Desenvolvimento no ensino de línguas estrangeiras

DESENVOLVIMENTO DO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

Autor: Otacílio do Carmo Dantas

RESUMO

Diante das transformações e dos avanços mundiais, o indivíduo deve sim procurar estar interagindo com o mundo cujo qual ele faz parte, procurando se conscientizar de que o aprendizado da língua inglesa é muito importante para seu desenvolvimento intelectual. É essencial lembrar também que no ensino de uma língua estrangeira não temos que perseguir a “perfeição”, mas devemos encorajar e animar ao educando, fazer com que desenvolva interesse em aprender cada vez mais sobre a segunda língua, neste caso a inglesa, principalmente quando se trata de vocabulário, pois o domínio cada vez mais amplo do vocabulário enriquece a capacidade de compreensão de cada indivíduo.

ABSTRACT

In the face of global changes and advances, the individual should rather seek to be interacting with the world which he belongs, trying to realize that learning English is very important to their intellectual development. It is also essential to remember that in teaching a foreign language does not have to chase the “perfect”, but we must encourage and cheer to the student, to make develop interest in learning more about the second language, in this case English, especially when it comes to vocabulary, because the domain increasingly large vocabulary enhances the ability of understanding of each individual.

INTRODUÇÃO:

De acordo com Cestaro (2010, p.01) “sejam quais forem as razões – econômicas, diplomáticas, sociais, comerciais ou militares -, a necessidade de entrar em contato com falantes de outro idioma é muito antiga”. Através desta afirmação pode-se perceber desde os tempos mais remotos que a aquisição de uma segunda língua é essencial para que o indivíduo possa estar apto para interagir com o mundo à sua volta

Ao decorrer do tempo, o ensino da gramática assumiu diversas feições, refletindo as concepções de linguagem em vigor em cada época.

Nicholls (2001, p.85) diz que:

Podemos discernir três momentos históricos no ensino da gramática, caracterizados por modelos que podem chegar a ser radicalmente opostos. Os procedimentos e as técnicas, bem como os objetivos subjacentes de cada modelo, denotam perspectivas diferentes ou contrastantes, próprias de cada abordagem do ensino de língua estrangeira.

Pode-se notar que a metodologia de ensino de uma determinada língua estrangeira moldou-se a realidade de determinada época. Assim, depois de várias modificações, firmaram-se algumas formas de ensino de língua estrangeira:

A partir do século XVIII, no entanto, os textos em língua estrangeira tornam-se objeto de estudo; os exercícios de versão/gramática passam a substituir a forma anterior de ensino que partia de frases isoladas tiradas da língua materna. É com base nesse modelo de ensino que o século XVIII assistirá à consagração do chamado “método gramática-tradução” mais comumente chamado “tradicional” ou “clássico”. (CESTARO, 2010, p.02)

 

DESENVOLVIMENTO:

Segundo pesquisas referentes a esse tema, a abordagem tradicional de ensino da língua estrangeira foi historicamente, a primeira e mais antiga metodologia servia para ensinar as línguas clássicas como grego e latim. Os objetivos desta metodologia que vigorou, exclusiva, até o início do século XX, era o de transmitir um conhecimento sobre a língua, permitindo o acesso a textos literários e a um domínio da gramática normativa. Ela ainda afirma que: “Os alunos recebiam e elaboravam listas exaustivas de vocabulário. As atividades propostas tratavam de exercícios de aplicação das regras de gramática, ditados, tradução e versão. (…) Pouca iniciativa era atribuída ao aluno; a interação professor/aluno era praticamente inexistente. O controle da aprendizagem era, geralmente, rígido e não era permitido errar”.

Nesta abordagem pode-se notar nitidamente que a relação entre o professor e o aluno era vertical, ou seja, ele representava a autoridade no grupo ou classe, pois detinha o saber. Sabemos que atualmente há educadores que se utilizam desse recurso de ensino.

Até aproximadamente a década de 40, o principal objetivo da aprendizagem da língua estrangeira era o ensino do vocabulário. Assim, indo contra o ensino tradicional e visando respondendo às novas necessidades e aos novos anseios sociais, surgiu a metodologia direta de ensino de línguas. O princípio fundamental dessa abordagem era o de que a aprendizagem da língua estrangeira deveria se dar em contato direto com a língua em estudo. A língua materna deveria ser excluída da sala de aula. A transmissão dos significados dava-se através de gestos, gravuras, fotos, simulação, enfim, tudo o que pudesse facilitar a compreensão, sem jamais recorrer à tradução.

