Orgasmo feminino é possivel sim

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A mídia tem explorado bastante este assunto, apresentando várias “receitas” para alcançar o orgasmo. Entretanto, devido a um legado cultural caracterizado pela repressão, muitas mulheres, independente da idade, desconhecem a experiência orgásmica.

A emancipação feminina, caracterizada principalmente pela entrada da mulher no mercado de trabalho, não assegurou o seu direito ao prazer. Os métodos contraceptivos, a escolha do parceiro, a independência financeira não são sinônimos de uma vida sexual satisfatória e, apesar de um discurso erótico e liberado, tão presente atualmente, na intimidade das quatro paredes ainda se vive sentimentos de vergonha, medo e culpa.

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Como viver a plenitude do prazer sexual com todos esses fantasmas?

A ausência de orgasmo não é uma situação rara. Na prática clínica observa-se um percentual bem elevado de mulheres, sejam elas jovens ou maduras, que nunca tiveram orgasmo ou quando chegam é com dificuldade.

O orgasmo constitui-se um aspecto importante do crescimento sexual, contudo não é uma experiência isolada da dimensão psicológica. Alcançá-lo não depende só da excitação sexual, mas, sobretudo, da capacidade de entregar-se às sensações eróticas, de sentir-se à vontade consigo mesma, das idéias que possui sobre sexo e os homens e etc. Assim, crescer sexualmente significa crescer como pessoa no sentido mais amplo.

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Tais questões fazem parte da jornada de amadurecimento de toda mulher, não importa sua idade.

Dessa forma, para se viver a experiência do orgasmo é necessário viver a entrega! Entregar-se quer dizer abandonar-se às próprias sensações, descobrir o que gosta e o que não gosta durante o contato (com tato) sexual e compartilhar com o parceiro suas necessidades e desejos – lembre-se que adivinhar é impossível! Isso implica em conhecer o próprio corpo, aventura-se na descoberta do corpo e das sensações de seu parceiro e abrir-se ao diálogo.

Se uma mulher anseia por prazer, ela é responsável por isso. Não cabe transferir esse desejo ao homem, achando ser ele culpado pela sua frustração. Conseguir chegar ao orgasmo implica em sair do papel de passiva ou vítima e comprometer-se com o seu crescimento sexual e pessoal.

Vale a pena assumir esta responsabilidade, este compromisso consigo mesma: apropriar-se de seu corpo, do prazer e do direito de ser feliz.

A descoberta do sexo como fonte de prazer, implica em ampliar a vivência erótica do contato corporal; saber que a pele é o principal órgão sexual extragenital. Sua exploração levará à descoberta de uma fonte inesgotável de zonas erógenas; sendo, portanto, um componente importante para a experiência do prazer sexual.

Acariciar o corpo de seu (sua) parceiro (a) assemelha-se à uma viagem pelo universo das sensações e, sem dúvida, se constitui um ingrediente básico para uma relação sexual satisfatória. Porém, nem sempre ambos querem a mesma coisa; o que agrada a um, pode não agradar ao outro. Além disso, a intensidade, a rapidez e o tipo do toque geram inúmeras reações, indo do extremamente prazeroso ao desagradável. Assim, para que não aconteça um descompasso, cabe ficar atenta (o) às reações do seu par, e também, aprender a diferença entre parar e prosseguir, rudeza e ternura, performance e afeição. Este é um cuidado, onde a pessoa é tratada como pessoa.

Alguns fatores podem influenciar, negativamente, a experiência do prazer sexual. São eles: cansaço físico, ansiedade de desempenho, falta de confiança no parceiro (a), curto espaço de tempo dedicado às carícias preliminares, local não apropriado, pressa, consumo de bebidas e drogas, dificuldade de concentração nas sensações eróticas, dentre outros.

Enfim, para viver a sexualidade em sua plenitude basta que se conheçam as preferências, os desejos e os ritmos de seu par. Deixar o corpo falar. Romper mitos. Deixar de lado a ansiedade em ter um desempenho nota dez. Libertar-se das culpas e dos medos.Permitir-se à entrega. Saborear. “Sair do ar”!

Uma vida sexual satisfatória, implica em dois elementos básicos:

– conhecimento do próprio corpo e
– comunicação plena entre os parceiros;

Conhecer o próprio corpo significa saber quais as áreas que, ao serem tocadas, despertam mais excitação; como também, que tipo de toques e carícias que agradam mais.

Na maioria das vezes, as mulheres desconhecem o seu próprio corpo e, conseqüentemente, onde dá prazer ao ser acariciada – o desconhecimento é sinônimo de insatisfação.

Outro aspecto importante, é quanto à diferença entre os ritmos sexuais masculino e feminino. O ritmo da resposta sexual masculina tende a ser mais rápida e está, em geral, associado aos estímulos visuais.

Já a mulher, em geral, apresenta um ritmo mais lento, necessitando, pois, de maior estimulação sexual. Essa estimulação se dá, mais freqüentemente, pela experiência cinestésica; ou seja, as sensações provenientes dos toques e das carícias. Para algumas, o contexto afetivo também é muito importante.

Essa diferença não se constitui um problema; são variações naturais. Portanto, para que o sexo seja mutuamente satisfatório é preciso uma adequação desses ritmos.

É nesse ponto que entra necessidade de comunicação plena entre o casal. Dizer o que gosta, como gosta, o que está querendo, se está indo rápido demais, etc, fará com que esse ajuste seja possível.

Vale ressaltar que as sensações eróticas fluem mais facilmente quando ambos, principalmente a mulher, se sente confiante, segura e descontraída em dizer o que quer e como quer.
O orgasmo é certamente um aspecto importante do crescimento sexual. Mas para conseguí-lo, é necessário que a mulher atinja um nível de tensão sexual elevado, pois o orgasmo nada mais é do que a descarga dessa tensão acumulada durante o ato sexual.
Nesse sentido, as carícias preliminares são essenciais para o aumento da excitação, deixando a penetração para o momento em que ambos estejam bastante excitados.

Por outro lado, se o casal der uma ênfase muito grande ao orgasmo, pode acarretar um estado de ansiedade e, com isso, fica mais difícil atingí-lo.

A freqüência da atividade sexual não está diretamente ligada à ausência de orgasmo. Contudo, uma vida estressada pode interferir na sexualidade, devido ao cansaço ou esgotamento físico e mental. Porém, o estresse também pode ser uma forma de evitar um aprofundamento da relação.

Cabe ficar de olho no que está acontecendo e esclarecer o mais rápido possível, antes que se instale um desgaste maior.

A comunicação abre espaço para a intimidade e para a solidificação do relacionamento.

Finalizando, o ato sexual é um momento de prazer compartilhado, onde o casal exploram e compartilham os caminhos da satisfação.

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