Luminotécnica

Sumário
1- INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………………………………2
2- LUZ……………………………………………………………………………………………………………………………..3
2.1- Radiação infravermelha………………………………………………………………………………………………….3
2.2- Radiação ultravermelha………………………………………………………………………………………………….3
3- GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS FUNDAMENTAIS………………………………………………………..4
3.1- Fluxo luminoso (Ø)…………………………………………………………………………………………………………4
3.2- Intensidade Luminosa (IL)……………………………………………………………………………………………….4
3.3- Luminância ou Iluminância ou Nível de iluminamento (E)……………………………………………………5
3.4- Eficiência energética ou Rendimento Luminoso (nw)………………………………………………………….6
3.6- Índice de reprodução das cores (IRC)……………………………………………………………………………….8
4- MÉTODO DOS LUMENS………………………………………………………………………………………………..9
4.1- Aplicação……………………………………………………………………………………………………………………….9
4.1.1- Planejamento técnico da iluminação de ambientes internos de uso coletivo…………………………10
4.1.2- Tipos de iluminação……………………………………………………………………………………………………….10
4.1.3- Cálcular o fator do local (K)…………………………………………………………………………………………….11
4.1.4- Levantamento da Reflexão……………………………………………………………………………………………..12
4.1.5- Levantamento do fator de utilização (u) ou rendimento do aparelho de
iluminação (NL) escolhido para as condições do local a ser iluminado…………………………………13
4.1.6- Verificação do fator de depreciação (d)……………………………………………………………………………14
4.1.7- Determinação do fluxo luminoso total (ØT) a ser produzido pelas lâmpadas no ambiente………14
4.1.8- Determinação do número de lâmpadas, número de luminárias e distribuição das mesmas
no ambiente a ser iluminado…………………………………………………………………………………………..15
5- MÉTODO PONTO POR PONTO…………………………………………………………………………………….16
6- FONTES ARTIFICIAIS DE LUZ………………………………………………………………………………………17
6.1- Lâmpada incandescente………………………………………………………………………………………………..17
6.1.1- Incandescente Comum…………………………………………………………………………………………………..17
6.1.2- Lâmpadas Halógenas…………………………………………………………………………………………………….18
6.2- Lâmpada de descarga……………………………………………………………………………………………………19
6.2.1- Lâmpada fluorescente……………………………………………………………………………………………………19
6.2.2- Lâmpada fluorescente compacta…………………………………………………………………………………….20
6.2.3- Lâmpada a Vapor de Mercurio de Alta Pressão………………………………………………………………..20
6.2.4- Lâmpada a Vapor Metálico…………………………………………………………………………………………….21
6.2.5- Lâmpada Mista……………………………………………………………………………………………………………..22
6.2.6- Lâmpada a Vapor de Sódio…………………………………………………………………………………………….23
6.3- Diodo emissor de luz (LED)……………………………………………………………………………………………..23
7 – BIBLIOGRAFIA……………………………………………………………………………………………………………..24

1- INTRODUÇÃO

Luminotécnica é o estudo da iluminação artificial, seja ela em espaços interiores ou exteriores. Sua utilização visa obter uma melhor eficiência no consumo de energia elétrica para o iluminamento, e um maior conforto visual para o ser humano.
No Brasil a iluminação é responsável por cerca de 3,3% de toda energia elétrica consumida, onde vários trabalhos desenvolvidos mostram que a iluminação deficiente é mais comum do que se imagina.
O tipo de luz utilizada tem grande influência sobre as pessoas, essa influência está relacionada ao seu espectro eletromagnético visível que está limitado, em um dos extremos pelas radiações infravermelhas (de maior comprimento de onda) e no outro, pelas radiações ultravioletas (de menor comprimento de onda). A iluminação no ser humano tem o poder de afetar o metabolismo humano, o humor e a saúde

Para entender melhor essa influencia, será necessário abordarmos alguns conceitos básicos.

2- LUZ

É uma gama de ondas a que o olho humano é sensível. Trata-se de uma radiação eletromagnética, situada entre a radiação infravermelha e a radiação ultravioleta e a que ao penetrar no olho humano provoca uma sensação denominada claridade.

