Fortaleza; Cidade da Alegria, Festa, Farra e Fantasia: Uma Análise do Perfil dos Grupos Turísticos Internacionais em Fortaleza-CE.

FORTALEZA; CIDADE DA ALEGRIA, FESTA, FARRA E FANTASIA: UMA ANÁLISE DO PERFIL DOS GRUPOS TURÍSTICOS INTERNACIONAIS EM FORTALEZA-CE.

AUTOR: Ledervan Vieira Cazé (levan_caze@hotmail.com)

ORIENTADOR: Prof. Dr. Eustógio Wanderley Correa Dantas

UFC. – Universidade Federal do Ceará. Departamento de Geografia – Campus do Pici – Bloco 911 – CEP 60455-760 – Copyright © 2010. Fortaleza – CE. Fone: +55 (85) 3366-9855 / Fax: +55 (85) 3366-9864. E-mail: geograf@ufc.br.

 


RESUMO

Este trabalho tem como eixo central uma análise sucinta da atividade turística, em particular o fluxo internacional de turistas na cidade de Fortaleza-CE, o perfil dos diferentes grupos turísticos e a dinâmica que se dá na área de maior potencial local, ou seja, a zona litorânea. O objetivo buscado aqui é compreender, de forma diacrônica, o desdobramento estrutural da urbe à nova demanda turística internacional vigente na atualidade. Entender através da mensuração estatística dos fluxos a força motriz da atratividade da cidade cearense aos estrangeiros que se aventuram na capital alencarina de formosas praias e povo acolhedor.

RÉSUMÉ

Ce travail a pour axe central une analyse succincte du tourisme, en particulier les flux de touristes internationaux dans la ville de Fortaleza-CE et comment cette dynamique se produit dans le domaine de la tache plus grand potentiel touristique, à savoir la zone littorale. L’objectif poursuivi ici est de comprendre, de sorte diachronique déroulement domaines de nature structurelle de la ville à la demande touristique internationale nouvelle vigueur à l’heure actuelle. Comprendre par la mesure statistique des flux de l’élément vital de l’attractivité de la ville de Ceará étrangers que le capital risque dans alencarino de belles plages et des gens sympathiques

 

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  1. 1. INTRODUÇÃO.

“Fortaleza, tua idade, é de Cidade-Menina
e ainda mais, feminina fêmea, Cidade-Mulher. Não uma cidade qualquer das muitas onde vivi, ou mesmo onde nasci minha Cidade-Natal, formal e tão comportada. Fortaleza é gargalhada, molecagem
alegria, fantasia, festa e farra. Fortaleza que escarra lá na Praça do Ferreira e elege a segunda-feira outro dia de domingo, na mais louca das folias que extasia Iracema.”

Sergio Augusto Severo Maranhão

 

Fortaleza é a capital do estado brasileiro do Ceará. Pertence à mesorregião Metropolitana de Fortaleza e à microrregião de Fortaleza. A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, no nordeste do país. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local entre 1649 e 1654. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a palavra em latim “Fortitudine”, que em português significa: “força, valor, coragem”. Está localizada no litoral Atlântico, com 34 km de praias, a uma altitude média de 21 metros e é centro de um município de 313,8 km² de área e 2 505 552 habitantes, sendo a capital de maior densidade demográfica do país, com 8 001 hab/km². É a cidade mais populosa do Ceará, a quinta do Brasil e a 91ª mais populosa do mundo.  A Região Metropolitana de Fortaleza possui 3.655.259 habitantes, sendo a quarta mais populosa do Brasil, e a segunda do Nordeste. Em recente estudo do IBGE, Fortaleza aparece como metrópole da terceira maior rede urbana do Brasil em população.

A capital do Ceará é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, A cidade tem recebido um número anual cada vez maior de turistas estrangeiros, especialmente da Itália, Portugal, EUA, Holanda, França, Alemanha, Argentina, Espanha, Cabo Verde e Inglaterra, segundo o Ministério do Turismo e a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) em pesquisa realizada em 2008. Tal peculiaridade advém da força das políticas de incentivo ao turismo, implantada em um primeiro momento, com o PRODETUR (Programa de Ação para Desenvolvimento do Turismo) no Nordeste brasileiro, ainda em 1995 e estendendo-se até 2005. O PRODETUR-NE foi um programa com dimensão regional que priorizou os espaços litorâneos, e no Ceará concentrou-se na RMF. Esta política contou com o apoio da iniciativa público-privada e buscou, grosso modo, tanto promover meios para o incentivo ao turismo nacional como atrair fluxo de turistas internacionais e investimentos estrangeiros com capitais internacionais. Fortaleza passou, assim, a se articular em rede com outras cidades, através do turismo, absorvendo características de “cidade ideal” à prática do turismo e vilegiatura. Entre os principais objetivos da implantação da atividade turística está à promoção do desenvolvimento local, geração de emprego e renda, e melhoria de infra-estrutura, com vistas, também, à redução da pobreza e da desigualdade sócio espacial.

 

 

Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país pela ABAV nos anos de 2004/2005.[11] As principais atrações são o parque temático Beach Park, em Aquiraz, na Região Metropolitana, que recebe uma média de 500 mil visitantes por ano,[30] o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Av Beira Mar com sua feira de artesanato, a Praia de Iracema, com a Ponte dos Ingleses e o famoso Pirata Bar[31] e a Praia do Futuro com suas “barracas” de praia. A cidade tem recebido um número cada vez maior de turistas estrangeiros a cada ano, especialmente de Portugal, Itália e França (http://pt.wikipedia.org/wiki/Turismo_em_Fortalezaacessado em 01/11/2010).

A gênese de uma nova Fortaleza, com mais infraestrutura, serviços disponibilizados, recursos e afins, promoveu também a reformulação de sua própria imagem, ou seja, a nova urbe vendida aos que de fora a observavam fez-se repleta de atrativos, vinculados principalmente aos prazeres disponibilizados pelo desfrute do litoral. “A cidade do sol” era, sobre tudo, um lugar de clima quente, com belas praias, gente bonita, acolhedora e bem humorada; receptiva na essência e cujo sol, lindo e sereno, brilha o ano inteiro. Na orla marítima da urbe é onde se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação. A cidade dispõe ainda de vários consulados que dão assistência ao turista estrangeiro.

Segundo Dantas (2010) apud Fonseca (2005), negociações preparatórias voltadas à adoção de políticas de investimentos integrados e maciços no turismo nordestino aconteceram a partir de 1992 e consolidaram-se após o Plano Nacional de Turismo (1996). O PRODETUR-NE disponibilizou, em sua primeira fase, tendo com agente executor financeiro o Banco do Nordeste cerca de U$ 900 milhões (50% provenientes do BID e 50% dos governos estaduais e locais). As aplicações financeiras foram distribuídas no que chamaram de componentes estruturais: Estudos e Projetos (Investimentos do BID: U$ 2.371 milhões e Local: U$ 8.701 milhões); Desenvolvimento Institucional (Investimentos do BID: U$ 16.010 milhões e Local: U$ 5.777 milhões); Saneamento (Investimentos do BID: U$ 118.256 milhões e Local: U$ 43.012 milhões); Recuperação e Proteção Ambiental (Investimentos do BID: U$ 6.304 milhões e Local: U$ 14.246 milhões); Transportes (Investimentos do BID: U$ 109.944 milhões e Local: U$ 32.253 milhões); Recuperação do Patrimônio Histórico (Investimentos do BID: U$ 35.036 milhões e Local: U$ 10.596 milhões) e Aeroportos (Investimentos do BID: U$ 108.681 milhões e Local: U$ 114.779 milhões).

