O Mundo de Alice

Acordei com o seguinte conto de fadas latente em minha cabeça:

“Era uma vez num planeta distante, uma população muito gananciosa e de espírito imperialista e que sonhava em conquistar o mundo com uma “Nova Ordem Mundial”, determinando uma moeda única e, consequentemente, um poder único e supranacional. Silenciosa, toma lastro sobre sua população, e a sua liberdade de escolhas. A população não estava ciente do que estava acontecendo, mas de fato, presenciavam o inicio de escravidão inconsciente”.

Acalmem-se gente! Isso foi só um sonho, não levem a sério!

Lembro-me muito bem do seguinte comando: o dólar perdendo sua hegemonia (de 70% para 40% do índex mundial, para futuro), seu concorrente, o euro, sendo estimulado a sua aniquilação, ou para alguns “natimorto”. No viés, ao retorno do padrão-ouro, de pouco interesse para alguns barões do feudalismo financeiro.

Então temos a seguinte equação:

FED + FMI + Crise Europeia ² – (BCE – Euro ³ – Padrão-Ouro) + (-UE) = SDR (Direito Especial de Saque)

Em evidência na equação está uma velha conhecida sigla dos economistas e financistas. Desconhecida de muitos, mas que passarão a conhecer na TV e em outras mídias daqui por diante. Graças às enfáticas discussões sobre o tema, na ultima reunião do G-20 em Cannes (2011), e pior, fora dos olhares da imprensa.

O dólar fraco, euro deteriorado, padrão-ouro rejeitado pelos bancos (lê-se barões do poder monetário). Afinal não se vê muito por aí políticos, burocratas ou banqueiros querendo o retorno do vil metal. Para eles, é um sonho adquirir algo a partir do nada. O mundo sem o padrão-ouro possibilita as emissões de dívidas em troca de ilimitadas cédulas monetárias, permitindo aos governantes, ao tom dos seus caprichos e interesses, manipular vias de muitos, desde a sua cúpula, e transformando a teoria de Adam Smith em uma anedota jocosa.

Até Alan Greenspan, ex-presidente do FED (Federal Reserve – Banco Central Americano), em seus lapsos de racionalidade, admitiu que “o indivíduo que for contra ao padrão-ouro estará sendo contra a liberdade humana”. Esse comentário me faz pensar que, para os “responsáveis” pelas principais economias, existe apenas uma solução possível para esse problema econômico crônico, programada, e proposital! O SDR, a moeda de transação global do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com o SDR, o FMI teria um maior e melhor controle sobre as contas das nações e dos bancos. Na próxima crise, já provisionada, ele seria um dos responsáveis (quiçá o único), no ligar das impressoras para socorrer os cofres em apuros. Cobrindo os interesses individuais de cada nação endividada, em detrimento a sua soberania. Centralizando, um poder descomunal e supranacional, que o FMI nunca teve de fato!

Os Estados Unidos tem ENORME interesse na Crise Européia. Destoar valores, inversão de culpa e eliminar os holofotes da sua fraca economia deixando-os menos vulneráveis às pressões da mídia e políticos locais. Nada melhor que uma hecatombe, pandemônio para aplicação de “certas regras” goela a baixo. O velho clichê do Tio Sam – Controle de massas pelo medo – Que diga o mestre praticante dessa arte nababesca, Hanry Paulson, estando como secretário do tesouro americano durante a crise do subprime em 2008. Sendo o principal responsável pela quebra da Lehman Brothers, o maior concorrente da Goldman Sachs. Irônico é saber que antes de assumir o cargo de secretário do tesouro americano, Hank (Paulson), tinha acabado de deixar o trono de CEO do Goldman Sachs, e atualmente (2011) reverbera os corredores da sede do FMI, com suas confabulações keynesiana. Atuando no papel do mercador (lobby) da morte.

O capitalismo faz-me rir, mas ainda é a melhor opção! Digo ser a melhor opção por um simples motivo: melhor sentar a mesa com um banqueiro aristocrata, mesmo sabendo, que ele vai tentar ter vantagem, do que sentar a mesa com um radical comunista, esse nem sequer poderá ter diálogo, pois lhe atirará uma pedra antes de chegar à mesa. Pelo menos o banqueiro lhe dará o direito ao jogo (ou jogatina)!

Bem, essa será a aposta americana, que Merkel e Sarkozy cederão seguindo os passos mais tradicionais em uma crise. Emissão de dívidas sobre a pressão do mundo, sem tempo para pensar. Será que a Alemanha e França cairão nesse truque de emitir mais dívidas como fez o FED em 2008? Mas, será que isso pode ter um revés contra os planos do FMI?

Para não ser injusto com os camaradas, exponho uma definição sobre o outro lado da moeda. Lembrando que, partindo do princípio lógico, a Rússia, China e Cuba são os principais faróis e termômetros do que se diz ser o embrião ou pseudosocialismo, e comunismo utópico da atualidade. A Rússia atualmente é capitalista (capitalismo fechado), Cuba, a maior referência, tem o regime insustentável após a queda do muro de Berlim e somente agora decidiu abrir sua economia para os “princípios capitalistas”, e a China com seu Socialismo Degenerado como alguns comunistas gostam de chamar, ou seja, o socialismo que involuiu e esqueceu-se de morrer. Só para entendimento, exemplifico, fazendo uma alusão ao câncer – células degeneradas, que se esqueceram de morrer.

Austeridade na regulamentação e variação no lastro monetário tendo o ouro como balizador central da política monetária seria o caminho mais saudável? Eis a solução? Sei que a solução não será encontrada na emissão de mais dívidas, apenas adiará o problema deixando-o mais robusto e destruidor quando ela voltar.