Resumo do texto de Yves Lacoste que, se encontra no livro A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra.

Resumo do texto de Yves Lacoste que, se encontra no livro A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra.

“A colocação de um poderoso conceito-obstáculo: a região – personagem.”

Yves Lacoste é considerado como um dos fundadores da Geografia Moderna. No seu livro “A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra” e, em especial, o capítulo que o geopolítico francês aborda sobre “A colocação de um poderoso conceito – obstáculo: a região – personagem”. Yves Lacoste observa que Paul Vidal de La Blache na obra “Quadro da Geografia da França (1905)” teve alguns equívocos com as realidades de constâncias mudanças (mudanças, estas em forma de espiral) no espaço geográfico, que tem como principal modelador o homem. Então, Yves Lacoste, considera que Paul Vidal de La Blache não mostra o que ele fez, na regionalização, acusando-o de certa maneira oculta que, La Blache em algumas argumentações se mantém prolixo (fala muito, porém não faz nada). Nesse sentido, Yves Lacoste salienta que as espacializações e, assim como, as regiões não poderão ficar / ser fixas, isto é, não podem somente, as regiões serem diagnosticadas como tradição, mas sim, sobretudo, Yves Lacoste articula que a região tem que ser diferencial, numa busca de compreensão em flexibilidades, sensibilidades, assim como, maturidades e prudências com as totalidades regionais (Humanas e Naturais) expressas na superfície terrestre, daí, critica La Blache, comentando que o conceito de região do mesmo, só atrapalha, ou seja, não nos ajuda a compreender nossas próprias regiões, pois La Blache não prestou atenção a fenômenos espetaculares, tal como o descobrimento da indústria. Portanto, Yves Lacoste considera que a Geografia não é mais uma enumeração e, uma mera descrição do relevo – clima – vegetação – população etc., mas um estudo das diferentes “regiões”, porque não podemos levar em consideração somente as formas, mas sim, também, suas dinâmicas e metamorfoses, a saber, seus conteúdos que modelam as formas nas paisagens geográficas.

Entretanto, Vidal de La Blache, “introduziu a idéia das descrições regionais aprofundadas, que são considerados a forma, a mais fina do pensamento geográfico”, porque ele revela que a paisagem de uma “região” é o resultado da superposição ao longo da história, das influências humanas e dos dados naturais, porém ele comete um grave erro, pois reflete que às descrições regionais são permanentes, deixando de lado, isto é, banindo todas as dinâmicas econômicas, sociais recente que, se reapropriam dos recursos naturais, pois, de fato, La Blache ignora tudo que tinha menos de um século e traduzia os efeitos da “Revolução Industrial”. Portanto, Vidal de La Blache insere sua concepção do homem – habitante dentro das abordagens do possibilismo, porém, essa expulsa para fora dos limites da reflexão geográfica, a importância do homem nas suas relações sociais e, por conseguinte, a importância do homem nas relações de produção (no modo de produção capitalista). Além do mais, comenta Yves Lacoste, o “homem vidaliano” não habita as cidades, pois ele mora, sobretudo no campo, sendo o habitante de paisagens que seus ancestrais longínquos modelaram e organizaram.

Contudo, La Blache se esqueceu de diagnosticar na divisão regional da França, isto é, no Quadro da Geografia da França (1905) que, cada categoria regional está integrada aos processos de mudanças, ou seja, os fluxos que não são permanentes, então, ele não levou em consideração, as configurações antrópica (fenômenos econômicos, sociais e políticos, por exemplo), que tem nas suas personificações, configurações geográficas particulares que não correspondem à da “região”. Então, ele não aderio a “região” como um conjunto de fatores externos e internos que estruturam as paisagens geográficas continuadamente.

Enfim, vendo as justificativas que, Yves Lacoste usa para criticar La Blache, temos que, para La Blache “a vida de um povo é inseparável da área que ele habita”. Pois, o mesmo se refere aos estabelecimentos humanos que adquirem fixidez (eternidades). Pois La Blache raciocina que, existe uma forte co-relação entre o homem e o solo, e na França isso não é diferente.

Contudo, em termos de críticas de autores renomados na Geografia, o Espaço Vital de Friedrich Ratzel, é criticado por Vidal de La Blache com o Quadro da Geografia da França que, por conseguinte, La Blache é criticado por Yves Lacoste com o livro A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Porém, não somente… .