E-BUSINESS E E-COMMERCE

1. INTRODUÇÃO

No início, a comercialização on-line era e ainda é, realizada com produtos como mídias de CD’s e DVD’s, livros, revistas e demais produtos palpáveis e de características tangíveis. Contudo, com o avanço da tecnologia e a popularização da internet, surge uma nova tendência para a comercialização on-line. Começa a ser viabilizada a venda de serviços comercializados através da web, como é o caso dos pacotes turísticos, por exemplo. Esse artigo irá apresentar a definição do termo E-BUSINESS, que está diretamente ligado a comercialização on-line, e mostrará algumas discussões envolvendo os termos BUSINESS INTELLIGENCE e E-COMMERCE, termos esses que estão relacionados, ou seja, dentro do contexto de E-BUSINESS. O trabalho fará também um breve estudo sobre a diferença entre E-COMMERCE e E-BUSINESS.

2. E-BUSINESS: DEFINIÇÃO

E- business é um termo, acrônimo do inglês Electronic Business, que é utilizado para dar nome ao processo de fazer negócios por meios eletrônicos e identificar outras atividades comerciais que podem ser realizadas pela internet ou por outros meios da tecnologia da informação. Com outras palavras, o E- business pode ser definido como sistemas de informação que auxiliam os processos de negócio.

O termo E- business já tem registro desde 1995 sob o nome de uma revista on-line, mas foi em 1997, em uma campanha criada pela Ogilvy & Mather, que a IBM popularizou o E- business. Ela associou o termo às novas oportunidades em negócios altamente conectados, ligando o termo diretamente à internet.

A aplicação do E- business tem como objetivo a criação de sistemas de informação capazes de disponibilizar comunicação entre empresas, e essa comunicação agiliza os processos de compra e venda entre as mesmas. Inclusive, existem sistemas de empresas que fazem pedidos automáticos para outras empresas de acordo com seu estoque de produtos, o que facilita todo o processo de fabricação e venda, melhorando a disponibilidade desses produtos de acordo com as demandas. Na realidade, E- business é mais do que apenas comércio eletrônico, ele envolve todos os processos de uma organização.

Com base nisso, a adoção do E- business proporciona uma certa vantagem competitiva em relação às outras empresas que ainda não investiram na nova era de comercialização on-line.

3. BUSINESS INTELLIGENCE

O Business Intelligence, no que diz respeito à gestão empresarial, é um dos principais conceitos populares disponíveis atualmente. Antes de começar a falar de Business Intelligence, será interessante definir a palavra “inteligência”.

Inteligência é o resultado de um processo que começa com a coleta de dados. Esses dados são organizados e transformados em informações, que depois de analisadas e contextualizadas se transformam em inteligência. Essa, por sua vez, quando aplicada a processos de decisão geram vantagem competitiva para a organização.

Contudo, Business Intelligence é o conhecimento do negócio na era da competição global e das comunicações on-line através da utilização de uma série de ferramentas para coletar, analisar e extrair informações, que serão utilizadas no auxílio ao processo de gestão e tomadas de decisão.

Estão listados abaixo alguns benefícios de um sistema de Business Intelligence:

  • Antecipar mudanças no mercado;
  • Antecipar ações dos competidores;
  • Descobrir novos ou potenciais competidores;
  • Aprender com os sucessos e as falhas dos outros;
  • Conhecer melhor suas possíveis aquisições ou parceiros;
  • Conhecer novas tecnologias, produtos ou processos que tenham impacto no seu negócio;
  • Entrar em novos negócios;
  • Rever suas próprias práticas de negócio;
  • Auxiliar na implementação de novas ferramentas gerenciais;

O principal objetivo de um Business Intelligence é aprender sobre o ambiente competitivo externo, visando o conhecimento do posicionamento competitivo da empresa, o que impulsionará mudanças internas e facilitará decisões estratégicas.

4. POR QUE BUSINESS INTELLIGENCE ?

A análise dos fatos relacionados ao dever de um gestor é o grande desafio de qualquer indivíduo que gerencia qualquer processo. Com as ferramentas e dados disponíveis, essa análise deve ser feita de modo que o gerente possa detectar tendências e tomar decisões eficientes e no tempo correto. Com isso, surge o conceito de Business Intelligence.

