Fim da Copa, que venham as eleições

De tempos em tempos as pessoas são tomadas por ondas de sentimentos fortes surgidas a partir de acontecimentos sazonais de grande impacto. Sempre com importância significativa na difusão desses fatos, a mídia exerce papel de agente da informação durante os processos, mesmo que às vezes os profissionais se deixem levar pela passionalidade em detrimento da imparcialidade que algumas situações exigem. Daí certa implicância com o “jeito Globo” de transmitir a Copa do Mundo, por exemplo. Alguns profissionais extrapolam no exercício da função e conquistam a antipatia do público, haja vista o movimento “Cala boca Galvão” difundido pelo Twitter durante o mundial e que a Globo inutilmente tentou conter, inclusive criando histórias para tentar ludibriar o telespectador diante de uma destacada faixa que apareceu durante a transmissão de um dos jogos.

Falando no torneio, alguns nomes se sobressaíram. Não falo de jogadores, já que o evento deixou a desejar nos quesitos que mais interessam quando o assunto é futebol. Os dribles, belas jogadas e principalmente gols, fizeram muita falta, sem trocadilhos, no Mundial da África. Certamente seria impossível contar durante uma transmissão quantas vezes eram mencionadas palavras como “Vuvuzela” ou “Jabulani”. A modelo paraguaia Larissa Riquelme virou celebridade mundial devido às aparições, declarações e principalmente pelo interessante “porta objetos” onde guardava o celular. O astro Mick Jagger se destacou pelo azar como torcedor, e o jogador que mais apareceu na imprensa na reta final da Copa foi o goleiro do Flamengo, Bruno. Em época de muitas apostas e bolões o grande ganhador foi Paul, o Polvo Alemão, que “acertou” todos os resultados dos jogos.

Molusco por molusco, Lula, o presidente poderia trazer Paul, o vidente, para fazer uma previsão em relação às eleições presidenciais. Saberia com antecedência se Dilma, a candidata, venceria o principal oponente, Serra, o tucano. Só não pode se esquecer de manter Jagger, o azarado, bem distante. Admirador que é das “belezas do Brasil” e frequentador das nossas terras pode cismar de torcer pelo PT, aí já sabe né. Preparemo-nos. Sai de campo a Jabulani e entram os candidatos com aquela “prosa agradável” e recíproco tratamento amistoso. Elegantes, éticos e educados (?) uns com os outros pedem o nosso voto como se fossem velhos amigos. Apesar de todos os contras temos a obrigação de votar, não sem antes fazer uma profunda reflexão acerca de tudo e todos. Muitas mazelas que acontecem, só acontecem por nossa causa, somos nós quem votamos. A próxima Copa será aqui, por enquanto que venham as eleições.