História dos Calçados Esportivos

Os calçados nascem da necessidade prover proteção aos pés do homem, para que estes pudessem se locomover sobre terrenos ásperos e em condições climáticas desfavoráveis. Ao longo da história, com a evolução humana os calçados também ganham novas formas, materiais, cores e etc. A utilização de diversos modelos passam a ser sinônimo de status e podem definir classes sociais, estilos de vida, ou até mesmo classe de trabalhadores. Logo os calçados passaram a ser um item comum no vestuário contemporâneo.

A exemplo da interessante história do calçado, ou até mesmo, da história dos saltos dos calçados, o calçado esportivo também um interessante história ao longo dos tempos. Há vestígios históricos que remetem a Antigüidade Clássica, termo este utilizado para definir um longo período da história da Europa, que estende-se aproximadamente do século VIII a.C., com o surgimento da Poesia Grega de Homero, a queda do Império Romano do Ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476. O que diferencia esta época das demais são os diversos fatores culturais das civilizações mais marcantes da história, a grega e a romana, ou Grécia e Roma Antiga.

A Antiguidade Greco-Romana não se vislumbrava qualquer diferenciação entre arte e técnica, o mesmo é dizer, entre artista e artesão. A teknê grega, bem como a ars latina referiam-se não só a uma habilidade, a um saber fazer, a uma espécie de conhecimento técnico, mas também ao trabalho, à profissão, ao desempenho de uma tarefa. O técnico era aquele que executava um trabalho, fazendo-o com uma espécie de perfeição ou estilo, em virtude de possuir o conhecimento e a compreensão dos princípios envolvidos no desempenho. Sempre associada ao trabalho dos artesãos, a arte era susceptível de ser aprendida e aperfeiçoada, até se tornar uma competência especial na produção de um objecto. Por não resultarem apenas de uma competência ou mestria obtidas por aprendizagem, mas sobretudo do bafejo de um talento pessoal, a composição musical e a poesia não faziam parte da arte.

Os calçados esportivos têm relação direta com as competições realizadas na Grécia, os Jogos Olímpicos da Antigüidade. Foi durante uma das competições, que alguns atletas se utilizaram de sandália feitas a partir de tiras de couro e obtiveram maiores êxitos do que outros que correiam descalços, pois até então, os grandes percursos e trajetos eram feitos descalços. Mais adiante, todos os competidores começaram a se utilizar destas sandálias e acabaram tornando-se comum entre a população.

Logo não demoraram a aparecer modificções nestas calçados, sendo que as primeiras modificações foram atribuida aos estruscos, povo este que viveu onde hoje é a Itália, na região ao sul do rio Arno e a norte do rio Tibre, então denominada Etrúria, mais ou menos onde hoje encontra-se a atual Toscana, e partes da Lácio e a Úmbria.

Não há uma exatidão de quando este povo instalou-se nesta região, mas alguns historiadores datam entre 1200 a 700 a.C.. Nos tempos antigos, os histiador Heródoto acreditava que os estrucos eram orinários da Ásia Menor, mas outros escritores posterioresconsideram-nos Italiano.

A Etrúria era composta por várias cidades-estados como: Volterra, Fiesole, Arezzo, Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veio e tarquinia entre outras, todas cidades altamente vivilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos. Há resquícios de prolonadas lustas entre Etrúria e Roma, terminado coma vitória de Roma próximos aos anos 200 a.C.

Aos estruscos é atribuída a invensão das palmilhas, que foram aplicadas nas sandálias gregas derivadas das competições, esta modificação nestes calçados, além de garantir maior conforto garantiam também uma maior aderencia do salado dos pés aos calçados. Também é atribuido aos estruscos, a utilização de tachas de metal na sola dastas sandálias oferecendo assim melhor tração e durabilidade.

Os romanos, já no século II, utilizavam tiras de couro que por meio de um conjunto de pinças, fixavam melhor a sandália. Nesse período, elas já tinham fins de uso cotidiano e esportivo.

A Idade Média foi tradicionalmente delimitada com ênfase em eventos políticos. Nesses termos, teria sido iniciado com a desintegração do Império Romano Ocidental, no século V (em 476 d.C.) e determinado com o fim di Império Romano Oriental, com a queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 d.C.), sendo que neste período os calçados esportivos não obtiveram significativas mudanças. A vida nos campos limitava os camponeses a utilizarem sapatos e botinas apropriados às atividades rurais.

