Tanto que não sei….

Não sei de tanta coisa que Jesus não falou. Não sei tanta coisa que Ele fez. Tanto não se escreveu. Tão pouco se revelou em texto, parcialmente por profecias.

São orlas o que tocamos, tateamos no escuro caos de nosso desiluminado entendimento.

Fortes asseverações muitos fizeram, contrários à sã doutirna. À parte teologias, eologias, psicologias, filosofias, ciências…”Que ciência é essa que eles têm?”, sem a intrínseca mansidão, sem Criador ou inspiração?

Muito me fiz calar, ainda assim minha língua se soltou, não em parábolas, mas em infinitudes insanas. Quantas espinhas nos peixes que não foram arrastados na rede de Pedro que se rasgou, quando soluçou por ser terrível pecador, não eram da qualidade dos peixes do menininho na relva distribuído, nem dos cestos que sobraram…

Sem falar dos degolados sem direito a bandejas de João, de Zacariases dos santuários ou Abel, da falta de um “Perdão!” Quando pouco ouvi, muito ofendi, em ira edomita. Amós nem era profeta. O mínimo enunciou, 1, 2, 3, 4, contou…

Somente o sangue é que vai clamar da terra de invejados, mal-vindos, herdeiros, da lavoura pronta. Ceifa, ou plantação? Semente, joio, ou falta de produção?

Calamos na hora errada, guardamos a língua da oração, enterramos em túmulos enfeitados, o gerado em partos de adoração.

Parecendo apaixonados, estamos muitas vezes longe do coração segundo o qual se faria a tradução.

Consoladores beliálicos fazem Jós jogar ao vento desesperadas palavras para serem publicadas encravadas como foi na cruz o Salvador.

Tanto que não sei, linha magna de música…”eu nunca saberei o preço”…

Meus profetas erraram, meus intérpretes prevaricaram contra mim…foi mais ou menos assim, na fonte que se abrira para todos, com as chaves encobertas sob capas acânicas.

Não sei quantos pontos me faltam na liturgia dos desvalidos, abandonados….

Só sei que acabarei concordando com Sócrates…menos sacrilégio que leis de pretexto que nada tem à ver com a da espiritual idade. Bebês sem discernimento, prometendo verdades.

Se não sei o que Deus escreveu no coração, qualquer coisa será vã repetição.

O fim é: teme a Deus, escreve pouco, fala pouco, mostra muito com esforço, para poder ensinar-me os mandamentos que não sei….mas que difícil admitir…que nada guardei…com a Palavra…só pequei, pequei, pequei!

Luz do mundo vieste à terra
para que eu pudesse te ver
Tua beleza me leva a adorar-te
quero contigo viver

Vim para adorar-te
vim para prostrar-me
vim para dizer que
és meu Deus
és totalmente amável
totalmente digno
tão maravilhoso para mim

Eterno Rei exaltado nas alturas
glorioso nos céus
Humilde vieste a terra que criaste
por amor pobre se fez

Vim para adorar-te
vim para prostrar-me
vim para dizer que
és meu Deus
és totalmente amável
totalmente digno
tão maravilhoso para mim

Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz
Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz
Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz…

(Michael Smith)