Educação & EaD: Uma Visão Inovadora

EDUCAÇÃO & EaD: UMA VISÃO INOVADORA

AUTOR: OTACÍLIO DO CARMO DANTAS

RESUMO:

Quando tratamos de formas inovadores de educação, sem dúvida não podemos deixar de citar os sistemas de educação à distância (EaD). E o que seria educação à distância? Através deste artigo vamos tratar um pouco sobre esse tema que se faz tão presente em nosso mundo por conta da globalização.

 

ABSTRACT:

When it comes to innovative forms of education, we certainly can not fail to mention the systems of distance education (DE). And what is distance education? Through this article is about a little about this subject that is so present in our world due to globalization.

 

INTRODUÇÃO

Segundo alguns autores educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.

 

A história da educação brasileira mostra que até o final do século XX a grande maioria das Instituições de Ensino Superior não tinha envolvimento com educação a distância (LÈVI,1999,p.32). A primeira iniciativa de EaD, surgiu no país em 1904, com o ensino por correspondência: instituições privadas ofertando iniciação profissional em áreas técnicas, sem exigência de escolarização anterior. Esse modelo consagrou-se na metade do século, com a criação do Instituto Monitor (1939), do Instituto universal Brasileiro (1941) e de outras organizações similares, e de outras organizações similares responsáveis pelo atendimento de mais de três milhões de estudantes em cursos abertos de inicialização profissionalizante pela modalidade de ensino por correspondência. (ALVES, 1994,p.04).

Com a consolidação da última reforma educacional brasileira em 1996, com base na Lei 9.394/96,que oficializou a política nacional da educação a distância no país como modalidade válida no país e equivalente para todos os níveis de ensino e pela primeira vez na história  da legislação ordinária, formalizou-se a EaD em quatro artigos que compõem um capítulo específico:

Artigo 80 da Lei 9394 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância em todos os níveis e modalidades de ensino e de educação continuada.

1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por  instituições especificamente credenciadas pela União.

2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registros de diploma relativo a curso de educação a distância.

3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação caberão aos respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.

4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado, que incluirá:

I-                   Custos de transmissão em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

II-                Concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas;

 

As políticas públicas, atualmente tem importante função no desenvolvimento e gerenciamento de novas ações que venham criar ou transformar modelos de organizações sociais, culturais, econômicas, a posição do governo interfere diretamente nesse aspecto, o que não é diferente nas questões voltadas para a educação. NISKIER(1999,P.58) define políticas públicas: “ produto de uma autoridade investida de poder público e de legitimidade governamental”.

Hoje, a educação, para alguns é vista como um “negócio”, com o pretexto de modernização a qualquer preço, os empresários da educação- que vêem os cursos como um negócio qualquer, os estudantes como clientes, e por aí vai. Muitos investimentos públicos têm contribuído para a evolução desse negócio e várias práticas de universidade públicas e particulares também o reforçam (PIMENTEL, 2004, p.73).

DESENVOLVIMENTO:

Nesse ponto veremos algumas definições de grandes autores sobre o conceito de EaD:

G. Dohmem (1967):

EaD é uma forma organizada de ­estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que é apresentado, onde o sucesso do estudante depende da “supervisão” de um grupo de educadores. Isto é possível de ser feito a distância através da aplicação de meios de comunicação com capacidade de atingir longas distâncias.

O. Peters (1973):

Educação/ensino a distância é uma metodologia de se “dividir” habilidades, conhecimento, e atitudes, através  da divisão do trabalho e de princípios de organização, seja pela utilização extensiva de meios de comunicação, com o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade. É uma forma industrializada de ensinar e aprender.
M. Moore (1973):

Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.

B. Holmberg (1977):

O termo “educação a distância” se “camufla” sob várias formas de estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da organização do ensino.

 

CONCLUSÃO:

Por fim, basicamente conclui-se que faz-se necessário um aprofundamento no estudo da metodologia utilizada na formulação dos parâmetros que embasam as modalidade de ensino a distância e presencial para que esta modalidade inovadora seja realmente eficaz.

 

REFERÊNCIAS:

 

NISKIER, Arnaldo. Educação a Distância: A Tecnologia da Esperança. São Paulo: Loyola, 1999.

BRASIL, Educação a Distância, Decreto n. 2.494, de 10 de fevereiro de 1998.

PIMENTEL, Nara Maria. Educação a Distância na formação continuada de educadores. 2000. Dissertação (Mestrado)- Programa  de Pós – Graduação em Engenharia de Produção, Universidade  Federal de Santa Catarina. Pesquisa online em 09 de novembro de 2009.

LÉVI, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 1995.