Os Sete Tipos De Líderes Que Ninguém Deseja Seguir

iderar não é apenas delegar tarefas e/ou dirigir um grupo de pessoas, como instituições seculares e igrejas. Liderança vai muito mais além. A liderança de um pastor à sua igreja deve cativar, abençoar, somar, influenciar e gerar frutos. Assim sendo, seus membros o seguirão voluntariamente como disse John C. Maxwell: “Liderança é influência. Se você não tiver posição nem influência, as pessoas não irão segui-lo.” Hoje o maior problema que põe em “xeque” a liderança eclesiástica é a revelia de alguns membros. Tratamos os cristãos problemáticos com aconselhamentos, orações, exemplos de vida, base Bíblica e, às vezes, quando é extremamente preciso, disciplina – para o seu próprio bem. Mas em vez de mostrarem-se obedientes e aceitarem, de bom grado, o aconselhamento, se rebelam e deixam a congregação; em alguns casos tomam um rumo extremo, desviam-se. Por isso é necessário que os pastores não somente liderem, mas que influenciem e que influenciem de forma positiva. Quando influenciamos somos seguidos por discípulos voluntários que realmente obedecem, não causando resistência à liderança que exercemos. Mas, quais os impedimentos que podem causar a insatisfação dos liderados para com os seus líderes? Será que são os líderes e suas ações!? Se o é, quais são os tipos de lideres que os cristãos não desejam seguir? Baseado nos sete tipos de “líderes que ninguém deseja seguir” apresentados no livro de John C. Maxwell, O líder 360º. Listarei qualidades que, nós pastores, não podemos ter em nosso estilo de liderança. Estilo que deve ser regido pela Palavra de Deus e o poder do Seu Santo Espírito.

O Líder Inseguro

O primeiro líder que ninguém deseja seguir é o Líder Inseguro. Quem deseja seguir um pastor que não tem segurança no que diz ou não tem firmeza na liderança que exerce e na administração da igreja local? Como pode influenciar se é influenciado pelos que o cercam? Esse é um exemplo de líder que não lidera, é o tipo de líder que deixa a instituição a cargo de seus liderados. Jovens, senhoras e até sua esposa tem parte na liderança – não confunda delegar tarefas com entrega da liderança aos seus liderados., tenhamos consciência que não lideramos sozinho, mas uma coisa é delegar e a outra é não ter controle situacional da organização. Um exemplo clássico é o de Arão, quando instigado pelo povo fez o que pediram. Vejamos: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos. Então, todo o povo arrancou os pendentes de ouro que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão, e ele os tomou das suas mãos, e formou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então, disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” (Ex 32.1-4 – ARC).

É óbvio que o líder inseguro transmite aos liderados insegurança. A comunidade fica sem controle e perece, foi o que acontece nesse episódio. Arão deixa a insegurança ofuscar sua liderança, enquanto Moisés se ausenta, e por pouco tempo o povo ficou incontrolável: “Moisés viu que o povo estava desenfreado e que Arão o tinha deixado fora de controle, tendo se tornado objeto de riso para os seus inimigos.” (Ex 32.25 – NVI), Além de perecer “uns três mil homens” naquele dia. Pastor tenha cuidado com que você deixa a igreja quando sai e por quanto tempo! O líder não pode ficar muito tempo longe de seus liderados.

Mas outro extremo, em detrimento ao primeiro, na insegurança da liderança é de pastores “autocentrados” que se veem ameaçados por algum membro que desempenha ações de liderança e/ou tenha talentos em outras áreas extraordinariamente melhor do que ele próprio. Tal líder se sente inseguro e se incomoda com isso ao ponto de ofuscar tal irmão, impedindo-o de crescer, e o que é pior, como afirma John C. Maxwell: “toda ação, toda informação e toda decisão passam pelo seu filtro de egocentrismo”. Deixando que sua liderança seja feita com “mão de ferro” sem aceitar sugestões ou procurar conselhos de pessoas idôneas (2 Cr 10).

O Líder Sem Visão

O segundo líder que não lidera, e que ninguém deseja seguir é o “líder sem visão”. Líderes sem visão atrofiam a igreja, comprometem sua chamada e enxergam apenas ao seu redor além de fazerem só o que é necessário. Jesus fala a esse respeito quando diz em Lc 17.10: “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” (ARC). Pastores não podem ficar sem visão, porque se isso acontecer não ampliará horizontes, ficando na mesmice e causando retrocesso sem precedentes em sua liderança. Se liderança é influenciar pessoas, como pode um pastor influenciar se não pode, nem sequer, promover metas visionárias para que seus membros sigam a um alvo estabelecido. Definir sua missão, expor seu objetivo e ter um planejamento são elementos básico pra a visão, depois estabeleça metas e projete estratégias para alcançá-las. Não precisa necessariamente fazer um plano teórico bem elaborado – embora seja aconselhado que fosse assim: com gráficos, cartazes, projeções e muito planejamento. Mas, tendo em mente a Visão e apresentá-la à comunidade cristã já é o começo.

