Propaganda – Uma Análise Discursiva Sobre A Comunicação

PROPAGANDA – UMA ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE A COMUNICAÇÃO.

Maria das Graças de Oliveira Franco da Silva¹

Graça.franco55@gmail.com

RESUMO

A linguagem da propaganda tem a função de prender a atenção do consumidor, visto que é composta de elementos criativos que combinados transformam essa pretensão em fato. Uma vez atingido esse objetivo, a linguagem da propaganda procurará levar o destinatário a comprar de uma ideia, um produto ou um serviço. Pode ter diversas interpretações e significados, se referindo às mensagens transmitidas para a sociedade pelos meios de informação, também através dos indivíduos que englobam essa comunicação social. Ou seja, um sistema produtivo que visa gerar e consumir ideias para diversos objetivos e públicos. Assim, esse artigo tem como objetivo apresentar a linguagem comunicativa enfatizada pelo discurso da propaganda. Trata-se de um estudo bibliografico, baseado na literatura pertinente ao tema, baseando-se em estudos da comunicação, seja televisão, rádio,revistas, charges ou discursos verbais populares..

Palavras-chave: Propaganda. Linguagem. Manipulação.

ABSTRAT

The language of advertising serves to secure the consumer’s attention, since it is composed of creative elements that combine to transform that claim into fact. Having reached that goal, the language of propaganda seek to lead the recipient to buy an idea, a product or a service. May have different interpretations and meanings, referring to messages delivered to society by the media, also through the individuals who comprise the media. That is, a production system that aims to generate and consume ideas for different purposes and audiences. Thus, this article aims to present communicative language emphasized by the discourse of advertising. This is a bibliographical study, based on literature relevant to the topic, based on studies of communication, whether television, radio, magazines, cartoons and verbal discourses popular.

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Keywords: Advertising. Language. Manipulation.

1 – INTRODUÇÃO

O crescimento da propaganda no dia-a-dia é notório através dos meios de comunicações e, principalmente, com o uso da internet que dar acesso a todas as pessoas não importam à idade, raça, etnia ou classe social com custos cada vez menores, possibilitando a inclusão de produtos no comércio e na sociedade e com isto alcançando o seu público-alvo. Propaganda é o ato de propagar ideias (propagare no latim) através de elementos como cores, imagens, sons e outros. Kotler, 2003, já dizia: “que não devemos esquecer que as pessoas são bombardeadas diariamente com 1.600 mensagens, apenas, 12 produzem reações”.

A propaganda teve início na Inglaterra no século XVIII, quando foi criada a Congregação para a propagação da Fé (Congretatio de Propaganda Fide). Composta de cardeais e foi fundada pelo Papa Gregório XV que tinha a finalidade de propagar a fé cristã nas missões estrangeiras. O objetivo da propaganda não é só vender o produto; levar o consumidor a comprar, mas também, tem importância muito grande no aquecimento da economia. De acordo com o Conselho Executivo de Normas Padrão – CENP, (órgão que normatiza a atividade publicitária no Brasil) a publicidade é sinônimo de propaganda. Quando um autor produz um texto existe um alvo que ele quer atingir, não é diferente da mensagem textual da propaganda. A propaganda quando produzida a sua intenção principal é influenciar, abranger, convencer o destinatário, aqueles para quem ela é dirigida: produtos a serem comercializados, eventos governamentais ou não-governamentais, política utilizando-se de: rádio, jornais, televisão, revistas, mídia, internet, outdoors, etc.. Portanto, seu retorno maior está sob a responsabilidade do agenciador que produz a mensagem.

2 – PROPAGANDA

Milena Pacheco, 2009, em sua monografia diz que: “Propaganda pode ser definida como o ato de propagar ideais, princípios e teorias, fixando uma ideia na mente do receptor”. “Kotler, 2003, afirma que a propaganda pode ser utilizada para desenvolver uma imagem duradoura ou para estimular vendas rápidas, sendo possível, através dela, alcançar diferentes públicos, mesmo que dispersos geograficamente”.

