Gêneros Textuais Em Sala De Aula

GÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA

Maria José Lindolfo Gonçalves¹

RESUMO: Este artigo busca apresentar sugestões de como o professor deve estar atento para algumas questões que são de fundamental importância, trabalhar com o gênero textual receita na escola buscando um melhor entendimento de aprendizagem. Este estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica e com alunos do 6º ano na Escola Fundação Educar na cidade de Conde – PB. Durante o estudo, foi utilizado um planejamento escolar onde possibilitou trabalhar o tema, o estilo e o desenvolvimento da construção da receita.

PALAVRA CHAVES: Gênero textual. Receita. Escola.

ABTRACT: This article seeks to present suggestions for how teachers should be aware of some issues that are important, working with the genre in school revenue seeking a better understanding of learning. This study was conducted through literature search and 6th grade students of an institution to educate. During the study, we used a design school where possible work with the subject, style and development of construction revenue.

KEY WORDS: Gender textual. Revenue. School.

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1. INTRODUÇÃO

Este artigo tem o compromisso de dar uma contribuição para análise do suporte do gênero textual receita, ainda podemos da ênfase que é muito útil em nosso dia-dia principalmente na vida de nos donas de casa que temos que prepará-las, receita também é um substantivo feminino e têm indicação dos componentes e do método que segue no preparo de algo.

Podemos ainda trabalhar receita em diversas matérias em sala de aula, não só em português mais também em outras disciplinas, podendo envolver os alunos em uma aula dinâmica, apresentar as medidas de capacidade, que serão importantes na utilização de qualquer receita.

Mostrar que uma receita tem forma de escrita para uma melhor visualização, assim como uma história, um texto poético, uma carta. Ele deve ter geralmente, os ingredientes escritos na vertical ou em legendas e o modo de preparo pode ser como texto narrativo mesmo.

Pretende-se desenvolver um sistema que, dado um texto com uma receita, execute as seguintes tarefas, primeira identificar os ingredientes e as quantidades associadas, segundo identificar as diferentes tarefas necessárias à confecção tendo atenção aos instrumentos necessários e os ingredientes usados em cada uma dessas tarefas, terceiro classifique a receita quanto ao tipo (carne, peixe, doce,…), quarto o numero de pessoas a que se destina e quinto o tempo de confecção, sempre que essa informação esteja disponível.

2. GÊNEROS TEXTUAIS EM SALA DE AULA

Despertar a curiosidade para a leitura de diversos tipos de textos informativos, humorísticos, poesias, poemas, crônicas, contos, fabulas. Oportunizar o conhecimento ou reconhecimento das variáveis linguísticas adequadas a cada tipo de texto, propiciar, através das leituras desses textos, momentos de discussões proveitosas e prazerosas na sala de aula.

Estimular o gosto pela leitura, despertando o desejo de consultas às bibliotecas e outras fontes de pesquisa, na construção de novos conhecimentos. Favorecer o intercambio dessas leituras com os pais, professores, funcionários e outras pessoas de vivencia da escola. Possibilitar, ao o aluno, ser um divulgador de ideias e um criador de situações, que também levam outros alunos ao deleito e encantamento da leitura, envolver os alunos nas dinâmicas, de modo a serem eles mesmos os autores de poesias, contos, crônicos e outros gêneros literários, transformando-os em leitores de seus próprios textos.

3. RECEITA

Brigadeiro
(Festa no Céu)
1 lata de leite moça
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de chocolate granulado
manteiga para untar

Preparo:
Começando a receita: em uma panela coloque o leite condensado, a manteiga e o chocolate. Peça ajuda para um adulto para abrir a lata de leite condensado.
Produção: misture bem e leve ao fogo baixo, mexendo bem até soltar do fundo da panela. Tenha sempre um adulto ao lado para mexer no fogão.
Finalizando: retire do fogo, coloque num prato untado e deixe esfriar. Quando estiver frio, enrole dando formato de bolinhas. Coloque manteiga nas mãos para não grudar e passe no chocolate granulado.

3.1 DESCRIÇÕES DE RECEITA CULINÁRIA

Contexto de produção autor/enunciador algumas vezes não é identificado. Outras vezes é alguém especialista no assunto que escreve para jornais ou revistas ou publicar livros. Em todos os casos, é alguém que sabe fazer uma determinada comida e pretende ensinar como fazer. Os destinatários são leitores de jornal, revistas e livros de culinária. Alguém que pretende fazer uma determinada comida. O objetivo é fazer com que o destinatário possa fazer comidas a partir da leitura da receita. As marcas linguísticas e enunciativas de texto impessoal usam de 3º pessoa (do ponto de vista morfológico) com valor de 2º pessoa (do ponto de vista discursivo) Uso do imperativo. Já no uso de advérbio e locuções de modo (lentamente, levemente, bem devagar, etc.) e, eventualmente, de tempo (depois, seguida, 20 minutos etc.) Na seleção lexical nomes dos alimentos e temperos, adjetivos e locuções adjetivas específicas (brando, fresca, média, fervente, fria, quente, etc.), e verbos específicos de atividades culinárias (cortar, picar, lavar, misturar, bater, despejar, colocar, arrumar, descascar, cozinhar, preparar, juntar, escorrer, ferver, etc.)

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estudamos a receita como um conjunto de variáveis que podem ser alterados independentemente, esse algoritmo pode ser comparado como ingredientes de uma receita culinária, sendo combinados para encontrar a melhor mistura.

Os gêneros textuais como práticas sócio-históricas se constituem como ações para agir sobre o mundo e dizer o mundo, constituindo-o de algum modo, sem duvida, numa contribuição das mais importantes para o ensino da leitura e redação.

Podemos resumir os gêneros textuais como, cada esfera, cada cultura de troca social elabora tipos de enunciados para cada tipo de gênero, onde os elementos que caracterizam são conteúdo, estilo, construção composicional, a escolha de um gênero se determina pela esfera, as necessidades do tema, os participantes envolvidos e a vontade enunciativa ou intenção do locutor, para reforçar esse posicionamento, afirmamos que, somente, quando dominamos os gêneros mais correntes na vida cotidiana, nós seremos capazes de receber a necessidade discursiva que pressupõem o domínio dos gêneros textuais, assim ficamos orgulhosos de podermos fornecer nossa visão particular da tradicional receita, além disso, achamos que trabalhar com esse gênero em sala pode ser muito gratificante na aprendizagem dos nossos alunos, incentivando a explorar mais o assunto que é tão importante em nosso dia a dia.

5. REFERÊNCIAS

  • MARCUSCHI, Luiz Antonio; XAVIER, Antônio Carlos (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
  • SCHNEUWLY, B. & DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.
  • http://romaosampaio.wordpress.com/genero-textual-a-receita/
  • http://danivolpatto.blogspot.com/2009/06/trabalho-com-genero-textual-receita.html
  • http://www.imagensporfavor.com/tag/1/chocolates+e+brigadeiro.htm