 

 

 

Com os recursos advindos do PRODETUR-NE, verificam-se transformações espaciais nos estados em foco, posto tais recursos serem condição tanto à atração e distribuição dos fluxos turísticos como à implantação dos empreendimentos turísticos receptivos (DANTAS, 2010).

Portanto, com as transformações econômicas que se estabeleceram no país, depois da reestruturação política dos anos oitenta, promoveu-se através destes investimentos (nacionais e internacionais) um verdadeiro progresso na gestão de investimento ao turismo no Nordeste brasileiro; como afirma Dantas, o Programa de Ação para Desenvolvimento do Turismo fora um verdadeiro divisor de águas para a temática aqui estudada e transformou todas as a capitais nordestinas onde alcançou em cidades propícias e estruturadas à prática do turismo internacional.

Com o Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (PRODETUR-NE), aponta-se fortalecimento do Estado local (governos locais estaduais), com a indicação de projetos próprios, definidores de suas ações estratégicas e de suas áreas prioritárias. Cada Estado, com seu PRODETUR (versão Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte), passa a captar recursos, nacionais e estrangeiros, no sentido de suscitar desenvolvimento da atividade turística, principalmente a internacional (DANTAS, 2010).

Assim, adentrando ainda mais na compreensão da temática e analisando-a numa perspectiva bem local, os inúmeros projetos de incentivo ao turismo em Fortaleza, concernente a demanda nacional que se estabelecia, beneficiaram, grosso modo, ainda que não alcançassem toda a coletividade social, alavancou todo setor urbano e promoveu uma verdadeira reforma na cidade de Fortaleza em contrapartida as gestões da administração municipal que desgastaram a cidade sedimentando-a à infra-estrutura da “eficiência econômica”, mas não para o bem viver de todos, estruturação do setor turístico e a proteção do patrimônio urbano. Nesse Contexto, desenvolve-se, por exemplo, o projeto “Fortaleza Atlântica”, que previu a apropriação da zona de praia como recurso de lazer e turístico. Esse projeto visou dotar de infra-estrutura básica a porção litorânea de Fortaleza, incluindo equipamentos de lazer e culturais, hotéis, pousadas, saneamento básico e abertura de vias que promoveram a aceleração da dinâmica turística. Assim, destaca-se que a reurbanização das áreas litorâneas em Fortaleza suscita a valorização do espaço, provocando, além das alterações físicas, alterações sociais; Contudo, essa discussão é para outra hora e outro momento.

2. OBJETIVO.

2.1 Objetivo Geral:

Analisar a demanda dos fluxos internacionais de turistas na cidade de Fortaleza-CE através dos dados de embarque e desembarque de estrangeiro, dados estatísticos de órgãos responsáveis pelos serviços de apoio a política do turismo no estado e no município, trabalhos copilados sobre a temática e bibliografia afins compreender com se dá a dinâmica da motivação e da atração turística na capital do estado do Ceará.

2.2 Objetivos Específicos:

  • Analisar de forma sucinta o desenvolvimento da infraestrutura do turismo na capital;
  • Compreender o que motiva a demanda atual dos fluxos internacionais em Fortaleza de maneira geral;
  • Tipificar as diferentes motivações do tour para Fortaleza-CE;

 

  • Evidenciar os diferentes fluxos internacionais tipificando usando categorias de análises distintas e entendendo-os como basilares aos fatores de motivações do desejo de viajar a Fortaleza-CE;
  • Analisar, entre os anos de 2004 até 2009, a evolução da produção turística em Fortaleza;

3. MÉTODOS E TÉCNICAS

Considerada como etapa fundamental do desenvolvimento da pesquisa, os procedimentos e as técnicas a serem utilizadas, auxiliam na busca do alcance dos objetivos propostos. Segundo Venturi (2005), o método dispõe de fundamentação teórica, auxiliando o sujeito na organização de seu raciocínio. Já as técnicas auxiliam nas organizações das informações necessárias que subsidiarão a efetivação do método e objetivos da pesquisa. Segundo este mesmo autor, é necessário ter conhecimento e consciência da técnica, do seu significado e do papel que ela desenvolve no processo de redução científica, uma vez que “[…] o domínio das técnicas pode assegurar ao cientista maior confiabilidade e controle sobre os dados que irão subsidiar seus argumentos” (VENTURI, op. cit. p. 14).

Para análise da temática, recorri a modelos estatísticos de mensuração da atividade turística encontrados em documentos e pesquisas realizados pelos respectivos órgãos responsáveis, Contudo, vale ressaltar que a utilização de modelos estatísticos no estudo do turismo tem sido designada pela aplicação da Teorometria.

A Teorometria, por sua vez, ainda é uma área de exploração incipiente, mas vem ganhando importância, especialmente, em âmbito internacional. TALAYA e PALOMO (1984), afirmam que um dos primeiros estudos a aplicar métodos estatísticos ao estudo do turismo foi o plano de desenvolvimento econômico e social da Espanha publicado em 1964. A partir de então, o número de estudos e pesquisas deste tipo cresceu significativamente. Hoje, inúmeros artigos científicos sobre essa temática podem ser encontrados em renomados periódicos internacionais.

Para elaboração específica deste trabalho, foi realizada a busca de material bibliográfico e de projetos de pesquisa sobre a temática: monografias, dissertações, teses, artigos e livros. As buscas foram efetivadas pela internet: publicação de artigos em revistas eletrônicas, sítios de universidades brasileiras e de órgãos que fornecem dados e materiais bibliográficos concernentes à temática de estudo. Levantamentos bibliográficos foram efetuados em bibliotecas centrais vinculadas à Universidade Federal do Ceará e à Universidade Estadual do Ceará, além de consultas realizadas nas bibliotecas dos departamentos de Geografia e ao das respectivas universidades; Anais de congressos, encontros e simpósios e visitas diretamente nos órgãos competentes foram realizados.

