O NÍVEL DE APRENDIZAGEM EM LÍNGUA INGLESA DOS ALUNOS DAS 6ª SÉRIES A/B DA E.M.E.F. ANÍSIO TEIXEIRA

O NÍVEL DE APRENDIZAGEM EM LÍNGUA INGLESA DOS ALUNOS DAS 6ª SÉRIES A/B DA E.M.E.F. ANÍSIO TEIXEIRA

Otacílio do Carmo Dantas [1]

RESUMO

O presente artigo desenvolve um estudo baseado no tema “O nível de aprendizagem em Língua Inglesa dos alunos das 6ªs séries A e B da E.M.E.F. Anísio Teixeira”. Para isso, o professor baseou-se na prática de ensino da gramática, como também habilidades orais, claro que com frases e textos à nível de aprendizes. Através de observações da regência em sala de aula foi observado o aprendizado dos alunos. Com a experiência do professor na escola, foi possível fazer uma rápida análise sobre aprendizagem dos alunos.

ABSTRACT

This paper develops a study based on the theme “The level of English language learning students of 6th grades A and B EMEF Teixeira.” For this, the teacher was based on the practice of teaching grammar, as well as oral skills, with clear sentences and texts to the level of learners. Through observations of the regency in the classroom was observed student learning. With the experience of the teacher in school, it was possible to do a quick analysis on student learning.

INTRODUÇÃO

O projeto utilizado na escola mencionada tem a importância de identificar e comprovar as experiências vivenciadas na escola campo. Por isso a disciplina Estágio Supervisionado de Língua Inglesa é muito importante, pois por ela se pode fazer um diagnóstico da escola e das condições de aprendizagem do alunado, discutir sobre o processo de ensino- aprendizagem e a realidade dos discentes, e refletir sobre o ensino de Língua Inglesa com enfoque na gramática.

Foi falado sobre as dificuldades existentes na aprendizagem de língua inglesa baseado na gramática e na fala em atividades de sala de aula na sexta série. A instituição já citada. Não é algo anormal  alunos da escola pública não saberem língua inglesa. E, pelo fato da instituição se localizar em zona periférica, este ensino é voltado mais para a gramática, deixando de lado as habilidades que a língua, a fala, pois foi trabalhada a conversação com os discentes.

A aprendizagem de língua estrangeira contribui para o processo educacional como um todo, indo muito além da aquisição de um conjunto de habilidades lingüísticas. Leva a uma nova percepção da natureza da linguagem, aumenta a compreensão de como a linguagem funciona e desenvolve maior consciência do funcionamento da própria língua materna. Ao mesmo tempo, ao promover uma apreciação dos costumes e valores de outras culturas, contribui para desenvolver a percepção da própria cultura por meio da compreensão da cultura estrangeira. O desenvolvimento de habilidades de dizer/entender o que outras pessoas, em outros países, diriam em determinadas situações leva, portanto, à compreensão tanto das culturas estrangeiras quanto da cultura materna.

Essa compreensão intercultural promove, ainda, a aceitação das diferenças na maneiras de expressão e de comportamento. Assim, colabora-se para a construção, e para o cultivo pelo aluno, de uma competência não só no uso de línguas estrangeiras, mas também na compreensão de outras culturas. A aprendizagem da língua estrangeira é também uma possibilidade de aumentar a autopercepção do aluno como ser humano e como cidadão. Daí centrar-se no engajamento discursivo de modo a agir no mundo social.

Entre as línguas estrangeiras contemporâneas, inglês é a hemogênica, dando particular acesso à ciência e à tecnologia moderna, à comunicação intercultural e ao mundo dos negócios, sendo certamente um diferenciador sócio-cultural. Entretanto, a posição dominante do inglês nos campos de negócios, na cultura popular e nas relações acadêmicas internacionais colocando-o paradoxalmente como a língua do poder econômico e dos interesses sociais, constituindo-se em possível ameaça para as demais línguas. Nesse sentido, os alunos passam de meros consumidores passivos de cultura e de conhecimento a criadores ativos, pois o uso de uma língua estrangeira è uma forma a mais de agir no mundo para transformá-lo.