Há muitos milhares de anos os orientais já faziam Business Intelligence a seus modos. Ou seja, eles tomavam decisões que permitissem melhoria de vida nas suas comunidades baseando-se em informações trocadas entre eles a respeito da natureza, tais como: comportamento das marés, posição dos astros e períodos de seca e de chuva.

Começou na década de 70 a história do Business Intelligence que conhecemos hoje, quando alguns produtos de BI foram disponibilizados para os analistas de negócios. O grande problema era que nessa época esses produtos exigiam uma exaustiva e longa jornada de programação. Além disso, não disponibilizavam informação em tempo hábil, nem de forma transparente e tinham alto custo de implantação.

Imagine como seria a difícil tarefa de alguns executivos tomarem uma decisão que poderia mudar os rumos da organização, tendo como base uma enorme quantidade e variedade de informações e um curto período de tempo. A solução que o Business Intelligence prometia muitas vezes era vista com uma certa desconfiança, mas era tratado como um luxo dentro das empresas. Ma tudo evolui, as empresas, os sistemas, os processos e o BI também não deixou de evoluir perante as exigências da economia e da globalização.

Hoje, a “chave-mestra” dentro de qualquer companhia é o Business Intelligence. Nota-se atualmente uma tendência para o crescimento organizacional com base no negócio, tendência essa que só é possível com  a ferramenta Business Intelligence. O fato de as empresas procurarem cada vez mais atenderem seus clientes sem serem muito intrusivas gerou uma cadeia de valores muito forte impulsionando os negócios.

Neste caso, o mercado ditou as regras. Tornou-se essencial a existência de um sistema confiável, simples e acessível para a análise das informações.

Ninguém gosta de ser incomodado por vendedores tentando empurrar um produto ou serviço que não lhe interessa. Porém, se alguém nos aborda no momento certo e no lugar certo e com o produto ou serviço que procuramos, é provável que vamos agradecer. Isso mostra que, num mercado onde temos extrema competitividade, é fundamental estarmos no lugar certo e na hora exata para o sucesso de uma empresa. É essa deficiência que o BI está suprindo nas organizações.

São enormes os ganhos de uma empresa na utilização dessas ferramentas, pois os usuários contam com uma maior agilidade no acesso às informações e com uma descentralização do acesso informação. E isso é o que garante que todos os colaboradores trabalhem dentro de um único propósito, ou seja, a descentralização faz com que exista uma verdade única dentro de uma empresa.

Muitas organização acabam com projetos antes mesmo de começar por questões de alto custo. Mas esse tipo de decisão pode ser um erro para alguns executivos. A recomendação é que o BI não deve ser olhado como um custo e sim como um investimento que pode proporcionar bons frutos a médio e a longo prazo.

5. E-COMMERCE É DIFERENTE DE E-BUSINESS ?

Sim, garante Idesis. “E- commerce significa comércio eletrônico, ou seja, o conjunto de atividades comerciais que acontecem on-line. A diferença entre E- commerce e E- business, expressões que muitas pessoas confundem, existe. E- business não envolve transação comercial, é um negócio eletrônico, uma negociação feita pela Internet mas que não envolve necessariamente uma transação comercial. É um erro de quem está no mercado utilizar estas duas expressões para dizer sobre a mesma coisa”, explica o especialista. A diferença é que um gerente de E- commerce tem em seu trabalho a atividade de vendas e o gerente de E- business não tem. Um gerente de  E- commerce de uma empresa, por exemplo, é aquele profissional responsável pelas relações comerciais da empresa na Internet.  O gerente de E- business, por sua vez, é responsável pelas negociações da empresa na Internet. Esta é a principal diferença.

6. CONCLUSÃO

A utilização do E- business e a utilização corporativa da Internet reveste-se, atualmente, de importância estratégica para a competitividade das empresas, não se podendo considerá-la como ligada somente à chamada “nova economia”. As empresas pertencentes à denominada “velha economia” também são afetadas pela Web, e devem caminhar em busca da utilização das vantagens da rede. A nível global, o avanço do comércio eletrônico entre empresas afeta diretamente o desempenho dos mais diversos setores econômicos, e pode ampliar, ainda mais, o desequilíbrio entre os países.