2.1- Radiação infravermelha

São radiações invisíveis ao olho humano e seu comprimento de onda se situa entre
760 nm a 1.000 nm (tem um forte efeito calorífico)
Essas radiações são normalmente produzidas por resistores aquecidos ou lâmpadas incandescentes especiais, cujo filamento trabalha em temperaturas mais reduzidas (lâmpadas infravermelhas).

As radiações infravermelhas são usadas na medicina, indústria das mais diversas, etc. Seu uso vai desde o tratamento de luxações, ativação da circulação, a secagem de tintas e lacas, na secagem de enrolamentos de motores e transformadores, na secagem de grãos, etc.

2.2- Radiação ultravermelha

A radiação ultravioleta (UV) é a radiação eletromagnética ou os raios ultravioleta com um comprimento de onda menor que a da luz visível e maior que a dos raios X, de 380 nm a 1 nm.

Caracterizam-se por sua elevada ação química e pela excitação da fluorescência de
diversas substâncias.

No que se refere aos efeitos à saúde humana e ao meio ambiente, classifica-se como:

UVA (400 – 320 nm, também chamada de “luz negra” ou onda longa),
UVB (320–280 nm, também chamada de onda média).
UVC (280 – 100 nm, também chamada de UV curta ou “germicida”).

3- GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS FUNDAMENTAIS

É fundamental considerarmos dois aspectos ao utilizarmos a luminotécnica:
– Quantitativo – A quantidade de luz artificial a ser produzido no ambiente
– Qualitativo – Sensibilidade do ser humano, reflexão, transparência e a nitidez ou brilho.

3.1- Fluxo luminoso (Ø)

Grandeza quantitativa.

É chamado fluxo luminoso o total de radiação visível (luz) produzida por uma fonte artificial em todas as direções

Soma total do fluxo luminoso

Sua unidade é o Lumem (lm)

3.2- Intensidade Luminosa (IL)

Grandeza quantitativa

É a medida da quantidade de luz produzida por uma fonte artificial e avaliada em uma única direção

Luz em uma única direção

Sua unidade é o Candela (cd)

3.3- Luminância ou Iluminância ou Nível de iluminamento (E)

Grandeza Quantitativa

Fornece ao técnico uma medida de quantidade total de luz produzida ou a produzir por m2 de área do ambiente a ser iluminado, ou seja:

E = Ø / S (área)

Sua unidade é o Lux (lx) ou (lm/m2)

É importante ressaltar que o nível de iluminamento adequado a um ambiente é normalizado e tabelado internacionalmente.
Para a verificação pratica do nível de iluminamento de um ambiente, utiliza-se o luximetro também conhecido como luxômetro ou luxmiter.

EXEMPLOS DE ILUMINÂNCIA

Dia ensolarado de verão em local aberto 100.000 lux
Dia encoberto de verão 20.000 lux
Dia escuro de inverno 3.000 lux
Boa iluminação de rua 20 a 40 lux

Tabela 01 Níveis de iluminância recomendados pela NBR 5413

ATIVIDADE ILUMINÂNCIA (Lux)
mínimo máximo
Mínimo para ambientes de trabalho 150 —
Tarefas visuais simples e variadas 250 500
Observações contínuas de detalhes médios e finos (trabalho normal) 500 1000
Tarefas visuais contínuas e precisas (trabalho fino, por exemplo, desenho) 1000 2000
Trabalhos muito finos (iluminação local, ex, conserto de relógio) 2000 —

3.4- Eficiência energética ou Rendimento Luminoso (nw)

Grandeza quantitativa

É a medida que determina a relação entre o total de luz produzida por uma fonte e a energia elétrica ativa consumida na produção dessa luz, ou seja:

nw = Ø / P

nw = Rendimento Luminoso
Ø = Total de luz produzida
P = (Potência Ativa)

Sua unidade: lm / w

3.5- Temperatura de cor (T)

Grandeza Qualitativa

É um numero expresso em kelvin (K) que nos fornece a idéia da sensação de temperatura provocada no ser humano pelo comprimento de onda dos vários tipos de radiação visível emanadas por uma lâmpada artificial
Esse número segue uma escala internacional, conforme segue:

Escala Internacional de Temperatura de Cor

A temperatura das cores tem um efeito no ser humano conforme a definição acima.
A fria nos dá uma sensação de frio, diminuição do ritmo cardíaco (relaxamento) e finalmente a sonolência.
Já a luz quente a sensação de calor, fome e irritação.

