Meridiano

.Haveis de saber!Srs.que eu, nestas terras de promissão.

.Sois-vos que madrugam no saber, bem sei!

.Dirão de tais trivialidades, nada mais que mal sabedor.

.Há que devo sim, muito a miúde,ter averiguado meu desdém.

.Mas sou homem de palavras.

.Nem tão digno de vitórias, sei eu tamanha lucubração.

.E os flagelos de tais obrigações.

.Cerceio-me do que sei nunca a vida me deu por regado.

.Se quer o sol me pegou, alguma vez ainda no leito.

.Mas faço, porque, vindo eu lhes falar de eloqüência, sensatez, de tenaz vivacidade.

.Eis que não sou do tipo abstrato, nem meu saber exerce regalias.

.Como me dilatarão, não ofereço se quer um pretexto!

.Minha culpa transdobra, se de um verso, me foge as fagulhas.

.E as palavras já são cinza, que o vento soprou noroeste.

.Ai de mim que, dirão!

-És pelejo insensato, afronta tamanha.

.Celebra tua incumbência com laminas.

.E seu escudo, já é a ignorância.

.A sede és teu saber.

.Pois que me jogue aos cães, e meu intuito seja lançado ao mar de mãos atadas com nós de amuras.

.E minhas mãos não toquem mais as palavras.

.E que meu corpo repouse no saber.

 

 

 

Nome: Reginaldo reis naves

Titulo: meridiano

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