada.

Então trabalhei durante um ano como um louco. Não por opção, mas for falta de coisa melhor. Entrava às 9AM e saia as 1AM, isso mesmo, eu trabalhei 16 ou mais horas por dia durante um ano. Quando fazíamos horas extras eu tinha que dormir no escritório, num colchonetezinho fininho e tudo isso para no final ganhar R$500 que eu nunca chamei de salário, sempre achei que o termo “o cala boca” era mais apropriado. Felizmente eu naquela época ainda vivia com a minha mãe (como é comum no Brasil as pessoas terem que viverem com seus pais por mais tempo que em outros países não apenas por diferenças culturais mas pela situação financeira da população) e pude juntar muito dinheiro. Trabalhava 6 dias por semana então nem tempo para gastar o dinheiro eu tinha.

Depois dessa longa “chuva” eu precisava de uma bonança. Tracei um plano, era finalmente hora de partir, sair de casa e conhecer o mundo. Comprei um laptop que já me levou metade de todo o dinheiro que consegui juntar em um ano de escravidão e me despedi dos meus pais que me disseram adeus já com saudades. Foi duro partir, mas alguns pássaros não nasceram para viverem em gaiolas.

Eu precisava economizar para comida (o básico), o transporte haveria de ser de graça. Então fui quando tive a ideia de ir de carona. Fui até um posto de gasolina de estrada e peguei carona com um caminhoneiro (não recomendo, é perigoso, mas para mim naquela época, eu não tinha nada a perder, um pouco de perigo até que veio a calhar na minha vida monótona) que ia para Buenos Aires, Argentina.

Assim o primeiro capítulo da minha vida (a vida que eu realmente vivo e gosto) começou. Depois de cruzar a fronteira, ouvíamos música da região e eu sentia a mágica de estar no estrangeiro. Desse jeito e com outros truques mais eu fui longe, de Buenos Aires a Patagônia, Uruguai e Peru. Confesso que não foi fácil para mim (um carioca) passar pelo frio patagônico e dormir em praças, mas a sensação de estar vivendo compensava qualquer duros momentos que eu pudesse ter.

Ai conheci Agus, uma argentina linda, onde vivi um romance de cinema. No Brasil sempre fui sujeito ordinário, agora no estrangeiro visto como uma “iguaria” eu era atraente e sentia o sabor de ser olhado e desejado. A vida passou a ter cor, perfume e sabor, agora gosto de estar vivo. Com ela aprendi realmente a falar espanhol.

Deixei Agus levando uma pulseira de lembrança. Precisava seguir conhecendo os outros lugares que depois conheci.

Já que o dinheiro começou a faltar, com meu computador comecei a trabalhar online. Passei muitas tardes sentado em cafeterias que tivessem internet. Nesses países de língua espanhola há muito trabalho online, mas descobri que conseguiria mais oportunidades tendo inglês. Filho de pais pobres é de se esperar que eu não tivesse o inglês, então tive que começar a estudar. Estudava também online, tendo aulas por Skype com uma professora que conheci em uma pagina de cursos de Inglês e Alemão da internet (chamado ielearn yola). Ai aprendi e comecei a ensinar e nessa mesma página onde aprendi, eles vendem planos de aulas prontos em inglês e alemão por mais barato que uma coxinha, e me poupava muito tempo, então passei a ensinar.

Hoje, após conhecer a américa latina toda, estou na Alemanha, conhecendo a Europa toda. Estar em cada lugar me forçou a aprender um pouco de cada língua. Ganhei o mundo. Não me considero um turista, de fato sou um viajante. Hoje em dia envio fotos à meus pais que às veem com orgulho e incentivo a todos que pensam que não têm porque sonhar, que sonhem e que realizem seus sonhos.

i.e.Learn = Curso onde aprendi Inglês e Alemão (http://ielearn.yolasite.com/)