Atualmente, o caráter formativo de uma língua estrangeira ganha muito relevo, conforme salientam os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Estrangeira:

(…) objetiva-se restaurar o papel da Língua Estrangeira na formação educacional. A aprendizagem de uma língua estrangeira, juntamente com a língua materna è um direito de todo o cidadão, conforme expresso na Lei de Diretrizes de Bases e na Declaração Univeral dos Direitos Lingüísticos, publicada pelo Centro Internacional Escarre para Minorias Étnicas e Nações (Ciemen) e pelo PEN-Club Internacional. Sendo assim, a escola não pode mais se omitir em relação a essa aprendizagem. (1998, p. 19).

De acordo com Charlot (2005, p. 19), “relação com o saber è relação do sujeito consigo mesmo, com os outros e com o mundo” e o fato de o aluno obter sucesso não é algo que dependa exclusivamente do professor, pois o aprendente é co-participante da “atividade intelectual” e deve “mobilizar-se”. Charlot prefere utilizar o termo “mobilização” ao invés de “motivação”. Para ele “a mobilização é um movimento interno do aluno, è a dinâmica interna do aluno que, evidentemente, se articula com o problema desejo”.

A aprendizagem da língua inglesa na instituição è feita através de assuntos fornecidos pelos professores, pois a instituição só dispõe de 38 livros didáticos fornecidos pela secretaria de educação. Percebe-se aí como è difícil fazer com que este aluno aprenda, pois sem materiais que são necessários a aprendizagem torna-se difícil o aluno querer aprender.

Para que a aprendizagem aconteça nestas 6ª séries, o professor propõe-se a fazer atividades baseados no ensino da gramática, como também o desenvolvimento da aprendizagem através da habilidade do listening. Pois, foi interessante saber se eles se esforçarão para tentar falar pequenas frases que eles possam compreender.

DESENVOLVIMENTO

A Escola Municipal Professor Anísio Teixeira está localizada na Rua Firmino Fontes, nº. 381, Bairro Atalaia. Tem como coordenadora geral a senhora Maria Lúcia Rocha Maia, como coordenadora administrativa a Sra. Marleide e como coordenadoras pedagógicas as Sras. Silvânia e Bernadete. A escola possui 30 turmas somando todos os turnos. As séries vão da 1ª á 8ª série do ensino fundamental e possuem no total cerca de 1.016 alunos, sendo que a condição sócio-econômica desses alunos é precária.

Os professores são no total 42, somando – se os três turnos. Estes possuem no mínimo graduação. Em média a escola possui cerca de 35 alunos por sala.

O tipo de construção do prédio da escola é específico, nos padrões estipulados para as escolas públicas do estado. No que se refere á limpeza, as salas e banheiros estão em bom estado. Não existem muitos ambientes variados. Pode-se notar a falta de auditório, quadra poli – esportiva, laboratório de informática, enfim, um local apropriado para o lazer os alunos e atividades de extensão da sala de aula. Não existe muito espaço para lazer e recreação. Há apenas um local que serve como espaço de lazer, de recreação e esporte, utilizado mediante a necessidade de cada um.

Apesar desses aspectos, a escola possui biblioteca, sala de vídeo, sala dos professores, aparelho de DVD, retro projetor, internet, televisor, micro system, mapas e um acervo bibliográfico não muito variado. Existe um Comitê Pedagógico (Conselho Escolar) composto por alguns integrantes, porém não tem sala específica para o mesmo. Além disso, a escola possui projeto político-pedagógico e supervisão escolar.

Na Escola Municipal Professor Anísio Teixeira existe o uso de mimeógrafo, computador e impressora para os alunos. Só disponibilizam para eles o retro-projetor quando solicitado pelo professor. Usa-se quadro de negro e quadro branco simultaneamente e quase todos estão bem conservados.