A Idade Modernaé um período específico da história do Ocidente. Destaca-se das demais por ter sido um poríodo de transição por excelência. Tradicionalsmente aceita-se o início estabelecido pelo historiadosres franceses em 1453, quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos e o término com a Revolução Francesa em 1789, ainda neste momento o calçado esportivo ou o tênis ainda não era alvo de nenhum, ou quase nenhum tipo de inovação. Os calçados nesta época diferenciavam as condições sociais da população e quase nehum destes calçados, tinham uma função exclusiva na prática esportiva.

Com o ressurgimento da prática esportiva no Reino Unido no final do século XVIII, obrigou o desenvolvimento de calçados leves e flexíveis e com capacidade de tração, sugindo então no século XIX o sapato em couro com bicos/tachas para tração.

Somente no século XIX, os calçados esportivos voltariam à tona, a Spalding foi a primeira empresa a produzir um calçado designado especificamente para a prática esportiva, onde os atletas utilizavam um calçado com solado e cabedal em couro macio, com atacadores (cadarços), sendo que nos solados havia uma estrutura onde eram fixadas tachas para uma melhor tração.

O inventor norte-americano Wait Webster, patenteou em New York o processo de “aplicar sola de borracha índia em sapatos e botas”, assim esta novidade diminuía significamente o impacto causado pela prática esportiva e aumentava em muito a aderencia ao solo.

Charles Goodyear em 1939, nos Estados Unidos no intúito de melhorar a qualidade dos peus que sua empresa fabricava, descobriu a fórmula de preservação da borracha. Esta fórmula deu origem a vulcanização, que consiste geralmente na aplicação de calor e pressão à uma composição de borracha, a fim de dar a forma e propriedades do produto final. Sem dúvida é a fase mais importante da indústria da borracha.

Na vulcanização a borracha é aquecida na presença de enxofre e agentes aceleradores e ativadores. A vulcanização consiste na formação de ligações cruzadas nas moléculas do polímero individual, responsáveis pelo desenvolvimento de uma estrutura tridimensional rígida com resistência proporcional à quantidade destas ligações.

A vulcanização também pode ser feita a frio, tratando-se a borracha com dissulfeto de carbono (CS2) e cloreto de enxofre (S2C12). Quando a vulcanização é feita com quantidade maior de enxofre, obtém-se um plástico denominado ebonite ou vulcanite.

A determinação exata do método e das condições de vulcanização (tempo, temperatura e pressão), deverá ser feita não só tendo em vista a composição empregada, mas como também as dimensões do artefato a ser fabricado e sua aplicação. O estado de vulcanização afeta as várias propriedades físicas do artefato.

Algumas indústrias de calçados começaram então a substituir seus solados de couro pelos de borracha. Os novos calçados, mais leves e confortáveis, passaram a ser usados pelos bem-nascidos cidadãos da Costa Leste do país, em seus jogos de Críquete. Eram conhecidos como Cricket Sandals.

Entre 1860 e 1870, duas outras modificações apresentaram um esboço dos calçados esportivos conhecidos atualmente. O invento dos cadarços e da sapatilha, originalmente desenvolvida para a prática do ciclismo, oferecia grandes vantagens aos praticantes de esportes.

O desenvolvimento dos esportes e o “boom” da Revolução Industrial abriram portas para a criação da primeira empresa especializada em calçados esportivos. Em 1890, a Reebook foi criada pela família do empresário Joseph William Foster.

Nenhuma revista de moda, ou estilista, ou quem quer que seja que tivesse faro para distinguir que uma revolução no setor estava a caminho, se atreveu a fazer um mínimo comentário a respeito, simplesmente porque não parecia uma revolução, achava-se que era apenas um tipo diferente de calçado que, por certo, se incorporaria como outro modismo ao guarda-roupa da elite da época. Mas não se tratava de um caso de amor passageiro, o novo calçado, também conhecido como SNEAKER (o equivalente ao “tênis” ou “sapatilhas” em português) já em 1873, teve seu couro substituído por tecido. Com um preço mais acessível, o sneaker era vendido em lojas de departamentos e logo tornou-se popular, aparecendo no catálogo “Peck and Snyder Sporting Goods” a seis dólares o par. E em 1897 aparecendo no catálogo da “Sear’s”, contribuindo para que fossem considerados calçados esportivo por excelência.