O estudo dos efeitos das cores são importantes para o projeto luminotécnico, dependendo do ambiente você pode determinar uma lâmpada com uma temperatura mais de acordo.

As cores quentes são empregadas para obter uma atmosfera íntima,
sociável, pessoal e exclusiva (residências, bares, restaurantes, mostruários de
mercadorias), realça o vermelho e seus derivados.

As cores frias são empregadas quando a atmosfera deva ser formal,
precisa, limpa (escritórios, recintos de fábricas), as cores frias, os azuis e seus derivados próximos.

As cores neutras ficam entre as duas e são, em geral, empregadas em
ambientes comerciais.

Atualmente os fabricantes de lâmpadas têm migrado para histogramas (gráficos de barras) para fornecer a temperatura de cor.

Ex. T(K)

3.6- Índice de reprodução das cores (IRC)

Grandeza Qualitativa

É um número adimensional (sem unidade) entre 01 e 100 que fornece ao profissional a idéia do percentual de reprodução das cores dos objetos iluminados artificialmente.

Essa reprodução das cores deve ser entendida e avaliada em termos de fidelidade de cores, transparência do ambiente e nitidez dos objetos.

A referência máxima e o padrão são a luz solar cujo equivalente luminotécnico é a lâmpada incandescente de IRC = 100.

Tabela 02

Comparativo entre grandezas luminotécnicas x tipo de lâmpadas

Lâmpada Tipo IRC T (K) n (lm/W) Vida média (horas)
Incandescente 100 * 2300 a 3000 20 1.000 a 3.000
Fluorescente 48 a 96 2600 a 7250 81 7.500
Vapor de mercúrio 45 4000 63 24.000
Vapor de sódio 20 2000 200 24.000
Vapor metálico ** 60 3000 a 4200 80 8.000
Mista 60 3500 25 8.000
Led 85 a 90 6100 a 6800 85 100.000

*As lâmpadas incandescentes por emitirem muito calor, são consideradas com temperatura de cor também quente, embora emitam luz em igual intensidade em todos espectros da luz visível.

**Existem lâmpadas de vapor metálico, comerciais do tipo especial, onde são acrescidos filtros especiais que elevam o IRC para até 90, mantendo as demais características desse tipo de lâmpada. Essas lâmpadas são aplicadas em iluminação de praças de esporte televisivas, estandes e show roons, etc.

4- MÉTODO DOS LUMENS

4.1- Aplicação.

4.1.1- Planejamento técnico da iluminação de ambientes internos de uso coletivo.

Para a execução de um projeto, deve-se seguir uma metodologia para estabelecer uma sequencia lógica dos cálculos.

O objetivo com isso é realizar um projeto eficiente, com o melhor custo beneficio possivel, onde se tem uma iluminância maior com um menor consumo de energia elétrica e menor custo com luminárias, lâmpadas, etc.

Levantamento das dimensões fisicas, bem como o layout do ambiente a ser iluminado, dos materiais utilizados e das características da rede elétrica do local.

Determinar os efeitos pretendidos conforme as atividades que deverão ser executadas no local, procurando o melhor conforto visual ( Para verificar o nível de iluminamento adequado no ambiente, conforme sua utilização, para isso consultamos a NBR 5413 – Iluminância de interiores.).

Escolha das lâmpadas e luminárias, levando em conta os itens relacionados anteriormente.

Analisar os fatores de influência na qualidade da iluminação ( Niveis de iluminância, IRC e temperatura de cor).

Cálculo da iluminação total, levando-se em conta a maior eficiência luminosa.

Definição dos pontos de iluminação e distribuição de luminárias.

Avaliação dos custos e consumo energético

4.1.2– Tipos de iluminação:

– Direta: quando todos os raios úteis são dirigidos para baixo
– Semi-direta: quando mais de 50% dos raios úteis são dirigidos para baixo.
– Indireta: quando todos os raios úteis são dirigidos para o teto ou paredes.
– Semi-indireta: quando mais de 50% dos raios úteis são dirigidos para o teto ou paredes.
– Geral difusa: é a iluminação aproximadamente igual para todos os lados.

