CRISE – entendendo os motivos.

Estar envolvido em desequilíbrio financeiro, com dividas além da capacidade, implica em pagar juros altos, taxas, tarifas e sufocar o crescimento comprometendo muitas vezes até a estabilidade para as funções e tarefas mais triviais do cotidiano.

A mais importante lição a ser aprendida neste momento é de que será necessário “abrir mão” de conquistas anteriores, ainda de temporariamente ou provisoriamente. Parece simples! Mas não é, pois em via de regra temos as conquistas como permanentes e inatingíveis. A reprogramação financeira antes de ser implementada, ainda na investigação, desvendará os motivos, isso mesmo plural, saiba que o descontrole financeiro ocorre por associação de fatores.

A reengenharia financeira passa por fases distintas e complementares:

  1. Investigação de FATORES  GERADORES DE CRISE;
  2. Planejamento
  3. Renegociação
  4. Execução
  5. Acompanhamento

Os FGC (FATORES GERADORES DE CRISE) têm que ser identificados, pois são neles que residem as motivações primárias da crise. A de se compreender que os fatores MESTRE ficam muitas vezes ocultos e o que se percebe inicialmente é na verdade o fruto. Exemplificando, o indivíduo passa por desemprego e acumula dívidas pelo período. Inicialmente o fator ”desemprego” pode ser indicado como o causador da situação, porém de fato não é! A FGC neste caso esta ligada a falta de planejamento e execução da poupança (5 a 6 vezes o valor de consumo da família em 30 dias) no período de estabilidade. A manutenção dos níveis de consumo igual entre os períodos também pode ter afetado a capacidade de adimplência. Observe que o desemprego é basicamente o fruto e não o mestre. Se aceitarmos o desemprego como fato mais importante, não pavimentamos a correção da origem (falta de planejamento e execução de poupança) e no futuro o ciclo (desemprego) poderá repetir-se com danos cada vez mais intensos, uma vez que a renda/compromissos tende a crescer.

PLANEJAMENTO, nesta fase, todos os levantamentos são efetuados. Indispensável conhecer e detalhar o montante do endividamento, assim taxa de juros, prazos, tipo de contrato e informações complementares como garantias, avalistas e etc… são o alicerce para o planejamento da sustentabilidade financeira. Agora temos os dados e informações que permitem avaliação e determinação de prioridades. Esta é a palavra (PRIORIADE) que alicerçará todas as ações de planejamento, pois os resultados de negociação/renegociação são mais efetivos e eficazes. A título de exemplificação não será o contrato de maior valor que será negociado primeiro, mas o com menor prazo (riscos de inadimplência) ou maior taxa de juros ou ainda a junção destes fatores, mas poderia ser o com garantias reais. A definição destas prioridades alicerça a condução da renegociação. Assim, como o pagamento das dívidas.

RENEGOCIAÇÃO – Nesta fase passamos do momento de identificar, planejar para a ação efetivamente. A máxima que temos que considerar é de que já temos o “NÃO” do interlocutor/credor, porém demonstrar com clareza os motivos da renegociação e a capacidade de pagamento são aliados para alcançar sucesso. Muitas vezes a renegociação passa pela consolidação de débitos, saiba mais sobre isso.

EXECUÇÃO – Fase em que tudo o que foi identificado (FGC), planejado e renegociado é posto em ação. Concomitante a mudança de hábito, os pagamentos, o controle de fluxo, vão ganhando forma para definir a nova e tão desejada situação. Creia este objetivo é tangível e não para poucos.

ACOMPANHAMENTO – Também pode ser chamado de re-avaliação, é como vacina para impedir que novos hábitos gerem (FGC) e certificar-se de que tudo esta na direção planejada com a execução dentro do previsto.

O consultor preparado para lhe auxiliar nas etapas torna o trabalho menos intenso e mais focado nos alvos adequados ao sucesso. Consulte o profissional para obter níveis satisfatórios de redução de custos. Aprenda a medir e avaliar situações de risco financeiro.

As etapas são factíveis, creia você pode!

 

Marcus Ferraz

www.agilcredito.com