Paulo revela esse principio de liderança quando deixa claro que sua visão não é terrena, mas olha além, no limiar do céu, influenciando os cristãos para que o siga a esta mesma visão: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3.13-14 – ARC). Outro digno de exemplo visionário é um dos filhos dos profetas seguidores de Eliseu, quando a sua escola estava pequena logo teve visão para fazer uma maior: “E disseram os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito. Vamos, pois, até ao Jordão, e tomemos de lá, cada um de nós, uma viga, e façamo-nos ali um lugar, para habitar ali. E disse ele: Ide.” (2Re 6.1,2 – ARC).

Diferente desses exemplos, Faraó se destaca como um líder sem visão. Ele ver apenas os problemas da seca vindoura interpretada por José nos sonhos e falta-lhe visão para instigar os ânimos de seus súditos em meio à crise. O líder sem visão não pode influencia pelo simples fato de não dá aos liderados motivos que os motive a prosseguir em meio as dificuldades. A Tônica da visão é proporcionar motivação a um ideal a seguir. O líder sem visão é um líder sem motivação, para si e para os outros. Visto que visão é motivação para o sucesso visto que é apresentado um objetivo a perseguir. Ao contrario de José que ao ver a seca viu uma possibilidade – teve visão – para superar, os sete anos de fartura. E traçou metas estratégicas para executá-la. Caro pastor use os problemas para estabelecer uma visão e compor metas, assim, os crentes estarão motivados a suprir tais problemas pela visão proposta e logo sairão da crise aparente.

O Líder Incompetente

O terceiro líder que não lidera é “o líder incompetente”. Ninguém quer seguir esse tipo de líder porque não dispõe de nenhuma virtude que possa influenciar seus liderados. Um dos significados da palavra “incompetente”, segundo o Dicionário da língua portuguesa comentado pelo professor Pasquale, diz do individuo “Que não tem as condições exigidas para certos fins.” Usando esse termo na área da liderança, a pessoa incompetente é aquela que não apresenta nenhuma virtude de liderar, tais como: integridade, competência, visão, empatia e outras mais. E quando a atividade eclesiástica está associada acrescenta-se à lista as virtudes espirituais contidas em 1Pe 5.2,3: “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.

O líder incompetente nada mais é do que aquele que, forçosamente, chegam ao ministério por meio da “simonia indireta”, apadrinhamento ou mesmo por grande insistência. Sem chamada, vocação e dons que o habilite para desempenhar o pastorado, tenta a qualquer custo receber o título de “pastor”. Consequentemente, não duram muito tempo no campo, e quando duram, só causam prejuízos.  Absalão, não obstante ser da linhagem real, sutilmente chega à liderança de Israel, mas, por meios incorretos.  Por não ter nenhum preparo para liderar, em vez de influenciar o povo, roubo-lhes o coração: “[…] furtava Absalão o coração dos homens de Israel.” (2Sm 15.6 – ARC) e obstinado pelo poder, tomou o trono de seu pai Davi (2Sm 15). Ao contrário de seu filho, Davi era um líder “ad hoc”. Tinha todo o preparo e prerrogativas para liderar o povo de Deus: “Então, respondeu um dos jovens e disse: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele.” (1Sm 16.18 ARC).

Líderes incompetentes causam, entre outras coisas, à instituição: ineficiência, desorganização, atraso e nenhum rendimento. “A igreja local é a cara de seu líder”, o enunciado é verdadeiro. A igreja reflete o que seu líder faz e fala. Se ele faz missões todos os membros serão missionários; se ele prega fervorosamente a maioria serão crentes avivados, mas se ele não faz nada consequentemente, os membros ficarão acomodados e toda instituição cristã engessará suas atividades. Portanto líderes, “[…] sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1Co 15.58 – ARC).

O Líder Egoísta

A lista extensa, mas realista em algumas instituições e preventiva a nós na sua exposição, segue. Apresento-lhes: O líder egoísta. O egoísmo, geralmente, está associado a coisas vis ou, em muitos casos, é o resultado dele. Esse resultado recai sobre pessoas que orbita ao egoísta, pelo simples fato da ação egoísta tratar apenas de seus próprios interesses. Esta verdade é corroborada por Tiago: “Pois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más.” (3.16 – NTLH). Além de Tiago o tema permeia toda a Bíblia, confira: Pv 28.25; Jr 22.17; Gl 5.20; 2Tm 3.2.