4.1.3- Cálcular o fator do local (K).

C = Comprimento do local em metros
L = Largura do local em metros
AV = Altura útil do ambiente em metros (é a distância da lâmpada a um
determinado plano de trabalho)

h = Altura total ou pé direito

Na prática consideramos K = (área do local)
(perímetro / 2) x AV

Obs: A altura útil é a primeira variável de controle ou de ajuste a ser considerado pelo profissional. Inicialmente consideramos a altura máxima possível do ambiente, calculamos o K e observamos se o K calculado está entre 0,6 e 5 (Intervalo normativo aceitável para continuidade do projeto). Se o K resultar inferior a 0,6, impomos o valor 0,6 a formula do K. Tirando a partir dai a altura útil máxima admitida para o ambiente.

Exemplo:

Calculando o fator do local para uma sala de aula de 7,5m x 5,6m

AV máximo considerado 2640

K ≡1,21

Na tabela luminotécnica o K calculado = 1,21. pode ser trabalhado: K=1,2 e K=1,5 (nesse caso adotaremos o menor valor e mais próximo).
Quando o K calculado situa-se entre o intervalo de K na tabela, utilize a teoria de aproximação matemática o mantenha o valor calculado até o momento de utiliza-lo aplicando nesse momento o processo de interpolação matemática.

4.1.4- Levantamento da Reflexão.

Índice de reflexão Teto-Parede-piso

É um numero composto de 3 algarismos seqüenciais que indicam o percentual de reflexão dos materiais, acabamentos e cores (pigmentos) utilizados respectivamente no teto, parede e piso de um ambiente.

Assim normativamente teremos:

Índice % de Reflexão Materiais, acabamento e cores.
7 70% Branco, liso e brilhante
5 50% Branco e cores claras
3 30% Cores e materiais em tons médios
1 10% Preto e cores escuras

Devemos observar que alguns fabricantes inventam índices não normalizados, como por exemplo, índice 8.
Quando isso ocorrer para um determinado material, considere sempre o índice normalizado imediatamente inferior ao do catálogo do fabricante.

Locais onde 50% ou mais da área do piso é ou será ocupada por pessoas e/ou objetos, terão sempre índice de reflexão 1, independentemente do material, cor ou rugosidade.
Todos os demais locais onde não há uma ocupação igual ou superior a 50%, devemos considerar índice 3 para o piso, exceto pisos pretos ou escuros que, como já vimos, já são índice 1

4.1.5- Levantamento do fator de utilização (u) ou rendimento do aparelho de iluminação (NL) escolhido para as condições do local a ser iluminado.

Primeiro escolhe a lâmpada a ser utilizada, considerando os aspectos luminotécnicos adequados ao ambiente (aspéctos que deverão levar em conta os indices de iluminamento da norma NBR 5413).

Em seguida escolhemos a luminária adequada ao ambiente e a lâmpada escolhida

Algumas recomendações normativas (NR10 e NR11) devem ser levadas em conta neste momento, tais como:

Em ambiente público coletivo as luminárias deverão possuir dispositivo aparador das lâmpadas (cintas plásticas, abraçadeiras, soquetes com trava, acrílicos, coberturas diversas) e defletores de luz (gradinhas aletadas). Dispositivos que visem uma fixação das lâmpadas evitando que as mesmas possam cair;

Ambiente de trabalho com postos fixos de trabalho e plano de trabalho ao nível dos olhos, deverão possuir luminárias providas de defletores de luz (qualquer dispositivo que elimine a luz incidente diretamente da lâmpada nos olhos do operador). Uma da alternativa ao exposto seria elevar a altura de montagem das luminárias (Quando isso for possível).

Luminárias instaladas em locais onde a altura de montagem (piso à luminária) seja igual ou menor a 2,20 metros, deverão ser providas de proteção mecânica para as lâmpadas (Dispositivo antiimpacto).
Com o fator do local (K) calculado e o índice de reflexão, Teto-Parede-Piso do ambiente, entramos na “Tabela de fatores de utilização” da luminária escolhida (catálogo técnico da luminária) e determinamos o rendimento da mesma para o ambiente a iluminar (nL).

