Anemia Ferropriva Presente na Gravidez e sua Influência em Recém-nascidos

Anemia Ferropriva Presente na Gravidez e sua Influência em Recém-nascidos
*SILVA, Ana Paula Sanchez da.
Resumo:
A manifestação do organismo a ausência de ferro resulta em uma patologia de tipo anemia ferropriva, mantendo um paralelo entre esse tipo de anemia e sua alta probabilidade de apresentar-se na gravidez.
Palavras-Chave: Ausência; Ferro; Gravidez.
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*Acadêmica do 3° Semestre de Farmácia da Faculdade de Quatro Marcos – FQM.
1. Introdução:
A anemia é uma patologia que se divide em diversas classificações, onde especificamente iremos nos tratar sobre anemia Ferropriva. Este tipo de anemia é basicamente classificado por ausência de Ferro, entretanto tal anemia pode se manifestar em qualquer tipo de organismo, contudo sua maior porcentagem está presente na gestação. Na anemia ferropriva possui elevada prevalência ocasionando alterações fisiológicas, principalmente em crianças, adolescentes e gestantes.
A influência de tal anemia na gestação se dá ao desenvolvimento do feto que necessita de uma grande quantidade de ferro que será absorvida da mãe para seu desenvolvimento, se esta também já manifesta a carência o resultado provavelmente será o feto também apresentar tal patologia.
2. Desenvolvimento:
A anemia pode ser definida como uma redução da massa total circulante de eritrócitos abaixo do limite corporal. É necessário ressaltar que a retenção de líquido pode expandir o volume plasmático, criando anormalidades. Deficiência de ferro, constitui provavelmente o distúrbio nutricional mais comum. Os fatores subjacentes a deficiência de ferro se diferem, em certo grau entre vários grupos de população a melhor forma de analisar é dentro do contexto. Normalmente o teor corporal de ferro situa-se na faixa de 2g nas mulheres e até 6g nos homens, o restante do ferro é divide em compartimentos funcionais de armazenamento. Cerca de 20% do ferro funcional são encontrados nas hemoglobinas e mioglobubinas, as enzimas que contém ferro como a catalose, e o citocromo contém o restante do ferro. O reservatório de armazenamento pela hemossiderina e ferrina contém aproximadamente 15 a 20% do ferro corporal total.
O equilíbrio do ferro em mulheres grávidas é mais precário, porque elas são mais vulneráveis a perda excessiva ou a um aumento da demanda associado a gravidez e menstruação.
Relacionando a anemia ferropriva é muito importante ressaltar ROBERTO FALCÃO que diz que o período de gravidez e de crescimento devem ser lembrados como causa da anemia ferropriva. Na gestação o ferro é destinado ao feto, placenta,cordão umbilical e 150mg para o sangue perdido no parto, lembrando que o Ferro é contido dentro das hemácias. É fácil entender porque prematuros tem maior propensão a desenvolver a carência, de fato por apresentarem menor massa corporal e menor reserva de ferro. Segundo KUMAR, ABBAS, FAUSTO, se relacionam à anemia ferropriva somente visando a ausência de Ferro no bebê, onde a principal causa é o aumento da demanda de ferro e sua ingestão nos bebês em aleitamento artificial, e as lactantes que apresentam elevado risco de desenvolver tal doença. Ressaltando que o leite materno apresenta uma baixa quantidade de ferro e o leite de vaca apresenta duas vezes mais ferro. A melhor arma para prevenção da anemia ferropriva, é sem dúvida uma balanceada alimentação, que naturalmente possui ferro e com nutrientes. As melhores fontes de naturais de ferro são alimentos de origem animal- fígado carne de qualquer animal- por possuírem um tipo de ferro melhor aproveitado pelo nosso organismo. Já a criança é muito importante ser alimentada por leite materno, mas se tal apresenta a patologia o leite de vaca também é indicado.
Há medicamentos no tratamento de anemia ferropriva, que é o ferro medicamentoso.

3. Considerações Finais:
Considerando tudo que já foi exposto e tais fatos apresentados por estes autores ricos em conhecimento são de extrema importância a atenção e cuidados requeridos à gestação e saúde do bebê. Lembrando que o melhor a fazer em todos os aspectos é a prevenção.
Bibliografia:
COTRAN, KUMAR, COLLINS. Robbins Patologia, Estrumental e Funcional. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara, 2000, p 564.
KUMAR, ABBAS, FAUSTO, Robbins e Cotran Patologia, Base de Doença, Ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2005, p. 679.
RAPAPORT, Samuel. Hematologia, Introdução. Ed. Raca, 1990, p. 38,39.
ZAGO, Marco, FALCÃO, Roberto, PASQUINI, Ricardo. Hematologia, Funcional e Prática. Ed. Atheneu, São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Belo Horizonte, 2005, p.223.