Novas tecnologias a serviço da educação.

Maria José de Araujo Filha[1]

RESUMO

Atualmente as novas tecnologias tem sido influência decisiva no decurso da história da Educação desenvolvida. Inovando os métodos e técnicas utilizados em sala de aula para auxiliar na disseminação do conhecimento de forma mais rápida e eficaz, e, especialmente, novas relações entre educador e educando.

A introdução da informática na educação segundo a proposta de mudança pedagógica, como consta no programa brasileiro, exige uma formação bastante ampla e profunda do professor. Não se trata de criar condições para o professor dominar o computador ou o software, mas sim auxiliá-lo a desenvolver conhecimento sobre o próprio conteúdo e sobre como o computador pode ser integrado no desenvolvimento desse conteúdo. Mais uma vez, a questão da formação do professor mostra-se de fundamental importância no processo de introdução da informática na educação, exigindo soluções inovadoras e novas abordagens que fundamentem os cursos de formação. Também educação nos leva a refletir sobre alguns fatores importantes da utilização de computadores por crianças e adolescentes na escola e consequentemente seus impactos diretos no aprendizado.

A tecnologia da informação representa importante papel para prática educativa, no entanto, não deve representar uma finalidade em si mesma, mas sim sendo utilizada como ferramenta auxiliar no processo de desenvolvimento cognitivo.

PALAVRAS-CHAVE: novas tecnologias, mudança pedagógica, formação de professores.

INTRODUÇÃO

O modelo tradicional de educação nas escolas do país já não supre mais as demandas do ensino, além de ultrapassado tecnologicamente. Seu caráter estático e resistente a mudanças torna o ensino lento e enfadonho. Sendo baseado na figura central do professor como elemento de conhecimento, impede a criatividade e a distribuição do saber. Desta forma, dando a impressão que o professor é o único elemento potencial de transmissão de conhecimento. Isto parece uma visão pessimista, mas o que se constata, na grande maioria dos casos, é a repetição dos mesmos métodos de abordagem educacional, sem quaisquer inovações. Cada vez mais é comprovado que este modelo é improdutivo e ineficiente diante da realidade de mercado de trabalho e das novas tecnologias.

As novas situações criadas pela sociedade pós-industrial, o avanço contínuo da informática e dos meios de comunicação e a complexidade crescente dos novos conhecimentos e técnicas acentuaram os conflitos na área educacional. Não é mais possível admitir o ensino sem o auxílio dos computadores. A transmissão de conhecimento e o volume de informações são tão grandes, que só poderão ser administrados através do uso destes. Tudo isto calcado no surgimento e desenvolvimento de novas tecnologias educacionais, como a Internet, o CD-ROM, a TV digital, o DVD, o videodisco, os livros eletrônicos, a realidade virtual, a interatividade, a teleconferência, a educação à distância, os sistemas especialistas aplicados à saúde, a inteligência artificial etc.

Com base nesses avanços, nota-se que o conceito de ensino centrado passa a sofrer alterações expressivas. O aluno, sob orientação do professor, passa a ser um elemento integrante no processo de distribuição e troca de informações, interagindo e disseminando conhecimento. O conhecimento não é mais estático, apresenta uma dinâmica contínua, não sendo somente responsabilidade dos professores, mas fazendo parte de um sistema em que os educandos (aprendizes) e os deucadores (orientadores) participam do processo de aquisição de saber. Esta é a tônica da educação moderna, o conhecimento deve ser disseminado e não centralizado.

Um dos grandes desafios na educação não será apenas o treinamento dos alunos, mas principalmente o retreinamento do próprio corpo docente e o suprimento de tecnologia às escolas brasileiras. Existe ainda grande resistência em aceitar essas novas tecnologias no ambiente educacional. Isto pode ser devido ao medo de dominar esta nova tecnologia. Portanto, programas de treinamento bem conduzidos terão de ser realizados em todo o universo educacional que queiram entrar em sintonia com esta nova dinâmica.

Um dos fatores infelizmente que pesam na transmissão do saber são as desigualdades econômicas entre as nações industrializadas e os países subdesenvolvidos, constituindo um obstáculo a um planejamento global da educação, que sempre foi reflexo das condições socioeconômicas. Como é sabido, os pilares da sociedade moderna irão se sustentar na tecnologia, na educação e no domínio da informação. Portanto, os países que não detiverem acesso a estes meios, estarão sempre à margem do sistema.

Todos esses aspectos, obviamente, terão uma grande influência sobre a educação, pois são muitos os recursos que podem ser explorados na distribuição do conhecimento. Não se pode mais admitir atualmente a figura do professor ou profissional isolado ou em uma redoma, há a necessidade de aprendizado autônomo, contínuo e à distância. E, através de recursos tecnológicos como, por exemplo, a Internet, a teleconferência, a educação à distância, é possível manter-se atualizado e trocar informações sob modalidades educacionais e científicas com universidades e colegas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

· OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa. 3º Edição. São Paulo: Papirus.

· TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor da atualidade. 9ª Edição. São Paulo: Erica, 2000.

· TAJRA, Sanmya Feitosa. Internet na Educação – O professor na Era Digital. São Paulo: Érica, 2002.

· Unicamp. Educação a Distância: Fundamentos e Práticas. 3º Edição. São Paulo: Cortez.

· A informática como ferramenta na Educação. Disponível em: http://profpisco.com. Acesso em 12/01/20010.

· A Informática como ferramenta auxiliar na construção do conhecimento. Disponível em: HTTP://www.mundoacademico.unb.br Acesso em 12/01/20010.

· Informática como ferramenta na Educação: internet e tecnologia. Disponível em: www.sonico.com. Acesso em 15/01/20010.

· O uso da tecnologia da informática na educação, uma reflexão no ensino com crianças. Disponível em: www.ipv.pt/millenium/millenium. Acesso em 17/01/20010.


[1] Aluna pós-graduanda em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa