A PERCEPÇÃO DO EXECUTIVO SOBRE A ÁREA DE TIC

Sem corporativismo ou demérito a qualquer outra profissão, tal qual a de médico, principalmente obstetras e ginecologistas , o dia-a-dia de uma equipe de Suporte Técnico em TIC não pode ser comparado ao de nenhuma profissão, apesar de que é quase um parto diário, com várias horas de contrações, alarmes falsos, líquido amniótico que vasa, até, por fim, a criança nascer, de um jeito ou de outro. Talvez, alguns dias depois.

Tal qual entendemos bulhufas sobre medicina, a maior parte dos executivos nada entende e não quer entender de tecnologia. Tudo é fácil, simples e pode ser resolvido num estalar de dedos, como mágica.

A falta de alinhamento entre as áreas tático-operacional e a estratégica nas empresas acaba por criar um verdadeiro Grand Canyon entre o que é possível, o que é provável e o que é plausível.

A expectativa do executivo é de que, diante de uma aquisição inicial de infraestrutura tecnológica, esta dure quase que eternamente e, entre manutenções preventivas e corretivas e algumas aquisições de emergência, os equipamentos e programas continuarão respondendo, conforme a empresa cresce, na mesma proporção.

Poderíamos comparar esta analogia a uma criança que nasce, cresce, porém megalencefálica, ou seja, o crânio cresce mais que o corpo. Podemos, também, comparar a atrofia desta mesma parte do corpo humano. Seja o que for.

Em qualquer destes casos, o cérebro (se é que ele existe) esquece que deve distribuir, de forma equivalente e proporcional, seus esforços, no sentido de fazer o corpo crescer sadio e uniforme, apesar de sabermos que nenhum membro é igual ao outro.

O executivo não precisa entender e nem querer entender de TIC. No entanto, deve avaliar e considerar o nível de dependência tecnológica dos negócios de sua empresa e permitir ao CIO interagir com o seu negócio, tomar conhecimento, participar e contribuir para as tomadas de decisões e obter subsídios para diagnosticar, dimensionar, redimensionar e planejar sua infraestrutura (hardware, software e peopleware) em conformidade com o que é planejado estrategicamente.

Imagine, na “hora H”, se entreolham os atores e se perguntam:

Cesárea ou parto normal? Com ou sem anestesia? Ou será uma vasectomia?

REGILBERTO GIRÃO © 2009

Resenha apresentada à Disciplina Administração de Suporte e Automação – ASA do Curso MBA em TI da Faculdade Pitágoras em Agosto/2009