A Propaganda é a informação relacionada a um produto, marca, nos influenciando e, muitas vezes, é usada para informação enganosa. Na propaganda (1) nós temos um anúncio com uma imagem belíssima, mas a realidade é, completamente, diferente do que vimos no anúncio. Isto é, propaganda enganosa.

Do latim moderno, propaganda quer dizer “para ser espalhado”.  O sentido político atual data da I Guerra Mundial e, originalmente, não era pejorativo.  Pesquisas nos mostra que já na Roma Antiga, paredes de casa, principalmente, as que ficavam em ruas de mais movimento, eram usadas como suporte, para a propaganda. Hoje no Brasil não é diferente, principalmente, nas pequenas cidades. “As técnicas de propaganda foram cientificamente organizadas e aplicadas, inicialmente, pelo jornalista Walter Lippman e pelo psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Sigmund Freud, no início do século XX)”. A propaganda pode ser demonstrada através de: cartaz; ilustração científica; infografia; Publicidade; histórias em quadrinhos; Storyboard; Ilustração Infantil; Anúncio Outdoor; Desenho animado; Animatic; Cenário”.

2.1 – HISTÓRIA

Em latim arcaico, propaganda significa “propagare“. Em 1622, logo após o início da Guerra dos Trinta Anos, o Papa Gregório XV fundou o Congregatio de Propaganda Fide (“Congregação para a Propagação da Fé”), um comitê composto por cardeais cristãos para propagar a fé cristã nas missões estrangeiras em paises não-cristãos. Originalmente, o termo não era usado para se referir a informação enganosa. O latim moderno, denota sentido político da I Guerra Mundial, e não foi originalmente pejorativo.

Dentro da história da propaganda encontramos uma diversidade de artistas plásticos que também eram ilustradores: Albrecht Dürer, Hans Holbein (no sec.XIV e XV), Henri de Toulouse-Lautrec, Gustave Doré e Aubrey Beardsley (no sec.XIX), Alfred Kubin, Ben Shann, Paul Nash (no sec.XX). No século XX em Portugal, nomes como Stuart de Carvalhais, Bernando Marques, Maria Keil e, recentimente, António ou Cid eram os caricaturistas/cartoonistas. No final do século passado e no início deste, a ilustração portuguesa revelou novos talentos tanto nacional como internacionalmente: Pedro Salgado e André Carrilho. Hoje, a ilustração tem verdadeiros artistas que podem ir além da função tradicional e tronando-se conteúdo independente. Por exemplo, o papel da infografia (são representações visuais de informação). Com o avanço da tecnologia e a inclusão da computação gráfica a partir anos 90, dos softwares de computador e dispositivos mais fáceis de usar como as mesas digitalizadoras. O jornalista Walter Lippman e o psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Sigmund Freud), no século XX, foram os primeiros a usarem e aplicarem as técnicas de decodificação cientificamente. Durante a I Guerra Mundial, eles foram contratados pelo Presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson para participar da Comissão Creel, a missão encarregada de modificar o pensamento da população para entrar na guerra ao lado da Grã-Bretanha.

A atual indústria das Relações Públicas derivou-se do trabalho de Lippman e Bernays e continua sendo usada pelo governo dos Estados Unidos.

2.2 – LINGUAGEM DA PROPAGANADA

Sadmann (2005) afirma que a linguagem da propaganda, nem todas às vezes, são usados de forma correta, porque o seu único propósito é vender produtos e ficarmos sem saber o que aquela propaganda nos quer incentivar a comprar aquele serviço.

Santos (2010) diz: “que uma publicidade bem-feita é capaz de transformar um relógio em jóia, um carro em símbolo de prestígio e um pântano em paraíso tropical”. A linguagem da propaganda tem como objetivo, prender a atenção do consumidor, levando-o a comprar uma idéia, um produto ou um serviço; converter o seu produto no desejo do espectador provocando ações com a linguagem e os recursos usados. Mais do que saber o que “dizer”, é preciso saber como deve ser “dito”. Como conquistar ou espectador? Com a linguagem e os recursos usados analisando o texto privilegiando a conotação e a intertextualidade.

