O analfabeto digital

1 INTRODUÇÃO

A utilização da tecnologia para auxiliar na divulgação do conhecimento, não é importante para muitos profissionais que admitem não terem tempo ou curiosidade de usufruir. Consideremos então que, devido à informação ser hoje o principal fator do enriquecimento e divulgação, é importante conciliar essa divulgação com o conceito de ensinar. Talvez a economia de tempo, seja o pilar para adquirir um determinado conhecimento ou, desvirtuar-se. Tracemos uma linha burra, ou seja, considere que a informática apenas utilize da manobra de deixar alguns usuários analfabetos. Que manobra seria essa? O primeiro fator, é dar pronto todo conteúdo programático. Isso é feito sempre que determinado trabalho acadêmico ou pesquisa, seja explorado de forma que prejudique o raciocínio, tanto da classe docente como da classe discente.

Também, fica claro que o professor é responsável por deixar ser o alvo principal da tecnologia agregada. Mas, existem recursos profundos que podem mudar completamente o processo de alfabetizar, de forma ordeira e contínua esse desajuste. Deve partir dele, o professor, o interesse de se alinhar, estudar e pesquisar as suas faculdades adquiridas para demonstrar na sala de aula, e que consiga transmitir o conhecimento, principalmente absorvendo tecnologia da informação a seu favor. Porque usar somente um recurso? Exemplo: Usar o editor de texto Word, usar a planilha Excel? É fato, que esses recursos existem, porque foram os primeiros a serem divulgados. Compreende-se que alguns órgãos institucionais, também privados, estariam se prejudicando por terem somente profissionais que só encontram razões nesses recursos. Aí é que entra o analfabeto dessa tecnologia.

Outros meios de equilibrar o conhecimento, seria trazer já desenvolvidos, programas ou softwares gratuitos, que facilitariam o conhecimento a ser transmitido. Capacitar o docente para essa linha é o fator principal, que deverá unir a experiência que carrega, com o que deverá adquirir. Observando essa linha, o docente passará a ser o divulgador direto desse conhecimento, que agregará as facilidades por ele adquirida e demonstrar a inclusão digital para o desenvolvimento social. Então, está muito claro o objetivo, a formação de um divulgador, nesse caso o professor.

Segundo o professor De Lucca (REVISTA BROFFICE.Org, Nº9, 2009, pag.15), “…a inclusão digital dos professores e de suas disciplinas demanda planejamento e apoio pelos órgãos competentes. Isso inclui considerar a sobrecarga de responsabilidades que têm, sobretudo no setor público. Sem apoio dos órgãos e entidades que pensam estratégias para a educação, os professores têm sérias dificuldades em conhecer e colocar em prática ferramentas de software que poderiam ser muito úteis”.

Onde encontrar esses recursos? O Portal Software Público Brasileiro, divulga a existência de programas que podem muito bem substituir os que são pagos e que são objetos de críticas por parte de determinadas instituições. E, nesse caso, as oportunidades de expandir o conhecimento, está diretamente ligada na formação e capacitação do professor. O Governo Federal, está dando grande incentivo pelo portal softwarelivre.gov.br, distribuindo cursos gratuitos e disponibilizando outros portais de acesso. Observe que não é o prefeito ou vereador que irá disponibilizar esses recursos, mas o próprio docente deverá buscar esse conhecimento e repassar ao aluno. A desculpa de que o recurso é pouco, não deverá ser obstáculo. Mas, investigar e ir adiante das expectativas das novas descobertas, estão além dos livros didáticos. O analfabeto da informática, é com certeza um carente de motivação e informação. Portanto, cabe a esse analfabeto iniciar sua busca, seja por curiosidade, seja por indicação ou pela necessidade.

2 APLICANDO A FORMAÇÃO DIGITAL E O DESENVOLVIMENTO SOCIAL

A importância da formação digital aplicada à intelectualização para jovens e adultos, no sentido de investir na qualidade do ensino e na interatividade, rumo à raiz formadora no aspecto cultural, científico e intuitivo. A formação consiste em delimitar a tecnologia da informação1no contexto social amplo, com o objetivo da inserção na escola infantil, no incentivo à cooperação entre as escolas da educação básica até o ensino médio. Assim, deverá conquistar espaço conscientizando para a alfabetização em informática. Para isso, é importante que o educador “saia da caverna”, e que independa de instrumentos pouco funcionais e acríticos. Entretanto, para que o interesse tenha exito por parte dos alunos, a adaptação da informática como ferramenta, deve ser prazerosa e sem vícios.

Podemos pegar como exemplo a Academia Khan. Seu idealizador, Salman Khan2é formado em computação no MIT com um MBA por Harvard. Segundo ele, as aulas tradicionais são chatas e que metade dos alunos dormem. Todas as suas aulas são incorporadas no portal do Youtube. Salman conclui que, a importância de utilizar modelos inovadores, mais dinâmicos e que possam atrair tanto o docente quanto o discente. Salman Khan, é o professor favorito de Bill Gates, tanto que se inscreveu na academia Khan, e ainda matriculou o seu filho de onze anos.

Um outro processo interessante, é usar aplicativos que possam interagir com os alunos. É importante saber o grau de conhecimento desses futuros discentes. A cada matéria, o professor deve usar do seu conhecimento empírico, onde e como inovar? Exemplos: Se a matéria for português, utilize um editor de texto, aplique ali todos os recursos, deixe o aluno interagir com o conteúdo e as normas estabelecidas. Se for ciências, utilize o Smart board, ou apresentação de slides, ou moviemaker. São recursos ou inovações, que irão determinar, como a educação poderá superar as expectativas estabelecidas, devolvendo o indivíduo, que levou à sua formação um amplo conhecimento, que prestará também um grande serviço à sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A continuidade do conhecimento em informática, deverá focar principalmente a cargo da classe docente. O preparo necessário do profissional, pode ser institucional ou partir de iniciativa própria, entretanto existem profissionais que não trabalham com o conceito tecnológico. O professor deve buscar a ampliação do seu conhecimento na tecnologia, não somente no aspecto técnico, como também, saber refletir politicamente sobre esse conhecimento, ensinando seu aluno a pensar também nessa lógica. Enfim, deve deixar a artimanha do “control C” e “Control V”, pois este vício poderá gerar a desinformação e desestruturar o pensamento acadêmico das normas a serem desenvolvidas.

1A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são tantas – estão ligadas às mais diversas áreas.

2www.khanacademy.org – Sítio da academia.

Eurípedes Marcos Vieira