 

4. DISCUSSÃO.

4.1 Estudo por Grupo Turístico:

Utilizando dados estatísticos do Ministério do Turismo, EMBRATUR, SETUR, IBGE e Polícia Federal, aqui trabalhados através de tabelas e gráficos objetivou-se, neste trabalho, analisar o tema numa perspectiva diacrônica; estabelecendo a compreensão de padrões de motivações dos diferentes grupos turísticos que, em Fortaleza estabelecem relação produtiva no campo do turismo. A dinâmica desses grupos é trabalhada aqui através das diferentes motivações concernentes a ação de viajar. Tais condicionantes são aqui diferenciadas e definidas como: lazer, negócios, eventos, convenções e outros motivos; procurou-se também trabalhar detalhadamente os motivos das viagens de lazer, ou seja, entender se o desejo de deslocar-se para Fortaleza advém da apreciação do sol e da praia, da natureza, do ecoturismo ou aventura, da cultura, dos esportes tropicais ou tipicamente locais, da facilidade do acesso a grande “diversão noturna” na capital cearense ou ainda das viagens de incentivos e afins; Com isso, determinaríamos o tipo de alojamento utilizado: hotel, flat ou pousada, casa de amigos e parentes, casa alugada, casa própria, camping ou albergue, resort e outros para, de fato, entender a composição do grupo turístico, ou seja, quem mais viaja? O indivíduo sozinho, a família, o casal com filhos, com amigos ou outros; E de quanto é o gasto médio per capita dia no Brasil e como se gasta: lazer, negócio, eventos, convenções e outros motivos? Alem de determinar a permanência média no Brasil e sua motivação principal: lazer, negócios, eventos, convenções ou outros?

Tabela 01: Demanda de Fluxos Internacionais de Turistas para Fortaleza (2009)
País de Origem Total Chegada Aérea Chegada Marítima
Itália 27607 26716 891
Portugal 13802 13788 14
EUA 6768 2785 3983
Holanda 4942 4854 88
França 8191 7081 1110
Alemanha 5336 4235 1101
Argentina 153 82 71
Espanha 4663 4235 428
Cabo Verde 3069 3069 0
Inglaterra 1922 1550 372

Fonte: Elaboração Pessoal (Base de dados: Departamento de Polícia Federal e Ministério do Turismo)

Analisando a Tabela 01, da demanda dos fluxos turísticos internacionais para Fortaleza em 2009, evidenciamos a participação de dez grandes grupos turísticos atuantes na capital. Com base nos dados do Ministério do Turismo, os turistas que mais viajam para Fortaleza são oriundos da Itália, Portugal, EUA, Holanda, França, Alemanha, Argentina, Espanha, Cabo Verde e Inglaterra, respectivamente colocados com base na demanda do número de turistas.

Gráfico 01 (2009)

Demanda de Fluxos Internacionais de Turistas para Fortaleza

Fonte: Elaboração Pessoal (Base de dados: Departamento de Polícia Federal e Ministério do Turismo)

Analisamos ainda, com base no Gráfico 01, a superioridade das viagens aéreas e a dependência desta para elaboração de políticas do turismo, ou seja, grandes extensões territoriais como o Brasil e os demais países latino americanos, dependentes da sua principal bacia internacional (bacia Americana) relativa aos fluxos internacionais, carecem de maior investimento no setor, visto a demanda turística vigente na atualidade e os lucros visados com lucro concernente destes.

Conforme Cazes (1989), a variável distancia é um fator preponderante na constituição da bacia americana, e determina o grau de dependência do turismo em relação aos países emissores (DANTAS (2010) apud CAZES (1989).

Dantas (2010) evidencia que no Nordeste, em virtude das dimensões continentais do país, o fluxo direcionado para as capitais nordestinas é, a exemplo do acontecimento em destinações insulares, fortemente dependente do transporte aéreo.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Políticas do Turismo divulgada em fevereiro de 2010, estudando a temática entre 2004 e 2008 os turistas Italianos em 2008 eram em grande parte, jovens homens (77,9%) e sozinhos (49,1%), motivaram-se nas suas viagens principalmente pela busca do lazer (41,0%) de encontrar aqui sol e praia abundante (52,6%); alojaram-se principalmente em Hotéis, Flats ou Pousadas (45,0%), gastaram com o lazer pessoal uma média diária per capita de U$ 79,33 e estabeleceram-se por cerca de 18 dias, quando a ainda tinham o lazer como motivação principal. Contudo, Fortaleza-CE fora, no ano de 2008 apenas o terceiro destino mais visitado por esse grupo turístico peculiar, ou seja, 17,6% dos Italianos que viajaram numa perspectiva de prazer pessoal para o Brasil no período. Um ponto interessante é o desejo de retorno acentuado que chegou a 95,4% dos entrevistados. A renda média mensal do perfil de turista italiano sozinho é de U$ 3.573,02 e possuem residência própria em solo brasileiro cerca de (8,1%) de italianos.

Tabela 02: Estudo do grupo turístico italiano (2008)

Categorias de Análise %
Gênero Masculino 69,2
Jovens (25 a 31) 20
Jovens (32 a 40) 29,7
Composição do Grupo (Sozinho) 49,1
Motivação do Lazer (Sol e Praia) 52,6
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 45
Opção por Fortaleza-CE em relação à Demanda Nacional 17,6

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

 

Os turistas portugueses são, em sua maioria, homens (60,6%) de 32 a 40 anos (28,8%), sozinhos (42,7%) motivados por desejos distintos (outros motivos), mas quando do lazer, buscam em sua maioria sol e praia (54,1); hospedam-se em geral, em casas de amigos ou parentes (43,8%), evidenciando o caráter de territorialidade amistosa entre as duas nações, Portugal e Brasil, na perspectiva de vilegiatura, ou seja, portugueses que para o Brasil migraram e estabeleceram uma segunda residência ou primeira e que abrigam compatriotas amigos, parceiros comerciais ou de vínculo parental. Outra característica que evidencia tal peculiaridade é a superioridade da demanda com gastos médios diários com negócios, eventos e convenções, cerca de U$ 100,18 que denota relações estabelecidas e mais acentuadas no campo financeiro. Portanto, esses outros motivos distintos que aguçam o desejo do português pelo Brasil o fazem permanecer, advento destes, uma média de 36,3 dias. Contudo, Fortaleza-CE atende em 9,1% a demanda de portugueses que procuram lazer nas terras tupiquinis com relação à demanda nacional. A renda média mensal do indivíduo desse grupo é de U$ 3.352,06 e está em (8,0%) a porcentagem de turistas portugueses que possuem residência própria em solo brasileiro.

 

Tabela 03: Estudo do grupo turístico português (2008)
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 60,6
Jovens (32 a 40) 28,8
Composição do Grupo (Sozinho) 42,7
Motivações diversas (outros motivos) 46,2
Tipo de Alojamento (casas de amigos ou parentes) 43,8
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional 9,1

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

O grupo turístico dos EUA, em sua maioria, é composto por homens (64,7%), entre 41 e 50 anos (25,7%), com renda individual média mensal de U$ 5.824,77; com nível acadêmico superior e completo (46,2%) são motivados, em sua viagem, por desejos diversos (outros motivos) (47,0%). O norte americano hospeda-se em geral em hotéis, flats ou pousadas (46,6%) e (5,0%) deles possuem residência própria no Brasil. Quando motivados pelo lazer os norte americanos procuram em cerca de (33,7%) sol e praias abundantes, outros (23,7%) buscam admirar a cultura local. Em média gastam diariamente com o lazer pessoal U$ 93,72 e em negócios, eventos e convenções U$ 147,65.

Tabela 04: Estudo do grupo turístico norte americano (2008)
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 64,7
Adultos (41 a 50 anos) 25,7
Composição do Grupo (Sozinho) 53,7
Motivações diversas (outros motivos) 47
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 46,6
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional Zero

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

O grupo turístico Holandês caracteriza-se por ser de maioria masculina (65,4%), sozinha (38,6%) e idade média em 41 e 50 anos (26,3%); contudo, a mesma pesquisa evidenciou uma tendência crescente de adesão do gênero feminino holandês na prática da atividade turística. A pesquisa atestou que em 2005 a demanda feminina holandesa para prática turística era de (25,0%) e esta crescendo vertiginosamente com (34,6%) em 2008. A renda individual média desse grupo é de U$ 4.273,91 e é demandada, quanto à viagem, para a busca do lazer (42,7%); na procura por sol e praias abundantes (45,8%) ele hospeda-se quase na totalidade em hotéis, flats e pousadas (54,1%). O grupo não tendência a um gasto excessivo, com uma demanda diária média de U$ 71,86 para o lazer. Na demanda nacional, cerca de 11,3% dos turistas holandeses preferem Fortaleza-CE por motivos distintos (outros motivos) e (4,2%) por motivos de negócios, eventos ou convenções.

 

Tabela 05: Estudo do grupo turístico holandês
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 65,4
Adultos (41 a 50 anos) 26,3
Composição do Grupo (sozinho) 38,6
Motivações (lazer) 42,7
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 54,1
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional (outros motivos) 11,3
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional (negócios, eventos e convenções) 4,2

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

O estudo do grupo turístico Frances é caracterizado, grosso modo, pela demanda masculina superior (63,3%), com idade variando entre 32 e 40 anos (22,2%), sozinhos (44,7%) em segunda ou mais visitas ao Brasil (52,3%), com (45,6%) em nível de pós-graduação acadêmica. Contudo analisando o período entre 2004 e 2008, verificamos um retrocesso quando a composição do grupo, visto que, em 2004 havia uma maioria de famílias francesas viajando provavelmente de férias para o Brasil, ou seja, cerca de (33,5%) superando a aventura solitária naquele período que era de (28,0%). A grande maioria busca o lazer como fator motivador do deslocamento (38,3%), contudo, os negócios, eventos e convenções chegam a (26,0%) seguido de perto por motivações outras (outras motivações) com (35,7%). Outra peculiaridade são as “submotivações” dentro da busca pelo lazer, ou seja, o sol e as praias são procurados em (32,3%) dos franceses, mas (31,8%) procuram desfrutar da diversidade cultural local. Hospedam-se quase na totalidade de hotéis, flats ou pousadas (53,3%), gastando diários uma média de U$ 70,49 com o lazer e U$ 101,20 com negócios, eventos e convenções.

 

Tabela 06: Estudo do grupo turístico Frances (2008)
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 63,3
Adultos (32 e 40 anos) 22,2
Composição do Grupo (sozinho) 44,7
Motivações (lazer) 38,3
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 53,3
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional Zero

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

O grupo alemão é motivado por fatores distintos quanto ao desejo de viajar para o Brasil (42,4%), tendo o lazer apenas com (25,9%) da demanda, mas quando dessa escolha também se diferencia, pois, a opção mais usual é a escolha por natureza, ecoturismo ou aventura (36,7%). Viajando sozinhos, em sua maioria (49,4%), hospedam-se em hotéis, flats ou pousadas (49,2%), gastando uma média diária, per capita de U$ 75,74 com o lazer pessoal e U$ 97,32 com negócios, eventos e convenções. Os homens respondem por (70,4%) dos turistas desse grupo, entre 32 e 40 anos (24,5%) com renda média mensal de U$ 4.447,71.

 

Tabela 07: Estudo do grupo turístico alemão
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 70,4
Adultos (32 e 40 anos) 24,5
Composição do Grupo (sozinho) 49,4
Motivações (outros motivos) 42,4
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 49,2
Opção por Fortaleza-CE em relação a Demanda Nacional (outros motivos) Zero

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Os argentinos caracterizam-se por ser maioria masculina (61,5%), entre 41 e 50 anos (23,7%) seguidos de suas respectivas famílias (36,3%), em busca de lazer (77,2%), sol e praia abundantes (79,5%); hospedam-se em sua maioria em hotéis, flats ou pousadas (63,3%), Com renda familiar de U$ 2.334,66 gastam em média diariamente com o lazer U$ 46,16 e com negócios, eventos e convenções U$ 117,80. São turistas assíduos no Brasil (78,8%)

 

Tabela 08: Estudo do grupo turístico argentino
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 61,4
Adultos (41 e 50 anos) 23,7
Composição do Grupo (família) 36,3
Motivações (lazer) 77,2
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 63,3

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Os espanhóis, por sua vez, são em maioria homens (61,2%), sozinhos (41,9%), com idade entre 32 e 40 anos (32,1%) com renda média mensal de U$ 3.499,76. Buscam o lazer como objetivo de viagem (41,8%), seguido de outros motivos (40,4%); procuram o sol e praia (40,3%), natureza, ecoturismo e aventura (32,4%); hospedam-se em hotéis, flats ou pousadas (46,5%) e gastam com lazer e negócios uma média diária de U$ 78,71 e U$ 106,46 respectivamente.

Tabela 09: Estudo do grupo turístico espanhol
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 61,2
Adultos (32 e 40 anos) 32,1
Composição do Grupo (sozinhos) 41,9
Motivações (lazer) 40,4
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 46,5

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

 

  • Obs.: Não foi encontrado números sobre o perfil do turista de Cabo Verde;

A idade média do grupo turístico inglês é de 25 a 31 anos (28,5%), na grande maioria homens (60,3%), sozinhos (45,7%), com renda média de U$ 4.685,99 procurando lazer (43,3%), sol e praia (40,6%) e cultura (29,8%); hospedam-se na maioria em hotéis, flats ou pousadas (45,6%) e gastam com o lazer cerca de U$ 82,53 diários e com negócios, eventos ou convenções U$ 117,95. Geralmente é a primeira viagem ao Brasil (53,5%) e possuem uma perspectiva de retorno de (93,2%).

