O Lúdico ajuda ou atrapalha?

O LÚDICO AJUDA OU ATRAPALHA?

Eraldo Picanço Lemos

“Educar não é um simples ato de consumir idéias, mas de criá-la e recriá-las”. (Paulo Freire).

• A NECESSIDADE DE CRIAR E RECRIAR NOVAS METODOLOGIAS DE ENSINO.
Paulo freire em sua visão pedagógica empregou grande parte de sua vida de forma clara e objetiva no que diz respeito à educação, contribuindo de forma grandiosa para a pedagogia nacional, sendo reconhecido a nível nacional como um dos maiores ou por que não dizer o maior referencial do ramo da pedagogia nacional. Ele nos deixou um legado muito rico em suas literaturas e uma das frases mais marcantes de seu livro Pedagogia do Oprimido “educar não o simples ato de consumir, idéias mais de criá-las e recriá-las”. Com essa frase ele nos oportuniza testar nossa capacidade de criação, inovação e transformação das idéias já existentes no meio educacional. Pois criar uma brincadeira interessante para uma criança é bastante difícil, por se tratar de algo que possa chamar a atenção da mesma, aguçando sua imaginação e o seu cognitivo permitindo que essa brincadeira seja seu refúgio mais próximo do mundo real.
Na Europa ocidental alguns educadores acreditam que o currículo baseado no brincar livre, ou seja, no lúdico é a forma ideal de experiência pré-escolar. Em se tratando de imaginação não há nada mais prazeroso do que se divertir e aprender com esse momento tão descontraído. Isaacs (1929, P. 9) resumiu essa crença ocidental dando bastante importância ao que as crianças levam tão a sério.
“o brincar, na verdade, é o trabalho da criança, e o meio pela qual ela cresce e se desenvolve”. Isaacs (1929, P. 9).
Os adultos que criticam professores por permitir que as crianças brinquem não sabem que o brincar é o principal meio de aprendizagem na infância. Pois é a partir deste momento que a criança passar a ter contato com outras crianças, permitindo o desenvolvimento da amizade, companheirismo, do respeito com o próximo, tirando a criança do “mundinho” egocêntrico em que antes do convívio social ela está habituada a viver, despertando na mesma, um dos maiores sentimentos que pode existir no homem, a solidariedade, sentimento este que faz com que eu deseje para outra pessoa todas as coisas boas do mundo como se fosse para mim. Os adultos têm dificuldades de reconhecer o direito de brincar e de reconhecer que brincar é o momento mais sério para criança.
• PORQUE BRINCAR?
… o melhor do colégio sempre foi “a hora da saída” (…) . Depois, o melhor era o “recreio”. Pior que a hora da “entrada no colégio” só mesmo o da “entrada na sala de aula”…
Carlos Brandão

Brincar é uma necessidade, uma forma de expressão, de aprendizado e de experiência da criança. Todas as crianças em todo o mundo, mesmo nas mais variadas classes sociais brincam. Para aprender, ganhar experiência, exercitar sua criatividade e fantasia, desenvolver-se cognitivamente.
Brincando é que a criança organiza o mundo domina papeis e situações e se prepara para o que há de vir.
“A ludicidade poderia ser a ponte facilitadora da aprendizagem se o professor pudesse pensar e questionar-se sobre sua forma de ensinar, relacionando a utilização do lúdico como fator motivante de qualquer tipo de aula”.
Campos (1986)

Para que isso aconteça, os professores que estão na rede pública de ensino têm que buscar esse conhecimento desconhecido durante sua formação acadêmica, para hoje poder vivenciar como prática em suas aulas atuais.
Conforme Santos (1997) a ludicidade possibilita ao educador conhecer-se como pessoa, saber suas possibilidades e limitações, ter visão sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida da criança, jovem e do adulto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Portanto a conclusão que foi adquirida com esse artigo é a seguinte: o lúdico ajuda sim todas as crianças em seu pleno desenvolvimento psicológico, cognitivo, social, afetivo e emocional, sendo uma poderosa e eficiente arma pedagógica no campo educacional.

BIBLIOGRAFIAS

Moyles, Janet R.
A excelência do brincar: a importância da brincadeira na transição entre educação infantil e anos iniciais/Janet R. Moyles… [et al]; trad. Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre: artemed, 2006.

Aroeira, Maria Luisa Campos
Didática de pré-escola: Vida Criança: brincar e aprender/Maria Luisa C. Aroeira, Maria Inês B. Soares, Rosa Emilia de A. Mendes. – São Paulo: FTD, 1996.

Lleixà Arribas, Teresa
A educação física de 3 a 8 anos / Teresa Lleixà Arribas; trad. Fátima Murad – 7. Ed. – porto alegre: Artmed, 2002.