Fonte: Conotação e Denotação na linguagem da propaganda, 19 de agosto de 2009.

No termo “paisagem” pode observar que é uma linguagem conotativa e podemos fazer uma leitura, ou reflexão diferente. Daí então, pode ser usada para campanha. Por exemplo: campanhas prol idosos, que vivem nas ruas, meninos de ruas que vivem jogados e dormindo nas calçadas, porque não têm um abrigo para ficar.

A Importância da propaganda para sociedade é a informação. Ou seja,  um instrumentos que tem como objetivo concretizar nosso direito à informação em suas diversas modalidades ou serviços. A propaganda na política tem como objetivo divulgar um candidato, legenda ou coligação, projetos e metas a serem alcançadas.

Neste caso, mesmo que a mensagem traga informação verdadeira, pode haver o partidarismo e, não apresentar a realidade completa do quadro do objeto em questão.  “A propaganda, de forma neutra, é definida como forma as emoções, atitudes, opiniões e ações de público-alvo através da transmissão controlada de informação parcial (que pode ou não ser factual) através de canais diretos e de mídia” (NELSON, 1996).

3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A propaganda é a comunicação, transmissão dos fatos ou serviços que nos interessa, escrita através de anúncios e peças publicitárias através dos meios de comunicação existente em todo o mundo. No entanto, entendemos que o papel do publicitário e, conseqüentemente, o papel da publicidade precisa ir além da cultura de nossa sociedade e ter um conhecimento de mundo.

A revolução industrial, no final do século XVIII, mudou algumas estruturas institucionais existentes. Todavia, o crescimento do consumo, da oferta de produtos, da população nas cidades, a diminuição do poder da igreja nas decisões e pensamentos das pessoas, a diminuição do tempo de convívio entre os familiares houve uma importante mudança no método de expressar nossa cultura.

Daí então, com o enfraquecimento de instituições que influenciavam o pensamento da população (como a Igreja a família e a escola) os produtos passam a carregar significados e códigos que são aprendidos e decifrados socialmente sendo capaz de criar estilos de vida. Eles são formas importantes de comunicação social.

A importância dos produtos vai muito além das suas características físicas, porque estamos ensinando a população, que a propaganda não apenas informa o preço dos produtos; a qualidade; os códigos e onde podemos comprá-los, mas também, cria sentido para eles. São através das propagandas políticas, raramente verdadeiras (enganosas) que podemos identificar o político, suas metas, seu projeto de governo e suas intenções. Isto através do conhecimento de mundo.

Recordando a resolução 59, da Assembléia Geral das Nações Unidas, adotada em 1949, que declara: “A liberdade de informação é um direito humano fundamental e alicerce de todas as liberdades às quais estão consagradas as Nações Unidas […] A liberdade de informação requer, como elemento indispensável, à vontade e à capacidade de usar e de não abusar de seus privilégios

(http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/paz/dec78.htm)

4 – REFERÊNCIAS

NELSON, Richard Alan. A Chronology and Glossary of Propaganda in the United States, 1996

Arquivo de A e L da UNICAMP – www.arquivo. a e l. ifch.unicamp.br

Caminhos da Língua – www.caminhosdalingua.com.br

Ciência política – www.cienciapolitica.org.br

Dicionário Publicitário – d2drb.free.fr/ dicionário publicitário

Filologia – www.filosofia.org.br

www.jobajob.com.br/

Portal da Propaganda – www.portaldapropaganda.com

http://www.netcharles.com/orwell/articles/col-propaganda.htm

www.saberweb.com.br/meios_de_comunicacao/propaganda.htm

Sertão Net – setaonet.com.br/victornavah.html

Terra – www.paginas.terra.com.br

Trabalho aacadêmico – Universidade da Amazônia – UNAMA

Wikipédia – www.wikipédia.org – 2011