 

 

Tabela 10: Estudo do grupo turístico inglês
Categorias de Análise %
Gênero Masculino 60,3
Adultos (32 e 40 anos) 28,5
Composição do Grupo (sozinhos) 45,7
Motivações (lazer) 43,3
Tipo de Alojamento (hotéis, flats e pousadas) 45,6

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

 

4.2  Estudo por categorias de análise: o lazer da diversão noturna, gênero, composição do grupo e idade média regular.

 

Aos analisarmos o fluxo internacional em Fortaleza, com base nos dados da pesquisa realiza pela Secretaria Nacional de Políticas do Turismo referente à dinâmica da temática entre os anos de 2004 e 2008, percebemos algumas peculiaridades sobre o perfil dos grupos turísticos que compartilham nossas belezas locais. Para fins de sucesso no entendimento deste trabalho divido este estudo em categorias de Análise cuja relevância vem pela luz da experiência pessoal de ser um citadino local e de perceber empiricamente a tipificação do turismo em minha cidade natal. De fato, como evidenciado desde o início deste texto, a zona litorânea ganha de longe, o título de espaço privilegiado para prática turística no estado e especificamente na capital. O litoral de Fortaleza é o local de encontro das mais variadas modalidades de cultura; a Av. Beira Mar, comumente é tomada por inúmeros munícipes e visitantes de maneira geral que desfrutam do agradável ar marítimo, tanto no nascer do sol quanto no crepúsculo em caminhadas e atividades esportivas, nesse deslocamento podem aproveitar os mais variados tipo de artesanato e afins que colorem o calçadão embelezam ainda mais o cenário daquele pedaço de cidade. Contudo o turista que para cá se desloca, aqui dividido em dez grupos turísticos principais, também é multicultural, ou seja, pela disparidade de seus laçais de origem e as diferente motivações de suas viagens ele assume aqui, papeis difusos e às vezes prejudicial a ordem social local.

Em outro aspecto de análise do perfil dos grupos turísticos que visitam nossa capital é a variável da “diversão noturna” que é a gênese de um quadro que responde por uma satisfação positiva por parte dos turistas internacionais de 94,7% em detrimento dos 5,3% que não se satisfizeram. Portanto, não posso deixar de comentar, com base nos dados, um pouco sobre esse tipo específico de turismo, às vezes taxado de prejudicial à ordem social local por denegrir a imagem da capital aos olhos do mundo, ou seja, o turismo sexual quando agregado a exploração de crianças e adolescentes carentes da sociedade fortalezense.

 

Tabela 11: Grupos turísticos e a diversão noturna
Grupos Turísticos em Fortaleza Desejo por Diversões Noturnas – 2008 (%)
Itália 1,7
Portugal 2,7
EUA 3,3
Holanda 3,1
França 2,5
Alemanha 1,4
Argentina 0,2
Espanha 2,6
Cabo Verde 0
Inglaterra 1,5

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Segundo a SETFOR, Fortaleza está incluída entre as três capitais brasileiras como uma das mais procuradas para a prática do turismo sexual infanto-juvenil. As variáveis desta prática abominável em nossa capital, talvez estejam vinculadas as formas como o turismo local e nacional é divulgado no exterior, ou seja, propagandas de turismo que ainda mostram mulheres como chamariz em anúncios de agências internacionais que mandam turistas para conhecer o carnaval do Brasil e suas belas praias. Infelizmente a desfaçatez da indústria que alimenta o turismo sexual é visível na propaganda turística há muitos anos. O Brasil, como um todo, é apresentado no exterior como um país paradisíaco, onde se pode desfrutar de sol, praias e mulheres. Em contrapartida, organizações não-governamentais, juntamente com a atuação dos governos Municipal, Estadual e Federal, vêm tentando punir responsáveis e agenciadores pela prática e tentando resolver problemas sociais relacionados à miséria, falta de educação, violência doméstica, disparidade econômica e social, criando projetos de recuperação para meninas e meninos envolvidos na prostituição.

A exploração sexual através do turismo é mais acentuada entre crianças e adolescentes de baixa renda da região metropolitana de Fortaleza; crianças que geralmente vivem nas favelas e núcleos habitacionais e são empurradas para a prostituição pela miséria e exclusão social. Atinge, também, alguns jovens de classes sociais mais favorecidas, que são levados, em geral, para a prostituição com a finalidade de obterem drogas e melhores padrões de consumo (BOUERI, 2004)

Como percebido acima, na observação da Tabela 11, (1,5%) dos turistas ingleses, por exemplo, são motivados a viajar para Fortaleza, para desfrutar das diversões noturnas do local, incluindo prostituição; os norte americanos lideram a porcentagem com (3,3%). Em verdade, não há dados específicos, pois é muito difícil mensurar os reais objetivos destes, já que, os números aqui evidenciados são apenas pesquisas feitas conceitudinariamente e não relevam o real comportamento individual de qualquer homem ou mulher que venha passear em nossa capital. Contudo, é fato que, boa parte dos turistas que usufruem de nosso espaço procuram diversões mais específicas vendidas através de imagens no exterior, infelizmente negativas para todos nós, filhos desta terra.

Na totalidade dos grupos turísticos que visitam a capital do Ceará prevaleceu, de forma clara, o acentuado número de homens em detrimento do número de mulheres, ou seja, o gênero masculino predominou durante toda análise quanto ao perfil do turista que se dispõe a viajar para Fortaleza-CE.

De acordo com a Tabela 12, abaixo, em todos os grupos analisados, a superioridade masculina ultrapassou os 60%. Tal evidencia nos traz grandes questionamentos sobre o que está posto na análise: por que a superioridade masculina vista a inserção cada vez mais acentuada da mulher no mercado de trabalho e às vezes ganhando até mais do que o homem denotando uma capacidade financeira de deslocar-se em viagem de lazer, negócios, eventos e afins? É perigoso, dentro de uma perspectiva historicista a mulher viajar sozinha? Há mesmo diferença em ser homem ou mulher a viajar?

Tabela 12: Gênero do perfil turístico em Fortaleza – 2008
Grupos Turísticos em Fortaleza Turista masculino – 2008 (%) Turista Feminino – 2008 (%)
Itália 69,2 30,8
Portugal 60,6 39,4
EUA 64,7 35,3
Holanda 65,4 34,6
França 63,6 36,4
Alemanha 64,1 35,9
Argentina 61,5 38,5
Espanha 61,2 38,8
Cabo Verde Zero Zero
Inglaterra 60,3 39,7

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Claro que existem diferenças de gênero, mas não em nível de fraqueza, mas sim em nível de experiência e viver situações diferentes. A verdade é que a condição feminina permite a mulher ver mundo na condição de seu lugar, mundo que nenhum homem poderá desfrutar verdadeiramente.

Outra variante basilar a compreensão da temática é a própria composição dos grupos turísticos, ou seja, em grande maioria percebida na pesquisa, o indivíduo tende a deslocar-se sozinho, ainda em primeira viagem ou vezes repetidas. Contudo quando analisamos em comparação aos anos referidos, verificamos que existiu grande diferenciação da dinâmica dessa categoria de análise. Comparando as duas tabelas abaixo em anos distintos verificamos que houve uma diminuição significativa no número de famílias que viajaram ente 2004 e 2008. Países como a Argentina que, grosso modo, sempre teve histórico de viagem familiar, diminuíram de 65,6% em 2004 para 36,6% em 2008, ou seja, em quatro anos verificou-se entre o grupo argentino um retrocesso de quase metade das famílias que se deslocavam em viagens turísticas de lazer. Em contra partida, as aventuras solitárias nos trópicos ganharam mais adeptos ao longo de quatro anos, como se pode verificar em quase todos os grupos turísticos estudados na capital Fortaleza-CE.