4.1.6- Verificação do fator de depreciação (d)

Em função do tipo de ambiente e tipo de trabalho nele exercido, considera-se:

Ambiente d
Limpo 0,9
Médio 0,8
Sujo 0,7

Este fator considera que seja feita uma manutenção adequada no ambiente a cada 6 meses (aparelhos de iluminação, lâmpadas, teto, parede e piso do ambiente).

Ambiente sujo: É aquele no qual o processo de trabalho lá exercido gera partículas em suspensão no ar, tais como marcenaria, fundições, industria têxteis, etc.

Ambiente limpo: Quando o ambiente possui sistemas de filtragem e retenção das sujidades do trabalho.

4.1.7- Determinação do fluxo luminoso total (ØT) a ser produzido pelas lâmpadas no ambiente.

Onde:

S = Área em m2 do ambiente
E = Nível mínimo de iluminamento aceitável em lx
n = Fator de utilização
d = Fator de depreciação

Será necessário escolher a luminária adequada ao ambiente.
Para isso necessita-se obter o catalogo técnico dos aparelhos de iluminação compatível com as lâmpadas escolhidas e o ambiente a ser iluminado.
Esses catálogos podem ser obtidos com fabricantes de lâmpadas e luminárias.

4.1.8- Determinação do número de lâmpadas, número de luminárias e distribuição das mesmas no ambiente a ser iluminado.

a) Distribuição das luminárias (Número de pontos de luz)

Uma boa distribuição de luz num ambiente pressupõe que os pontos de luz sejam instalados obedecendo a seguinte recomendação normativa:

O espaçamento entre os pontos deverá situar-se entre uma vez e uma vez e meia a altura útil adotada e o espaçamento lateral (do ponto de luz à parede) metade do espaçamento entre os pontos de luz.

Obtendo Ex
eX = X Total
_____________
Nº de colunas

Obtendo Ey

eY = Y Total
_________
Nº de linhas

Determinando o número de linhas e colunas conforme a norma:

Nº linhas mínimas = Y Total
__________
1,5 x AV

Nº linhas máximas = Y Total
_________
AV

Nº colunas mínimas = X Total
__________
1,5 x AV

Nº colunas máximas = X Total
________
AV

5- MÉTODO PONTO POR PONTO

O método ponto por ponto, também chamado de método das intensidades
luminosas, permite o cálculo do iluminamento em qualquer ponto da superfície,
individualmente, para cada projetor cujo facho atinja o ponto considerado.

O iluminamento total será a soma dos iluminamentos proporcionados pelas unidades individuais.

Este método, que deve ser usado quando a dimensões da fonte luminosa são muito pequenas em relação ao plano que deve ser iluminado, baseia-se nas leis de Lambert que diz:
“A iluminação produzida num ponto de uma superfície, por um foco luminoso, é diretamente proporcional à intensidade luminosa da fonte e ao cosseno do ângulo de incidência, e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre o fonte e o ponto a iluminar”.

E = ( I (Ø) cos Ø ) / d2

E = Iluminamento em lux
I = Intensidade luminosa em candelas
Ø = Ângulo de incidência no ponto a ser iluminado
D = Distância do foco luminoso ao ponto

6- FONTES ARTIFICIAIS DE LUZ

6.1- Lâmpada incandescente

6.1.1- Incandescente Comum

Seu funcionamento se baseia na incandescência de um fio percorrido por corrente elétrica, devido ao seu aquecimento, quando é colocado em um meio gasoso apropriado ou no vácuo

A lâmpada incandescente é composta por:

Bulbo de vidro que protege o filamento de contato com o meio externo. É no interior desse bulbo que é mantido o vácuo ou o meio gasoso apropriado.

Filamento, que irá emitir luz. Hoje em dia os filamentos são construídos de tugstênio trefilado.

O meio interno, que antigamente era feito de vácuo e hoje é utilizado uma mistura de argônio e nitrogênio e em alguns casos criptônio.

Base, que serve para fixar mecanicamente a lâmpada e fazer a ligação elétrica com o circuito de alimentação.

A vida útil de uma lâmpada incandescente para uso geral, trabalhando em condições nominais é de cerca de 1.000 horas.