Ao mesmo tempo, não perdeu a classe e em pés femininos, passou a ser usado nas quadras de tênis, era o calçado perfeito para acompanhar saques e corridas à rede. O tênis conquistou então seu nome definitivo, legenda e estandarte de um estilo de vida.

Já no século XX, o aparato tecnológico da Primeira Guerra Mundial, estabeleceu a criação de calçados impermeáveis feitos a partir de lona. O novo material propiciou maior conforto aos atletas e diminuiu o peso do tênis esportivo.

Em 1920, surge o primeiro calçado de corrida do mundo, mais leve e confortável, até então, as pessoas corriam, jogavam rúgbi e futebol com seus sapatos de todos os dias, pesados e desconfortáveis. Nesta época dois irmãos que moravam na cidadezinha de Herzogenaurach, na Alemanha. Adolf era introvertido e artesão nato. Rudolf era mais expansivo, com grande talento para vendas. Por serem tão diferentes, eles se odiavam e também por causa disso, não conseguiam se separar. Trabalhavam juntos, na pequena fábrica Gebrüder Dassler Schuhfabrik, que em alemão significa “Fábrica de Sapatos dos Irmãos Dassler” e dia após dia as brigas entre os dois irmãos se seguiam.

Mas nos negócios a união da qualidade do trabalho de Adi (diminutivo de Adolf) e do tino comercial de Rudi (Rudolf), dava muito certo. Eles tinham criado um tênis mais leve e anatômico do que os modelos pesadões existentes até então no mercado e essa invenção estava deixando a dupla rica, muito rica. Por isso, conseguiam se tolerar.

Foi assim até 1943, época do 3º Reich. Adolf era apolítico, filiado ao partido nazista por pura conveniência. Hitler incentivava o esporte na Alemanha e isso fizera crescer as vendas de tênis. Já Rudi era um nazista fanático. Em1943, a cidade de Herzogenaurach foi bombardeada pelos Aliados. Chegando ao abrigo antiaéreo, Adolf encontrou a família do irmão e comentou: “Os sujos bastardos voltaram”. A esposa de Rudi ouviu e achou que o comentário era endereçado a ela e ao marido. Não adiantou explicar a confusão: A relação entre os irmãos ruiu de vez.

Essa não é a única versão dos motivos da separação. Há quem diga que: Com o fim da guerra, Adi teria entregado o irmão aos Aliados. Mas não há nada confirmado. Certo mesmo é que, em 1948, Adolf Dassler aproveitou uma brecha legal para dissolver a parceria familiar e re-nomeou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik para Adidas (contração de “Adi” e “Dassler”).

Rudolf deu o troco. Criou outra fábrica de tênis “Ruda”, mais tarde rebatizada de Puma. A criação das marcas dividiu a cidade de Herzogenaurach, cortada por um rio. Em uma das margens ficava a fábrica da Adidas e na outra, a da Puma. “O rio virou uma espécie de Muro de Berlim”, escreveu Bárbara Smit, autora de uma biografia dos irmãos. O ASV Herzogenaurach, um dos times de futebol da cidade, passou a ser patrocinado pela Adidas. O 1 FC Herzogenaurach, pela Puma. Quem estivesse com peças Adidas não entrava nos bares freqüentados por fãs da Puma e casamentos “mistos” passaram a ser malvistos.

A competição entre Adi e Rudi, era tão grande que nos anos 70, eles não perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: a americana Nike, que desbancou as duas marcas alemãs. Rudolf morreu em 1974, e Adolf em 1978. Os dois estão enterrados no cemitério de Herzogenaurach, em lados opostos do terreno, é claro.

Estas desavenças ou competições entre Adi e Rudi, proporcionaram alguns fatos esportivos interessantes como, por exemplo:

· Em 1936, durante a Olimpíada de Berlim, os Dassler ofereceram um par de tênis para um corredor chamado Jesse Owens. Ele ganhou quatro medalhas de ouro e a jogada dos irmãos inaugurou o marketing esportivo;

· Na Olimpíada de 1960, o corredor Armin Hary firmou contratos separados com a Adidas e a Puma. Foi a única vez que os irmãos concordaram em alguma coisa: Armin nunca mais foi patrocinado por eles;

· Em 2004, Frank, neto de Rudolf (Puma), assumiu um cargo na Adidas. “Muitos familiares meus consideraram isso uma traição”, disse Frank.

Na década de 50, o tênis tornou-se popular entre os jovens e calçaram os pés dos símbolos da juventude rebelde tipo, James Dean, o pop star Buddy Holly e Elvis Presley.