 

Tabela 13: Composição dos Grupos Turísticos – 2008 (%)
Grupos Turísticos em Fortaleza Sozinho Família Casal sem Filhos Amigos Outros
Itália 49,1 12,7 14,9 15,8 7,5
Portugal 42,7 16,9 24,7 10,4 5,3
EUA 53,7 13,1 12,9 9,5 10,8
Holanda 38,6 17,5 25,1 12,7 6,1
França 44,7 13 18,7 13,8 9,8
Alemanha 49,4 13,7 16,5 9,9 10,5
Argentina 17,2 36,3 25 17,1 4,4
Espanha 41,9 12,9 22,6 17,8 4,8
Cabo Verde Zero Zero Zero Zero Zero
Inglaterra 45,7 8,5 23,6 15,5 6,7

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Tabela 14: Composição dos Grupos Turísticos – 2004 (%)

Grupos Turísticos em Fortaleza Sozinho Família Casal sem Filhos Amigos Outros
Itália 38,4 26,3 13,7 29,4 8,9
Portugal 28 47,9 19,2 23,2 5,8
EUA 31,9 37,1 19,5 22,4 4
Holanda 26,4 29,8 24,6 30,1 3,7
França 28 33,5 23 22,8 12,8
Alemanha 36,4 33,8 15,3 24,9 5,8
Argentina 12,8 65,6 16,8 15,8 6,1
Espanha 29,7 36,4 21,5 26 3,4
Cabo Verde Zero Zero Zero Zero Zero
Inglaterra 28,8 33,4 23,6 28,2 3,1

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

 

4.3  A variável do Lazer: Turismo de Sol e Praia na capital cearense.

As motivações que condicionam o desejo de deslocar-se em viagens turísticas aos trópicos é outra variável relevante a ser tratada neste trabalho. Como anteriormente classificada para fins de estudo a variável é dividida em um primeiro momento em lazer, negócios, eventos e convenções e outros motivos.

Como podemos perceber nessa primeira análise da variável na temática, observando o Gráfico 02 abaixo, em 2008 a busca pelo “lazer” incondicional deixou de ser uma força motriz motivacional única de deslocamento do turista internacional, salvo na Argentina, que em 2008 alcançou quase 80% nessa variável motivacional, perdendo lugar para os mais variados motivos, ou seja, motivos que não foram mensurados na pesquisa, mas que respondem por porcentagem significativa, concorrendo diretamente com o lazer, na prática turística de Fortaleza-CE. Contudo, quando relacionamos a observação com o Gráfico 03, percebemos que a dinâmica do turismo, na variável motivacional do Lazer mostrou-se um real retrocesso; países como Itália e Portugal, por exemplo, deixaram de “exportar” turista para solo brasileiro com o pressuposto do prazer incondicional de desfrutar do lazer das belezas do local, pois na atualidade deslocam-se na maioria das vezes, condicionados por motivos diversos, quase sempre agregados a atividades produtivas de médio e pequeno porte.

Gráfico 02 (2008)

Estudo da Variável de Análise da Motivação de Viajar

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

Gráfico 03 (2004)

Estudo da Variável de Análise da Motivação de Viajar

 

 

Fonte: Elaboração pessoal (base de dados: Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, 2010)

 

 

Contudo, numa óptica positiva e generalizada da análise da variável turística local, ainda sobre as motivações do lazer no deslocamento turístico, percebemos, grosso modo, que mesmo diante do retrocesso evidenciado correlacionando os anos de 2004 e 2008 na análise dos gráficos abaixo, da variável do lazer em sua subcategoria: “sol e praia”, é por esse estímulo significativo que Fortaleza-CE destaca-se no cenário internacional. Assim, o “lazer” destaca-se com 49,9% (2008) entre as escolhas do turista internacional que visita nossa capital e “Sol e Praia” em 71,1%. Como afirma HILLESHEIM (2006) apud CORIOLANO (1998), a presença do turismo em localidades litorâneas é uma tendência natural e irreversível, e se atividade for planejada para o correto desenvolvimento tanto da comunidade quanto os turistas saem beneficiados. Porém, entender até que ponto os turistas podem ser identificados e culpados por impactos indesejáveis é um estudo bastante difícil e aplicado em outros trabalhos desenvolvidos por outros curiosos da ciência assim como eu.

Em Fortaleza, onde seus espaços litorâneos são considerados internacionalmente atrativos a atividade supracitada neste trabalho, a busca pelo lazer do sol e das praias é disparado à grande motivação de deslocamento turístico e a da própria vilegiatura local.

Figura 01: Praias de Fortaleza-CE

LITORAL DE FORTALEZA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.ceará.com.br – (acessado em 10 de Novembro de 2010).

Figura 02: Litoral de Fortaleza (Imagem: Google Earth)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Elaborado por Amíria Bezerra Brasil, 2004.

 

 

As principais praias do litoral fortalezense são:

 

4.3.1 Praia do Futuro:

Com uma larga faixa de oito quilômetros de areia branca e águas limpas a Praia do Futuro é a praia urbana preferida para banho de mar entre os banhistas de Fortaleza e turistas. A praia conta ainda com uma exemplar infra-estrutura de barracas de praia. As maiores contam não apenas com centenas de mesas (algumas sobre a areia da praia, outras dentro das barracas), mas com uma estrutura comparável a hotéis: piscinas, play ground, palcos para shows de música e humorismo. Os fortes ventos provocam ondas mais altas, boas para surf e windsurfe, mas requer atenção redobrada dos banhistas. A praia é muito badalada nos finais de semana. Escolha uma entre as diversas barracas e aproveite o sol.

4.3.2    Praia do Meireles:

Meireles é o trecho de praia situada ao redor da Feirinha de Artesanato e do Clube Náutico de Fortaleza. A área concentra grande número de hotéis, restaurantes, lojas e outros serviços turísticos; muitas vans de turismo, que oferecem passeios na cidade e pelo litoral. As vans têm o Meireles como ponto de saída e chegada. Também no Meireles, com suas largas calçadas, encontram-se diversas barracas à beira-mar. As barracas têm acesso ao calçadão e à areia da praia, sendo convenientes tanto para descansos rápidos durante uma caminhada, como para um almoço ou jantar a beira-mar.

 

4.3.3    Praia do Mucuripe:

Essa área é bastante movimentada durante todo o dia. Tanto fortalezenses como turistas vêm ao Mucuripe para caminhar, almoçar, jantar, comprar artesanato e lembranças na feirinha (após o entardecer), ou apenas apreciar o ambiente de beleza e tranqüilidade. Mucuripe é a continuação da Praia do Meireles, no sentido leste. Não há um claro marco divisório entre essas praias. O calçadão do Mucuripe atrai diversas pessoas, que vêm para passear, caminhar ou assistir às peladas nos campos de areia. No final da praia, próximo ao Porto de Mucuripe, pode-se ver diariamente uma profusão de jangadas e outros barcos rústicos. Existem diversas jangadas turísticas espalhadas por Fortaleza, para que os turistas tirem fotografias. Na praia do Mucuripe as jangadas são de fato utilizadas como meio de vida pra diversas famílias de pescadores. Dependendo do horário, podem-se ver os jangadeiros ajudando-se mutuamente no trabalho manual (utilizando tábuas roliças) de levar as jangadas para o mar e de volta para a areia. No final da avenida beira-mar, encontra-se o mercadinho de peixes e frutos do mar; pode-se não apenas admirar a fartura de peixes, lagostas, lulas e crustáceos, mas também comprar pequenas porções e levá-las para que sejam preparadas em pequenas barracas, no próprio mercado. É do Mucuripe que partem os passeios de escuna. As embarcações podem levar algumas dezenas de pessoas, e são vistoriadas para garantir a segurança dos passageiros. Informe-se nos quiosques localizados nas calçadas da praia. O mar calmo é ótimo para banho.