As lâmpadas incandescentes, tem uma baixa eficiência luminosa, onde cerca de apenas 5% da enegia cosumida é revertida em luminosidade, os 95% restante é convertida em calor. São lâmpadas que produzem a chamada luz quente, mais natural aos olhos humanos, são muito mais baratas e podem ser controladas por dimmers. Esse tipo de lâmpada é mais utilizado em residências.

Existem ainda as lâmpadas incandescentes que são utilizadas em casos especificos, como paineis de sinalização, aparelhos eltrodomésticos e decorativos

6.1.2- Lâmpadas Halógenas

É um tipo de lâmpada incandescente de construção especial, pois contem alogenio dentro do bulbo, adicionado ao gás criptônio, e funciona sob o principio regenerativo, aumentando a vida útil e a eficiência luminosa da lâmpada em relação a uma lâmpada incandescente comum.

Por se tratar de uma lâmpada com um fluxo luminoso e uma melhor reprodução de cor, tem uma aplicação ampla como iluminação de fachadas, áreas de lazer, artes gráficas, estudios de TV, filmadoras, faóris de automóveis, etc.

6.2- Lâmpada de descarga

As lâmpadas de descargas, diferentemente das inscandescentes, não tem sua luz produzida pelo aquecimento de um filamento. No caso da lâmpada de descarga, sua luz é produzida por uma descarga elétrica continua em um gás ou vapor ionizado, às vezes, combinado com fósforo depositado no bulbo que, excitado pela radiação de descarga, provoca uma luminescência.

A lâmpada de descarga, necessita de um reator, e em alguns casos ignitor, ligados a seu circuito elétrico. O reator tem como função limitar a corrente da lâmpada, e o ignitor ajuda a produzir tensão necessária para o inicio da descarga elétrica.

O fluxo luminoso aumenta até que a lâmpada atinja seu valor nominal. Esse tempo pode ser menor ou maior dependendo do tipo de lâmpada.

As lâmpadas de descarga são divididas em baixa e alta pressão

– Lâmpada de alta pressão
• Mercurio
• Sódio
• Mista
• Vapores metalicos

– Lâmpada de baixa pressão
• Mercurio (fluorescente)
• Sódio baixa pressão

6.2.1- Lâmpada fluorescente

A luz é produzida por pós fluorescentes que são ativados pela radiação ultra violeta da descarga.

Ela possui, normalmente, um formato tubular longo, com filamentos nas suas extremidades, contendo vapor de mercurio em baixa pressão com uma pequena quantidade de gás inerte para facilitar a partida. O bulbo é recoberto com um pó fluorescente ou fósforo em sua parte interna, que compostos determinam a quantidade e a cor da luz emitida.

Devido a utilização do fósforo, ela não pode ser descartada no lixo comum ou aterro sanitário, deve ter uma destinação adequada, pois é considerado um produto contaminante.

Tem uma vida útil de cerca de 10.000 horas, e uma eficiência lumiosa que chega a a quatro vezes mais que uma lâmpada incandescente.
É utilizada desde residências, comercio, industrias, orgãos públicos, escolas, etc

6.2.2- Lâmpada fluorescente compacta

São lâmpadas fluorescentes de tamanho reduzinho, em varios formatos e em alguns casos com rosca semelhante às incandescentes. O fato de terem formatos semelhantes às incandescentes, e não necessitarem de reatores, facilita sua utilização na substituição de lâmpadas incandescentes.

Suas principais vantagens em relação a incandescente é sua capacidade de gerar um mesmo fluxo luminoso com potências menores, gerando com isso uma economia que pode chegar a 80% , além de uma vida util maior e uma melhor definição de cores.

6.2.3- Lâmpada a Vapor de Mercurio de Alta Pressão

Assim como a fluorescente, a lâmpada a vapor de mercurio também necessita de um reator para que forneça a tensão necessária na partida e limitar a corrente normal de operação.

A distribuição de cores na composição do espectro do fluxo luminoso desta lâmpada é pobre ( falta o vermelho ), porém, o tubo de descarga emite uma quantidade consideravel de energia ultravioleta.