O líder egoísta converge todos os benefícios de sua influencia a si mesmo. Tem em sua posição uma maneira de se auto promover. A instituição, para ele, é uma mera fornecedora de bens materiais e méritos sociais, causando grandes prejuízos aos membros. O socorro, a partilha e a empatia não são palavras de seu dicionário. A estes O Senhor os chama de “pastores que se apascentam a si mesmos”. O egoísmo exacerbado dos líderes de Israel sobre suas ovelhas nos tempos do profeta Ezequiel é denunciado no capítulo 34 e versículos 1-4 de seu livro: “Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.” (ARA).  Olhar somente para seus interesses pessoais, desprezando o cuidado com o povo de Deus e a igreja do Senhor é uma forma hodierna de “apascentar a si mesmo”. Um dos desafios de oração para o Brasil no livro (Intercessão Mundial) de Patrick Johnstone e Jason Mandryk é por uma “liderança servil piedosa que presta conta àqueles a quem ministram.”; comentam que “alguns lideres têm procurado poder político e eclesiástico, fama e lucro próprio. Ocorreram muitos escândalos e falhas morais amplamente divulgados” (2003, p. 132, 133).

Uma ação que denunciou o líder mais egoísta da Bíblia, a meu ver, foi a de Acabe consumada por sua esposa Jezabel em relação à vinha de Nabote (1Re 21). O egoísmo é faminto por bens, posições e benefícios; motivado por inveja e sedento em realizações próprias. Independente de como saciar sua fome materialista, feri princípios, regras e pessoas porque se não o conseguir pode causar uma serie de doença ao possuidor de tão efêmero sentimento. Foi o que aconteceu com Acabe, que depois de tentar de todas as formas adquiri a vinha de Nabote, ficou “desgostoso e indignado” a tal ponto que lhe causou um quadro depressivo: “Então, Acabe veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabote, o jezreelita, lhe falara, dizendo: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.” (1Re 21.4 – ARC).

Liderança é servir e quando servimos praticamos o oposto do orgulho – a humildade. Por isso liderança, inevitavelmente, está associada à prática da humildade pelo fato de o que serve é servo e quando somos considerados como servos é por que exercemos qualidades inerentes a palavra humildade: “demonstração de respeito, submissão…” atreladas às virtudes do servo: “que presta serviço de criado, serviçal, servidor…”. Jesus disse: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” (Mc 10.48 – ARC). Além dessa declaração Ele foi incisivo ao demonstrar de forma prática a humildade do servo no exemplo de lavar os pés dos discípulos (Jo 13.1-20).

O Líder Camaleão

O quinto líder que ninguém deseja seguir é o líder temperamental. Esse tipo de líder não exercer nenhum tipo de influencia aos seus liderados pelo fato real de suas ações emocionais serem imprevisíveis, obstruindo a ponte de acesso relacional entre liderado e liderando. Isso se deve as suas diversas faces que assume, causando inacessibilidade – Consequência do estado temperamental que possuí. Com atitudes repentinas, não se sabe se está feliz, facilitando aproximação, ou zangado, impossibilitando o acesso. Este é o líder “camaleão“!

Para psicólogos, psiquiatras e demais profissionais seculares que estudam a mente e o comportamento humano é regido por seus temperamentos, os quais se apresentam como: Colérico, são aqueles que se apresentam com os ânimos inflamados de ira, etc.; Melancólico, que tem um quadro depressivo e tristonho; Sanguíneo, de índole mais cruel, ardente e temperamental e o Fleumático, que é sereno, impassível e lento. O líder camaleão converge para si mais de um temperamento e por isso se torna imprevisível. São pessoas que não se libertaram de suas atitudes, carnais entregando-se totalmente a Cristo. Sabemos que o cristão convertido não está regido por temperamentos (natureza carnal), mas, por Cristo e seu Espírito (2Co 7.17; Gl 2.20; 5.24).