4.3.4    Praia de Iracema:

Famosa por ser predileta do poetas e intelectuais, a praia de Iracema retrata a boemia da cidade. A praia é limitada por quebra-mares, tem ondas fortes, recifes e areia grossa. Praia de Iracema, a pesar do nome, não é exatamente uma praia. É um bairro, junto ao mar, que conta com a maior concentração de bares e restaurantes da cidade. É lá que fica um dos cartões postais de Fortaleza, a Ponte Metálica. A partir de meados dos anos de 1940, as obras do porto do Mucuripe provocaram alteração no movimento das correntes marinhas, que atingiram violentamente a Praia de Iracema. A destruição de parte do casario e a drástica redução da faixa de praia provocaram o abandono dos usos que lá se verificavam: o balneário entrou em decadência e os pescadores, em sua maioria, partiram para outras praias.

Portanto, como bem afirma DANTAS (2002), A valorização das zonas de praia pelo turismo, nos países em desenvolvimento, instaura discussões que se opõem à antiga tradição referenciadora do interior. Esta reviravolta evidencia, no Nordeste do Brasil, o processo de litoralização, movimento iniciado e organizado a partir do final dos anos 1980 e cujas repercussões também atingem o Ceará.

 

 

  1. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria de Turismo do Ceará evidenciou-se que a demanda turística para Fortaleza-CE em 2010 teve aumento de 17,5% em relação a igual período do ano passado, e alta de 12,6% na quantidade de turistas para a capital cearense. No ano passado, 283.423 turistas visitaram o Estado, enquanto que em 2010 a quantidade de visitantes foi de 332.985. Desse total, 19.080 vieram de outros países, 3,6% a mais do que em 2009. Apesar dos gastos percapita terem tido queda de 9,4%, em relação a julho de 2009, a receita turística teve taxa 6,4% maior. Em 2009, a renda gerada pelo turismo em julho foi de R$774,9 milhões, já nas férias de 2010 foram gerados R$824,4 milhões.

 

Gráfico 03: Fluxo Turístico e Receita gerada para o Ceará (2009/2010).

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Secretaria de Turismo do Ceará (Pesquisa direta 2009/2010).

Na análise do gráfico acima, percebemos que a demanda turística internacional para o Ceará superou a demanda nacional e a receita fora positiva quando da análise do que fora gasto em solo cearense por estes turistas. A superioridade do que é gasto pelo turista internacional em relação ao mercado nacional da margem estatística para subsidiar projetos de incentivos a “capturar” cada vez mais este público turístico específico para nossa capital. Segundo a EMBRATUR, Fortaleza-CE é a nona cidade mais visitada do Brasil em 2010, com 5,39% de aceitação por parte dos turistas estrangeiros no Brasil. Em relação ao mercado de imóveis residenciais turísticos, os últimos levantamentos nos mostram que 5% dos europeus que visitam o Brasil são proprietários de imóveis próprios; há seis anos este número era inexpressivo; em quatro anos quintuplicou o número de portugueses com imóveis no Brasil com 40% dos imóveis residenciais vendidos no Ceará.

Como anteriormente citado neste trabalho, o Ceará oferece uma diversidade de paisagens: Praias, sertões, serras e cidades históricas se mesclam para formar uma das mais belas paisagens do Brasil. Mas não é só o cenário que encanta. A hospitalidade do povo, a culinária especial e a cultura rica e original fazem do Ceará um destino turístico irresistível.

 

 

Figura 02: Macrorregiões Turísticas do Estado do Ceará.

Fonte: SEBRAE-CE.

Para estimular o turismo no Estado do Ceará, o governo decidiu agrupar os municípios que possuem características comuns, criando as “macrorregiões turísticas” já na década de 90. A iniciativa garantia a exploração sustentável do turismo, garantindo que todas as regiões entrassem na rota dos turistas. Além disso, facilitou a vida dos visitantes, mostrando quais os principais lugares para a prática das diversas modalidades de turismo: esportivo, ecológico, religioso, de praias, serras e sertão. Ao todo foram seis Macrorregiões turísticas: Fortaleza-Região Metropolitana, Litoral Leste-Chapada do Apodi, Serras Úmidas-Baturité, Litoral Oeste-Serra da Ibiapaba, Sertão Central e Araripe-Cariri. Em conjunto, elas aglutinam regiões, centros e corredores turísticos, interligando o litoral, as serras e o sertão do Ceará.

Fortaleza Metropolitana, por sua vez, fora formada por nove municípios, incluindo a capital, é o portão de entrada do Ceará. Para quem gosta de conforto a região possuía uma costa bastante urbanizada. 90 km de belas praias como Iguape (Eusébio), Icaraí, Cumbuco (Caucaia) e Praia do Futuro (Fortaleza). No interior, ainda contavam-se com serras como as de Maranguape e Pacatuba, que apresentavam e apresentam trechos de Mata Atlântica muito usada para caminhadas em contato com a natureza. Esta macrorregião foi e é especialmente forte no turismo de lazer, pela ocorrência de bares, restaurantes, casas de espetáculos, teatros, museus e parques temáticos (existem três nos litorais de Cumbuco e Porto das Dunas). Também é ideal para a realização de eventos e feira de negócios. O turista pode conciliar a viagem de negócios com um bom passeio pelas praias e pontos turísticos.

Mesmo outrora, já na década de 70, políticas de incentivo ao turismo atuavam no âmbito nacional e, em pequena escala, ainda de forma incipiente no Ceará e especificamente em Fortaleza-CE. Segundo GONÇALVES (2005), a Prefeitura de Fortaleza, por meio de sua Fundação Cultural, já mantinha em funcionamento uma Coordenadoria de Turismo, a qual tinha entre seus objetivos, apresentar os atrativos da cidade aos negociantes que constituíam a maioria dos visitantes. Corresponde à década de 1990, até o momento atual, e compreende a criação da FORTUR e da SETUR em âmbito municipal e estadual respectivamente.

 

 

A Prefeitura Municipal de Fortaleza cria, em 1993, a Fundação para o Desenvolvimento do Turismo em Fortaleza – FORTUR, com finalidade de “Planejar, promover e divulgar ações voltadas para o desenvolvimento e consolidação da Fortaleza como pólo turístico nacional e internacional, contribuindo para a geração de emprego e renda do âmbito municipal”. O referido órgão trabalhou bastante a promoção turística da cidade, deixando a desejar no tratamento do turismo como Política Pública (GONÇALVES, 2005).