Em 1960, o calçado esportivo mais popular como Converse ou Keds, possuía apenas uma sola rasa e uma estrutura superior em lona. As escolhas de um atleta variavam entre uma bota para basquetebol, ou um sapato para tênis/corrida.

Na década de 70, o calçado esportivo começou a transformar-se, com a vitória do americano Frank Shorter na maratona de Munique nos Jogos Olímpicos de 1972, o boom começou, forçando o desenvolvimento de novas tecnologias. Quanto mais pessoas começavam a correr, a procura por um calçado com maior proteção e confortável aumentava, ao mesmo tempo, outros esportes tornavam-se populares, houve necessidade do desenvolvimento de calçados cada vez mais específicos. Estas mudanças forçaram ao aparecimento de novos materiais e tecnologias. O desenvolvimento tecnológico mais avançado foi o aparecimento da sola intermédia.

“A indústria do calçado esportivo, é uma indústria de materiais!”

No basquetebol, por exemplo: Passamos de sapatos de sola em borracha látex com estrutura superior em lona (Converse All Star), para sapatos em couro ou materiais sintéticos, com solas intermédias em poliuretano ou E.V.A. de compressão moldada, com tecnologias de amortecimento como, Nike Air, Asics Gel ou Reebok DMX, solas específicas para Indoor ou outdoor, com estruturas de apoio como faixas de velcro, reforços em carbono etc. Muito diferente do que era chamado calçado de basquetebol, nos anos 70.

Os calçados para corridas, também evoluíram de forma dramática. No inicio dos anos 70, apenas possuíamos um tipo de forma e formato (o semi-curvo), com uma espécie de cunho geralmente de E.V.A. na sola intermédia. Hoje temos três formatos:

· Direito;
· Semi-curvo;
· Curvo.

Além de vários tipos de construções, densidades de sola intermédia, tipos de sola de acordo com o terreno, ou mesmo, características de apoio para compensar o ciclo mecânico do usuário.

Mesmo os calçados de tachas/pinos/travas evoluíram, hoje temos calçados com tachas/pinos/travas moldados, removíveis para pisos macios ou duros, de acordo com as necessidades dos praticantes sejam de futebol, basebol ou futebol americano, rúgbi e outros.

Existem hoje uma série de categorias de calçados, que não existiam, como, calçados para walking, fitness, handebol e outros, permitindo ao consumidor selecionar os calçados de acordo com as suas necessidades específicas.

A durabilidade das solas foi melhorada na década 80.

Ainda na década de 80, Nike inundou o mercado com uma linha popular de calçados esportivos. Ultimamente, as empresas vinculam suas marcas a atletas famosos e equipes esportivas. Além de popularizarem a prática esportiva, esse tipo de calçado reformulou a estética desse acessório do nosso vestuário.

A sola intermédia é o componente que ainda tem que evoluir bastante, pois as solas intermédias atuais são o elo mais fraco do calçado esportivo, pois geralmente são feitas em PU – Poliuretano de baixa densidade formando uma espécie de espuma que tende a comprimir e perder a eficácia com o uso.

Tecnologias como o Nike Shox, são tentativas de reduzir ao máximo a dependência das espumas de PU, nas solas intermédias.

Como a indústria do calçados esportivos, são indústrias de materiais, as grandes revoluções ainda poderão estar por vir.

Com todas as marcas, escolhas, materiais e tecnologias que existem hoje em dia, uma escolha acertada é cada vez mais difícil, pois para isso o consumidor teria que ser um verdadeiro perito em tecnologias e materiais e isso não é muito provável.

Juntando todos estes itens, o tênis não é hoje em dia, só um calçado, nem para quem fabrica, nem para quem usa. Pequena nave espacial urbana, o tênis exibe naqueles poucos centímetros e gramas de tecido, borracha e outros, tudo o que a tecnologia tem contabilizado como avanço. Materiais, design, funções, tudo amadurece com cuidado nas pranchetas dos seus criadores e a imaginação parece não ter limites. Embora a conta jamais tenha sido feita oficialmente, podemos arriscar a afirmação de que: “Hoje em dia em todo o planeta, há milhares de modelos de tênis, com finalidades específicas”. Todos procurando cada vez mais, envolver os pés de maneira suave e confortável.

