NOVAS APTIDÕES DEFINEM O PERFIL DO PROFISSIONAL DO AMANHÃ

O perfil exigido do profissional atualmente é bem diferente do que existia há cinco anos. Com o advento da globalização e a conseqüente abertura do mercado brasileiro para os produtos estrangeiros, oriundos das mais diversas partes do mundo, a área de Recursos Humanos vem passando de lá para cá, principalmente, transformações significativas e históricas, de modo especial dentro do contexto de assumir novos desafios importantes e focados em atrair, reter, sobretudo, profissionais qualificados e capacitados.

É absolutamente imprescindível que os profissionais, hoje, independentemente das áreas onde eles atuam: médicos, dentistas, vendedores, professores, cozinheiros, advogados, administradores de empresas, mecânicos, contadores etc – desenvolvam suas competências, digamos, de maneira contínua. Que busquem trabalhar habilidades tais como: capacidade de comunicação, de articular e contextualizar informações, habilidade para solucionar conflitos, familiaridade com computadores e novas tecnologias, gosto pela pesquisa, responsabilidade, ética, adaptabilidade, disciplina e capacidade de negociação. Objetivando, assim, a plena capacitação profissional, sem dúvida, nos possibilitará sobressairmos num mundo cada vez mais competitivo, mormente, porque nossos serviços, não importa em qual dimensão, devem atentar para os fatores qualidade, eficiência e produtividade.

Não precisamos ser nenhum especialista em recursos humanos para saber que as características descritas acima são altamente desejáveis para que uma pessoa seja considerada um profissional capacitado no mercado. Claro que um bom currículo escolar, especializações, títulos e experiência na área não deixaram de ter o seu valor, contudo, muitas vezes em nossa vida, não aproveitamos adequadamente nosso tempo disponível para aplicá-lo em nosso desenvolvimento e crescimento profissional. Muitas pessoas às vezes saem de seus trabalhos e, ao invés de freqüentarem escolas, cursos profissionalizantes, treinamentos etc, encostam “suas barrigas” nos balcões de bares, “enchem a cara”, jogando tempo, conversa e dinheiro fora. Poderiam perfeitamente aproveitar este tempo para investirem mais neles mesmos, permitindo, claro, um aumento diário de conhecimento e, mais importante, aplicando este conhecimento no próprio trabalho ou a favor da comunidade onde atuamos. Segundo Peter Drucker, “o desenvolvimento real que já vi no pessoal das empresas, principalmente nas maiores, vem do seu trabalho como voluntários em uma organização”, nos afirmando ainda que o mundo dos negócios vai se desenvolver realmente quando aprendermos a trabalhar em organizações sociais sem fins lucrativos como voluntários, aprendendo dessa forma a conhecer nossos reais valores. Trabalhos voluntários junto às escolas e entidades filantrópicas, talvez seja uma oportunidade de estarmos transmitindo nossos conhecimentos a outras pessoas carentes e interessadas em aprender algo novo.

Por outro lado, cabe também às empresas investir em treinamentos e na educação para seus funcionários A educação dos funcionários é um dos principais investimentos que as empresas estão fazendo para melhorar a qualidade e a eficiência de seus serviços.

Portanto, para sobreviver no mercado, é necessário que o profissional invista na área que tem maior aptidão e estar aberto ao aprendizado de novas habilidades. Como diz Paulo Freire: “Mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. Por isso, somos os únicos em quem aprender é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito”.