A partir de 2005, Fortaleza-CE, inicia a atual gênese do planejamento turístico, sendo o Inventário da Oferta Turística o primeiro estudo a ser elaborado, quer assumir sua posição como principal Destino Turístico do Ceará.

O Ministério do Turismo, por meio do presente documento, apresenta o Projeto Inventário da Oferta Turística com os objetivos de facilitar a compreensão e de nortear o processo da inventariação da oferta turística no país. A principal estratégia de operacionalização do Projeto é a parceria entre comunidade, sociedade civil organizada, prefeituras municipais, governos estaduais, profissionais do turismo e áreas afins, instituições de ensino e o Ministério do Turismo (Projeto Inventário da Oferta Turística e Programa de Regionalização do Turismo: Roteiros do Brasil. MINISTÉRIO DO TURISMO. Brasília, 2006).

 

5.1 Turismo Local: instrumento de inclusão social.

A gênese da reestruturação turística, em escala local, é baseada no orçamento disponível na FUNCET e na SDE; algumas ações foram desenhadas pela Diretoria de Turismo da atual gestão no sentido de iniciar o processo de planejamento turístico científico para a cidade de Fortaleza-CE. Segundo GONÇALVES (2005), em tese defendida em Novembro de 2008 pela Universidade Federal do Ceará, A Secretaria de Turismo de Fortaleza (SETFOR), criada em 14 de outubro de 2005, por meio de estudos realizados pela comissão de turismo e equipe técnica da diretoria de turismo da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza (FUNCET) criada em 1999, tem o objetivo de ser o Órgão Oficial de Turismo Municipal, no sentido de subsidiar a Reforma Administrativa prevista pela nova gestão, bem como as diretrizes e ações que deverão nortear o desenvolvimento da atividade em Fortaleza.

Em seu anteprojeto apresentou, a priori, diretrizes para a construção da política pública de turismo no Município. Foram planejadas e organizadas cinco grandes diretrizes políticas (pesquisa e desenvolvimento do turismo, meio ambiente, cultura, negócios turísticos e inclusão social) contendo cada uma delas cinco programas específicos, com objetivos claros, estratégias e ações a serem implementadas, a partir da transversalidade dessas ações e do instrumento do planejamento participativo. Também foi criado na estrutura municipal do setor turístico o Conselho Municipal de Turismo, que é instrumento de legitimação das políticas de turismo de forma participativa e onde os incentivos a políticas sociais inclusivas tenham espaço profícuo para seu desenvolvimento. Com a criação da Secretaria de Turismo do Município de Fortaleza o turismo possuirá corpos político, técnico e administrativo para garantir as diretrizes, bem como orçamento próprio para concretizar as ações previstas. No âmbito municipal, o turismo é considerado área transversal, demandando como macroestratégia, a consecução de interfaces no que concernem aos demais órgãos da Prefeitura de Fortaleza, junto aos programas e projetos das áreas responsáveis pela inclusão social, bem como no planejamento, ações e projetos de interesse da criança e do adolescente que são discutidos no âmbito da diretriz do turismo e inclusão social.

Em verdade, a política de incentivo ao turismo na capital alencarina é deveras positiva quando articulam de forma agregada a iniciativa privada e o poder público. O desenvolvimento da infraestrutura da temática avançou bastante nos últimos anos e os números e receitas dessa variável responde de forma positiva a todo investimento aplicado e, com isso, também se desenvolvem embasamento e plataformas políticas para criação de inúmeros empregos, diretos e indiretos no setor que beneficiam em larga escala grande parte da população local. A visão do futuro surge no horizonte como um verdadeiro “pote de ouro” no final do arco-íres, visto a demanda cada vez mais acentuada de turistas que se motivam a deslocarem-se para Fortaleza-CE. Contudo, é necessário propor, desenvolver e programar cada vez mais políticas de inclusão social por meio das atividades turísticas diversas que propiciem o bem-estar, a geração de emprego e renda e a garantia dos direitos fundamentais da população a partir da visão do turismo como instrumento de promoção social.

6. BIBLIOGRAFIA:

ANUÁRIO ESTATÍSTICO DE TURISMO (2010): VOLUME 37. Secretaria nacional de Políticas de Turismo. Ano base 2009.

BERNAL, Cleide. Especulação Imobiliária e Turismo no Ceará. Anais: 2º Seminário Internacional de Turismo Sustentável. Fortaleza, 2008.

BOUERI, Rodrigo Miguel. Turismo e exploração sexual infanto-juvenil em Fortaleza, CE. VI Congresso Internacional de Turismo da Rede Mercocidades. Porto Alegre, 2004.

BRASIL, Amíria Bezerra. A Política de Incentivo ao Turismo em Fortaleza, Brasil, Ampliando a Desigualdade e Segregação Sócio-espacial. Universidade Federal de Pernambuco / Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano. Recife, Pernambuco, Brasil, 2004.

CORIOLANO. L. N. Do local ao global – o turismo litorâneo cearense. Campinas: Papirus, 1996.

CORBIN, Alain. Território do vazio: a praia e o imaginário ocidental. São Paulo: Companhia das Letras, 1989

DANTAS, Eustógio Wanderley Correia. CONSTRUÇÃO DA IMAGEM TURÍSTICA DE FORTALEZA/CEARÁ. Mercator: Revista de Geografia da UFC, ano 01, número 01, 2002.

DANTAS, Eustógio Wanderley Correa; FERREIRA, Angela Lucia; CLEMENTINO, Maria do Livramento Miranda. Turismo e imobiliário nas metrópoles. Rio de Janeiro: Letra capital, 2010.

EMBRATUR, http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/embratur (Acessado em 15 de Novembro de 2010).

ESTUDO SETORIAL DO TURISMO. SEBRAE-CE, 2005.

ESTUDO DA DEMANDA TURÍSTICA INTERNACIONAL 2004-2008. Secretaria nacional de Políticas de Turismo. Brasília, 2010.

GONÇALVES, Luiziania da Silva. Avaliação da política pública da secretaria de turismo de fortaleza no enfrentamento a exploração sexual de crianças e adolescentes. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza, 2008.

HILLESHEIM, Christiane Beling Victorino. Turismo Na Zona Costeira: Os Impactos Causados Pela Atividade No Município de Bombinhas – SC. Universidade de Caxias do Sul – Mestrado em Turismo: RS, Brasil, 2006.

IBGE, http://www.ibge.gov.br/home (acessado em 05 de Novembro de 2010).

MINISTÉRIO DO TURISMO, http://www.turismo.gov.br/turismo (Acessado em 13 de Novembro de 2010).

SETFOR, Http://www.fortaleza.ce.gov.br/turismo (Acessado em 15 de Novembro de 2010).

TALAYA, Agueda Esteban; PALOMO, Manuel Figuerola. Técnicas de previsión y análisis de comportamiento de la demanda turística. Revista: Estudios turísticos, Madrid, n. 84, 1984.