Torna-se necessário uma correção de cor para aumentar a cor vermelha. Essa correção é feita através da transformação da radiação ultravioleta em luz vermelha, adicionando-se uma camada de fósforo no bulbo.

É uma lâmpada de vida útil longa e com um custo baixo se comparado com outras lâmpas de descarga de altra pressão.

Essas lâmpadas são utilizadas em iluminação publica, industrial interna e externa (cor corrigida), em iluminação de fachadas de prédios, monumentos e jardins ( tubular de vidro claro). Devem ser instaladas em locais com pé direito acima de 4 metros, evitando com isso a produção de oduscamento para as pessoas.

6.2.4- Lâmpada a Vapor Metálico

São lâmpadas semelhantes as de vapor de mercurio, com exceção da presença de iodetos metalicos, pelo seu maior desempenho, e pela possibilidade de variação da coloração da lâmpada em função da seleção de iodetos metálicos presentes dentro do tubo de descarga.

Possui um revestimento de alumina nas extremidades do tubo de descarga, cujo objetivo é refletir o calor produzido pela descarga para os eletrodos, impedindo a condensação dos iodetos no interior do tubo de descarga da lâmpada

Essa lâmpada opera em conjunto com um reator, que irá produzir picos de alta tensão de até 5.000 volts para ignição

A lâmpada a vapor metalico, comparada com a vapor de mercurio, apresenta uma melhor eficiência luminosa

Essa lâmpada tem um grande numero de aplicações, iluminação de lojas de departamentos, estádios de futebol, monumentos, industria, iluminação residencial, e até para iluminação autoimotiva com as lâmpadas de xenônio, que são lâmpadas de vapor metálico com atmosfera de xenônio, capazes de ascender instantaneamente.

6.2.5- Lâmpada Mista

É uma combinação entre lâmpadas incandescente e lâmpada a vapor de mercurio, que dispenssa o uso de reatores, sua ignição se dá através de um filamento incandescente colocado no interior de seu bulbo.

Não é uma das soluções mais economias, porém foram muito utilizadas na iluminação pública devido sua facilidade na substituição das lâmpadas incandescentes, bastando apenas substituir uma pela outra, obtendo uma melhor eficiencia energética em relação às incandescentes.
No entanto tem seus problemas, pois qualquer variação de tensão, ela se apaga e leva cerca de 3 minutos para reacender.

Essas lâmpadas tem uma outra caracteristica que é sua instalação. A lâmpada de 160W somente pode ser instalada na posição verticas, ou a uma angulação de mais ou menos 30º, já as de 250W e 500W, podem ser instaladas em qualquer posição.

6.2.6- Lâmpada a Vapor de Sódio

É uma lâmpada trabalha em alta pressão, necessita de reator de partida, emite uma luz amarela muito forte que tem um péssimo indice de reprodução de cor e que em compenssação emite um fluxo luminoso de alta intensidade. Tem com isso uma ótima eficiência energética, se tornando uma das melhores em termo de economia de energia.

Além de sua economia energética, essa lâmpada tem uma grande vida útil, que pode chegar a 32.000 horas, tornando o trabalho de manutenção muito mais barato. Sua utilização é praticamente para uso externo em iluminação pública ou iluminação de emergencia onde a distição das cores não são muito importantes.

6.3- Diodo emissor de luz (LED)

São diodos, semicondutores, consomem menos energia elétrica. Tem uma vida últil de cerca dde 100.000 horas, ideal para locais de dificil acesso para substituição das lâmpadas.

Tem sido alvo de estudos para sua utilização em semáforos em larga escala, devido ao seu baixo consumo de energia, que chega a 80%, e sua longa vida útil.

O incoveniente é que ainda não possuem um brilho tão forte para iluminar um ambiente como as outras lâmpadas, possue um pequeno angulo de iluminação, mais direcionado, o que no caso dos semáforos se torna uma vantagem, porém para a iluminação de ambientes uma desvantagem.

7 – BIBLIOGRAFIA

NBR 5382 – Verificação de Iluminação de Interiores p. 6 1985

NBR 5413 – Iluminância de interiores

NBR 5461 – Iluminação Terminologia

Guerrini, D.P. Iluminação Teoria e Projeto. São Paulo: Erica, 2007