Sem estrilar pague a conta.

SEM ESTRILAR PAGUE A CONTA

São Paulo a metrópole que fascina, recebe todo tipo de imigrantes vindo dos mais variados estados do Brasil e Paises vizinhos, atraídos por suas indústrias seu comercio, sua riqueza, São Paulo responde por 12,26 % do PIB de nosso Pais.

A cidade cresce sem que o planejamento e a infra-estrutura andem juntos, a periferia se expande sem que os olhos possam acompanhar, barracos são construídos da noite para o dia em área de preservação ambiental.

O transporte coletivo há muito deu mostras de colapso, nas unidades básicas de saúde e hospitais públicos esperam-se horas e horas para ser atendidos, o Paciente precisa ter paciência.

A violência é de todos o maior problema a ser enfrentado por Paulistanos e por aqueles que adotaram a cidade.

Bairros nobres convivem lado a lado com favelas, os larápios estão cada vez mais ousados, nada se constitui em obstáculos ao seu agir, grades, alarmes, circuito fechado de TV, cercas elétricas, vigilância noturna não são capazes de impedir a ação criminosa.

Tanto faz Bairros nobres ou na Periferia furtos e roubos a mão armada são uma constante, o cidadão é refém do medo, seu direito de ir e vir é restringido.

O sistema carcerário entrou em colapso, os presídios estão abarrotados de presos, sem que se disponha de verbas para construção de novas unidades prisional, onde deveria alojar cinco a seis presos lá se encontram dezoito a vinte detentos.

No Brasil estima-se que haja 494.598 presos, o numero lhe coloca como o terceiro maior encarcerador do planeta, seguido pela China em primeiro lugar e Estados Unidos em segundo.

Quando da realização do Seminário Justiça em Números Luciano Losekann, DMF. Assegurou que 44% do total São Presos provisórios esperando serem julgados.

Mais de 80% dos encarcerados encontram-se na mais completa ociosidade, após acordar tomam o café da manhã, almoçam jantam e no intervalo jogam futebol, ou aproveitam para se especializarem em novas técnicas criminosas.

Nos finais de semana recebem a visita de esposa ou amantes, que alem de combater o estresse via relação sexual, ainda serve como canal de comunicação com o mundo exterior.

A visita tem a sua disposição banho, alem de um local reservado para sua intimidade pessoal com o detento.

Cada detento custa ao Estado, à sociedade, $ 1.500,00 (mil e quinhentos) reais ao mês.

Seria até insignificante o custo mensal de um presidiário ao Estado, se a grande maioria do trabalhador Brasileiro não estivesse a receber um salário mínimo mensal e, depender desta única renda para alimentar esposa e filhos, pagar aluguel, água, luz e etc.

Também não se poderia criticar a política adotada pela Secretaria da Administração Penitenciaria, acaso os presidiários independente do regime que estejam obrigados a cumprir a pena que lhe fora imposta, fossem obrigados a trabalhar e produzir, com isto desonerando o Estado e o Cidadão de arcar com o alto custo de seu encarceramento.

Sem contar que ociosos, utilizam o tempo para aumentar seu relacionamento e planejar novos crimes, ao final quando colocados em liberdade, voltam mais violentos que antes, e a Sociedade paga a conta pela inércia estatal que deveria impor o trabalho a todos sem exceção, e também outras medidas sócio educativas, como principio de ressocialização do presidiário.

saiba que parte dos impostos que você direta ou indiretamente recolhe  quando compra algum produto ou serviço  é destinado a boa vida dos presidiários, pague a conta sem estrilar.

Mauricio C. Sampaio

Andréa Silva Sampaio

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