Depois de pesquisar vários livros e manuais sobre liderança Billie Davis lista em seu livro (Pessoas, Tarefas e Alvos p. 32) sete características dos líderes de sucesso, das quais, uma é a “Estabilidade emocional” fator essencial para combater a velha natureza do líder camaleão. Ele diz:

Um líder “conserva-se frio”. Mostra ser uma pessoa razoável, confiante e sempre animada. Não fica encolerizada facilmente, não é teimoso e não se deixa desencorajar à toa. Sabe reagir de maneira pacífica e graciosa, quando os planos não dão certo e surgem dificuldades. Davi exprimiu esse conceito dentro do ponto-de-vista de alguém que confia no Senhor. Declarou ele que, em meio a todas as tribulações, continuava confiante e entoaria louvores. Diz ele, em Salmos 27.14: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo…” (ver também Ef 4.31; 2Tm 4.5 e 1Pe 4.7).

O que mais caracteriza um líder camaleão é a hipocrisia, principal material que se constitui sua camuflagem. Por diversas vezes os líderes religiosos da época de Jesus foram veementemente reprovados por Ele (Mt 6.2; 6.16; 7.5; 15.7; 23.23 etc.). São inúmeras as passagens que denunciam escribas, fariseus e saduceus como hipócritas. Devemos ter cuidado para não incorrermos nas quatro categorias da liderança hipocrisia listadas nos evangelhos, que são: 1) Hipocrisia expressiva, ou comportamental, se adapta a situação que o cerca. Aqui o hipócrita expõe atitudes e qualidades exteriores louváveis, mas sua personalidade é totalmente avessa ao correto e as suas exposições exteriores (Mt 6.1-3; 23.27); 2) Hipocrisia legalista, sua adaptação é religiosa, querendo convencer pela aparência pública (Mt 6.5; Mc 7.6) e não pela renovação interior da qual falou Paulo em Romanos 12.1; 3) Hipocrisia administrativa, praticada em sua liderança judaica se mostrando como verdadeiros lideres com capacidade de administrar as vidas religiosas de seus membros mas que eles estão cobertos de pecados e erros, apresenta-se como, também, uma hipocrisia acusativa onde só eles estão corretos (Mt 23.13-33; Lc 6.42); e 4) Hipocrisia apelativa, aproximar-se de Jesus para tentá-lo. Os líderes religiosos apelam para a bajulação, querendo dar a entender que reconhecem a messianeidade de Jesus, “[…] dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas à aparência dos homens.” (Mt 22.16 – ARC). Por isso também a chamo de “hipocrisia messiânica” (Mt 22.15-40; Mc 12.15).

Sejamos honestamente sinceros com nossos liderados e jamais os tratamos com hipocrisia. Para que não sejamos: conviventes com a situação pecaminosa presente; legalistas em nossos atos em detrimento aos nossos conceitos; orientando, sem praticarmos as próprias orientações e negando a Jesus com nossos sermões superficiais.

O Líder Político

O sexto líder que não lidera é o líder político. Enquanto pessoas e igrejas forem lideradas por líderes desse tipo, terão um crescimento desproporcional, porque o objetivo maior de sua liderança é suprir suas ambições através de ações políticas de beneficiamento às pessoas que possam dar-lhes algo em troca. Assim, usam sua influencia, da qual sua posição detém, para recompensá-las. Causando desproporcionalidade no Corpo de Cristo, onde só uma minoria fica sendo detentora de benefícios e privilégios. Quando decide algo, analisa em primeiro plano, suas ambições políticas, descartando o sucesso de toda a organização ou igreja (Maxwell , 2007).

O líder político está conectado, sempre, às opiniões da maioria, e não nas reais consequências do que essas opiniões venham acarretar e no que Deus está orientando. Para ele é melhor que todos o venere, do que, se sacrifique para o bem da Igreja. Neste caso muitos lideres e liderados confundem a liderança eclesiástica como uma simples liderança secular democrática, onde o povo pode junto com a liderança decidirem o rumo das ações religiosas. Embora seja secular, mas se parece com uma dais ideias de espécie de democracia – a democracia que tem a igualdade por fundamento – inserida na obra A Política, de Aristóteles: “Mas como o povo constitui sempre a parte mais numerosa do Estado, e é a opinião da maioria que faz a autoridade, é natural que seja esse o característico essencial da democracia.” A democracia destitui a forma de governo divino para nossas igrejas – a teocracia. Embora não liderarmos a revelia nem tendo como pretexto seguir orientações divinas para fazer nossas próprias vontades, somos instados por Deus para liderar o seu povo. Credenciados divinamente para, de forma coerente e sábia, dirigirmos teocraticamente à Igreja de Jesus Cristo aqui na Terra. Por isso a palavra final na igreja local é de seu pastor e não de um grupo isolado (At 15.28), mas que essa palavra seja totalmente na direção de Deus em comum acordo com os membros, quando assim for necessário (At 15.22). Um exemplo histórico de líder político é Pilatos, que cedeu à pressão dos judeus, tendo ele autoridade de Roma para debelar sobre a condenação ou não de Cristo, lavou as mãos, em um gesto de medo e insegurança diante do povo ficando esquivando-se.