Assim por exemplo, há estruturas em forma de pirâmide no solado, que absorvem impactos e os distribui de maneira uniforme, mecanismos que permitem movimentos independentes das partes dianteiras e traseiras do pé, modelos que podem ser chamados de múltiplos, uma vez que servem tanto para a prática de esportes como para a ginástica aeróbica e para corridas, no entanto, sabemos que só uma pequena parcela destes calçados são realmente utilizados para a prática esportiva como jogos de tênis propriamente ditos, ou basquete, ou até mesmo para a “malhação”.

Tênis é um calçado do dia-a-dia e está nos pés de celebridades e de gente anônima. Porque afinal, pode-se dizer que tudo seria exatamente igual, no mundo, sem alguns mitos que a moda implantou, ao longo dos tempos desde a invenção do tênis.

A área que ainda deverá evoluir muito é o do conforto, isto para acomodar a geração “baby boom” que envelhece (75 milhões de pessoas nasceram entre 1948 e 1964 nos Estados Unidos), esta população vai querer calçados cada vez mais confortáveis, forçando a indústria a procurar novas soluções, como novos materiais ou várias larguras.

Evolução Cronológica dos Calçados Esportivos

1866 – Produção do primeiro calçado com sola de borracha;

1873 – Surge o termo “Sneaker” (Tênis – Calçado);

1890 – Josefh William Foster produz os primeiros calçados com “tachas/pinos/travas” na sola (mais tarde a sua companhia torna-se a Reebok);

1892 – Fundação d a “Us Rubber Company”;

1897 – O catálogo “Sear’s” apresenta “sneaks” de lona branca a um dólar;

1908 – Marquis M Converse funda a sua indústria;

1909 – Surgem os calçados para basquetebol em couro;

1915 – A Marinha americana encomenda os primeiros “Sneaks” para os soldados “1ª Guerra Mundial”;

1917 – Aparecem os Keds e os Converse “All Star”;

1920 – O Duque de Windsor lança a moda dos tênis brancos na sua visita aos Estados Unidos;

1925 – É fundada a “Dassler Sport Shoes” (mais tarde daria origem à Puma e a Adidas);

1929 – A Spalding apresenta o apoio para a Arcada e a Keds solas coloridas;

1934 – A Keds apresenta os calçados de lona colorida;

1935 – Os calçados de lona azul são aceitos nos campos de tênis;

1942 – Desenvolvimento da borracha sintética;

1948 – Adi Dassler funda a Adidas e Rudolph Dassler funda a Puma;

1949 – Onitsuka Tiger fabrica os primeiros calçados esportivos no Japão (ASICS);

1950 – Surgem os ilhoses nas laterais dos tênis para a transpiração;

1961 – A New Balance apresenta o “Trackster”, o primeiro calçado esportivo disponível em diferentes larguras;

1968 – O “Boom” dos calçados esportivos;

1971 – Phil Knight e Paul Bowerman fundam a Nike;

1972 – A sola “Waffle” revoluciona os tênis para corrida;

1979 – Paul Fireman compra os direitos da Reebok;

1981 – A Reebok apresenta o primeiro tênis para atividades aeróbicas para senhoras;

1989 – A Reebok lança o Pump por 175 dólares;

1992 – A Nike introduz a tecnologia Huarache (tênis com uma meia embutida em neoprene);

2000 – A Nike introduz um conceito novo: O shox (tênis com sistema de amortecimento em forma de molas);

2004 – A Adidas lança o primeiro calçado com chip na sola intermédia (A1), que adapta o sistema de amortecimento conforme as condições do solo;

2006 – A Adidas em parceria com o fabricante de monitores de freqüência cardíaca apresenta o primeiro calçado capaz de aceitar um sensor de velocidade e distância, fazendo parte de um conjunto calçado/têxtil monitor de freqüência cardíaca, capazes de comunicar com o relógio do usuário;

2006 – A Nike lança o tênis Air 360, tornando-se assim, a primeira empresa a fabricar um par de calçado esportivo, cujo amortecimento da sola intermédia é totalmente não baseada em espuma de PU;

2007 – Isaac Daniel lança uma linha de calçado esportivo com GPS incorporado, este calçado permite ao usuário utilizar um botão de “pânico” caso esteja em situações de perigo;

2008 – A Brooks lança a tecnologia BioMogo, um composto da sola intermédia 100% biodegradável em apenas 20 anos, em lugar dos 1000 que tarda uma sola convencional;

Futuro – A indústria do calçado desportivo é uma indústria de materiais.