Cestaro (2010, p. 04) ainda diz que “o professor continuava no centro do processo ensino – aprendizagem. Ele era o guia, o “ator principal” e o “diretor de cena”. Era o professor que servia de modelo lingüístico ao aprendiz. Não havia praticamente nenhuma interação entre os aprendizes.

Com a entrada dos americanos na guerra, sentiu-se a necessidade de produzir, com rapidez, falantes fluentes em várias línguas. Sendo assim, foi lançado em 1943 um grande programa didático que se desenvolveu no que hoje é conhecido como metodologia áudio-oral.

Segundo Cestaro (2010, p. 05) essa metodologia tinha como princípios básicos:

A língua é fala e não escrita, (com isso restabelecia-se a ênfase na língua oral) e a língua é um conjunto de hábitos: a língua era vista como um conjunto de hábitos condicionados que se adquiria através de um processo mecânico de estímulo e resposta. As respostas certas dadas pelo aluno deveriam ser imediatamente reforçadas pelo professor. A metodologia áudio-oral era baseada nos princípios da psicologia da aprendizagem: da psicologia behaviorista (de Skinner) e da lingüística distribucional (de Bloomfield), então dominante nos Estados Unidos.

Nesta abordagem havia grande preocupação para que os alunos não cometessem erros. Sendo assim, os educadores se utilizavam de exercícios estruturais, apresentando a gramática aos discentes por meio de exemplos e modelos. O professor continuava no centro do processo do ensino-aprendizagem, dirigindo e controlando o comportamento lingüístico dos alunos.

Continuando a tratar sobre abordagens, pode-se dizer que a audiovisual se situa num prolongamento da abordagem direta, á medida que suas inovações em parte se constituíam nas tentativas de solucionar dificuldades defrontadas pela abordagem direta. Esta abordagem é dividida em três fases: a primeira nos anos 60, a segunda nos anos 70 e a terceira nos anos 80.

Segundo Cestaro (2010, p.06):

Nas duas primeiras fases da abordagem audiovisual, o aluno desempenha um papel receptivo e um tanto submisso diante do professor e do manual. Ele não tem autonomia, nem criatividade. O professor centraliza a comunicação, é manipulador e técnico. (…) Na (…) terceira geração, a relação professor-aluno é mais interativa que nas duas fases anteriores. O professor evita corrigir os erros dos alunos durante a primeira repetição. Em seguida, começa o trabalho de correção fonética até a fase de memorização. O professor corrige discretamente a entonação, o ritmo, o sotaque etc.

Pode-se perceber que certas características da abordagem audiovisual da terceira geração coincidem, em parte, com as da abordagem comunicativa, que veio em seguida. Cestaro (2010, p. 08) diz que “a abordagem comunicativa centraliza o ensino da língua estrangeira na comunicação. Trata-se de ensinar o aluno a se comunicar em língua estrangeira e adquirir uma competência de comunicação”.

A abordagem comunicativa importa-se com a “produção” dos alunos no sentido em que ela tenta favorecer estas produções, dando ao aluno a ocasião múltipla e variada de produzir na língua estrangeira, ajudando-o a vencer seus bloqueios, não o corrigindo sistematicamente, e, além disso, o processo de aprendizagem é centrado no aluno.

Pesquisando e analisando estas diversas abordagens levaram a área de ensino de línguas um amadurecimento imensurável, fazendo com que os educadores de língua estrangeira tenham diversas opções de metodologias de ensino, de acordo com a sua opinião em relação ao emprego de técnicas eficientes de ensino.

CONCLUSÃO:

De acordo com Nicholls (2001, p. 29):

O papel do professor de línguas estrangeiras é, portanto, reconhecer a importância da capacidade mental do aluno e ser capaz de ativá-la. Ao organizar o material a ser ensinado de tal forma que se torne significativo para o aluno, o professor está concorrendo para ativar os processos mentais disponíveis no aluno e para a aquisição consciente de competência, um requisito necessário ao desempenho satisfatório.

Desta forma, o ensino de língua estrangeira deve ser o mais eficaz possível, tornando assim o aprendiz de uma segunda língua um indivíduo apto e consciente para interagir com outros indivíduos, tanto de sua cultura materna quanto de outras culturas.

REFERÊNCIAS:

NICHOLLS, Susan Mary. Aspectos pedagógicos e metodológicos do ensino de inglês. Maceió; EDUFAL, 2001.

CESTARO, Selma Alas Martins. O Ensino de Língua Estrangeira: História e Metodologia. Disponível em: <http://www.hottopos.com.br/videtur6/selma.htm>. Acesso em 01 de março de 2010.