O povo hebreu passou por um período de transição administrativo que, a princípio, antes de nação constituída, tinha como forma de governo os patriarcas, depois, já formada, teve o legislador Moises e o comandante militar Josué. Chegou a ser liderada por juízes e mudou para a forma sacerdotal, com Samuel, que era também, profeta e juiz, porém todo esse sistema de liderança estava baseado na forma teocrática. A transição de governo deu inicio a uma divisão sem precedentes na nação de Israel. Passou da teocrática para monárquica, embora também, este último fosse baseado na teocracia, mas o povo querendo se igualar com as nações vizinhas prevaricaram (1 Sm 8). Oremos para que Deus conscientize pastores e lideres que a verdadeira maneira de cuidar do rebanho dEle seja a dependência literal a Ele.

O Líder Controlador

Enfim, chegamos ao último de nossa lista – ao líder Controlador. Ninguém deseja seguir um líder que está sempre à sua porta, seguindo seus passos, supervisionando seu trabalho, investigando sua vida e querendo lhes impor submissão exacerbada e liderança debelatória. Assim age esse tipo de líder.

Muitos confundem a arte de liderar com o poder de controlar pessoas. Liderar, nas palavras de George Barna (2002, p. 7), é: “o processo de motivar, mobilizar, dar recursos e dirigir as pessoas a buscar, de modo entusiástico e estratégico, a visão de Deus que um grupo adota em conjunto.” Ao contrário dos líderes controladores, que ao apresentar uma tarefa, controla, supervisiona, corrigi, e reavalia todo o processo sem deixar que o membro que irá realizar, faça de modo pessoal. Acham que só eles podem executar tal tarefa com perfeição, subestimando a capacidade de seus liderados. O pastor de uma igreja local não deve assumir tarefas em todos os cargos, visto ser sua função de liderar; mas também não o impede de ser ativo em todas as áreas da igreja. O papel executivo nos departamentos é dos membros e o pastor delegará tarefas, evitando a convergência para si, como se não houvesse pessoas capazes em fazê-las; embora em algumas igrejas pequenas isso se torne inevitável, pelo fato dos membros não terem sido treinados com oportunidades que os capacitassem para determinadas tarefas  – consequência de líderes que já passaram nessas igrejas e não investiram na formação pessoal, achando-os que seus liderados não sabiam executar tarefas tão bem quanto eles próprios, ou mesmo tinha insegurança em sua liderança, temendo serem superados por seus membros, que tinham potencial para desempenharem tarefas importantes na congregação. Certa vez pastor João Bezerra, presidente da Conadec, afirmou-me a respeito de ter segurança em colocar novos obreiros para trabalhar: “filho, pode colocar os obreiros para trabalhar, eu faço assim, porque não tenho medo de perder minha liderança”.

Líderes que exigem de seus liderados a perfeição gera um clima de tensão fazendo com que seus membros desempenhem o trabalho, que é voluntário, por obrigação; impossibilitando uma relação de voluntariedade. Como disse Agusto Cury: “Hoje, muitos querem a perfeição absoluta, mas se esquecem das coisas mais simples que o Mestre valorizava e que financiava a intimidade com ele: um relacionamento íntimo, aberto, espontâneo, ainda que acompanhado de erros e dificuldades.”

Voltemos para o principio da liderança pela influencia. O líder controlador não dispõe desse recurso; ele é por natureza um ditador administrativo, esquecendo que a igreja é um bem divino; não é uma propriedade particular. Esse é um conceito divino escrito por Pedro: “nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.” (1Pe 5.3 – ARC).Um líder excelente não impõe, motiva; não dita regras, mobiliza os membros; não exige perfeição, prover recursos para alcançá-la; não controla as pessoas, dirige-as para a salvação.

Todos os tipos de líderes listados aqui são resultado da expressão de personalidades de pessoas que exercem função de liderança em instituições, tanto seculares como eclesiásticas, que não apreenderam a arte da liderança, pela lapidação de sua personalidade para a formação de um caráter cristalino. Visto ser o caráter fator essencial para influenciar pessoas e forjar líderes de sucesso, evitando o fracasso lideracional causado por esses negativos traços pessoais relacionados a lideres e liderados. Fique certo de que as pessoas seguirão lideres com caráter influenciável e não pela sua formação acadêmica, cargos funcionais, cursos teológicos ou especializações profissionais.

Ev. Cícero Araújo (pastor em Barroquinha-ce)

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