O poder de autonomia da escola para tomar decisões é integrado juntamente com a Secretaria Municipal da Educação. A escola faz sistematicamente levantamento de dados e informações para o diagnóstico a cada três anos. A gestão escolar é democrática e participativa.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Inglesa:

O ensino de uma língua estrangeira na escola tem um papel importante à medida que permite aos alunos entrar em contato com outras culturas, com modos diferentes de ver e interpretar a realidade. Na tentativa de facilitar a aprendizagem, no entanto, há uma tendência a se organizar os conteúdos de maneira excessivamente simplificada, em torno de diálogos pouco significativos para os alunos ou de pequenos textos, muitas vezes descontextualizados, seguidos de exploração das palavras e das estruturas gramaticais, trabalhados em forma de exercícios de tradução, cópia, transformação e repetição. (p.54)

PCN ainda informa que assim, é fundamental que desde o início da aprendizagem da língua estrangeira, o professor desenvolva com alunos um trabalho que lhes possibilite confiar na própria capacidade de aprender, em torno de tema de interesse e interagir de forma cooperativa com os colegas. As atividades em grupo podem contribuir significativamente no desenvolvimento desse trabalho, à medida que, com a mediação do professor, os alunos aprenderão a compreender e respeitar atitudes, opiniões, conhecimentos e ritmos diferenciados de aprendizagem.

Assim, participaram da pesquisa 46 alunos das 6ª séries do ensino fundamental, do turno noturno da E.M.E.F. Anísio Teixeira, num total de duas turmas A/B. Língua Inglesa, para fazer u8m trabalho é ideal, pois a maioria dos alunos da escola pública está estudando inglês pela primeira vez e experimentando a “fase da novidade”.

Para a coleta de dados, num primeiro momento serão utilizados questionários com as seguintes perguntas: 1 – Você gosta de estudar inglês? 2 – Está contente por estudar inglês ou gostaria de estudar outra língua estrangeira? 3 – Considera importante aprender inglês? Poderia explicar por quê? 4 – Você utiliza o inglês no seu dia-dia? De que forma?

Num segundo momento, foi feito com os alunos atividades baseadas em dinâmicas para que seja estimulada nos discentes a vontade de aprender língua inglesa. É claro que não se pode fugir da gramática por isso, foi usado pelo professor o livro Take your time, livro adotado pela secretaria de educação, mas por falta de mais livros deste, os alunos ó podem trabalhar em grupo.

Por fim, foi feita uma análise baseada nas avaliações dos 46 alunos, para que se possa perceber se eles assimilam o assunto.

CONCLUSÃO

Os métodos utilizados para a avaliação foram através de exercício oral e escrito, em algumas aulas optou-se por diálogos de apresentação entre alunos, como por exemplo: What’s your name? ; My phone number is…; How are you? ; I was born in…, entre outras frases de diálogo.

A partir das observações feitas em sala de aula, a reflexão do professor é que se deve estimular os educandos para a aprendizagem de uma língua estrangeira, neste caso, a Língua Inglesa, para isso, o professor terá que estimular alguns alunos que não têm interesse em aprender a língua, e que ficavam na sala de aula pelo fato de ser avaliado através de prova.

Para a realização deste projeto de trabalho, o professor coletou dados através do instrumental utilizado (observação), procedimento tipológico, da obtenção de informações por pesquisa bibliográficas realizadas através de artigos referentes ao tema abordado além do uso da Internet.

E assim avaliou-se que o aprendizado dos alunos deve ser visto com maior seriedade, pois o ensino de língua inglesa nas escolas públicas está muito defasado, pelo fato dos professores muitas vezes darem aulas que não causem interesse de aprender nos educandos e assim gerar a vontade de aprender. Para que esse interesse mútuo aconteça o professor deve discutir junto aos alunos métodos de aprendizado que causam motivação causando desta forma a aprendizagem de uma segunda língua havendo assim uma verdadeira motivação para a aprendizagem do vocabulário da língua inglesa na escola pública.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília: MEC/SEF, 1998.

CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Trad. Bruno Magne. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

___________(org.) Os jovens e o saber: Perspectivas Mundiais. Trad. Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2001.

___________. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a educação de hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.


[1] Graduado em Letras português&inglês. E-mail: mrdantas-1975@hotmail.com.