LEITURA: COMO MOTIVAR O APRENDIZADO NA ESCOLA PÚBLICA

LEITURA: COMO MOTIVAR O APRENDIZADO NA ESCOLA PÚBLICA

Elisa Oliveira da Conceição [1]

RESUMO:

Este artigo teve como objetivo geral desenvolver técnicas metodológicas que despertem o gosto pela leitura e consequentemente facilite a compreensão de textos. Além desses aspectos, possui como objetivos específicos motivar o processo de aprendizado na escola pública através do hábito de ler, verificar textos que facilitem o ato de interpretar textos e discutir junto aos alunos textos que atendam seus interesses.

ABSTRACT:

This paper aimed to develop methodological techniques that awaken the taste for reading and therefore facilitates the understanding of texts. Besides these aspects, has specific objectives motivate the learning process in public schools through the habit of reading, checking texts to facilitate the act of interpreting texts and discuss with the students texts that meet their interests.

1. INTRODUÇÃO

A leitura ocupa um lugar muito importante para o aprendizado do aluno. Daí a necessidade da escola proporcionar o máximo de leitura aos alunos com textos mais variados possíveis, podendo ser desde uma revista á uma obra famosíssima da nossa literatura, pois desta forma, através de variados textos é que os alunos irão conhecer mais do mundo em que eles vivem. A família deve se conscientizar e motivar esse hábito de leitura.

Além desse aspecto, a escola deve estar consciente que o seu trabalho resultará na formação de pessoas aptas para empregar a leitura além das palavras.

Por fim, é necessário que a escola, a família e a comunidade como um todo, trabalhem juntos no sentido de melhorar o nível dos leitores, criando projetos de leitura, de forma que o aluno esteja informado á respeito de sua sociedade, e seja capaz de entendê-la, para que possa atuar de forma consciente, sendo um cidadão consciente.

2. DESENVOLVIMENTO: CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

A Escola Estadual Professora Ofenísia Soares Freire está localizada na Rua “M”, nº 198, Conjunto Augusto Franco. Tem como diretora a senhora Tânia Lúcia Barbosa Barros e como coordenadora Rejane da Silva Ferreira. A escola possui 11 turmas somando todos os turnos. As séries vão da 1ª á 8ª série do ensino fundamental e possuem no total cerca de 705 alunos, sendo que a condição sócio-econômica desses alunos é precária.

Os professores são no total 37, somando – se os três turnos. Estes possuem no mínimo graduação. Em média a escola possui cerca de 35 alunos por sala.

O tipo de construção do prédio da escola é específico, nos padrões estipulados para as escolas públicas do estado. No que se refere á limpeza, as salas e banheiros estão em estado regular. Não existem muitos ambientes variados. Pode-se notar a falta de auditório, quadra poli-esportiva, laboratório de informática, enfim, um local apropriado para o lazer os alunos e atividades de extensão da sala de aula. Não existe um espaço específico para lazer e recreação. Há apenas um pátio que serve como espaço de lazer, de recreação e esporte, utilizado mediante a necessidade de cada um.

Apesar desses aspectos, a escola possui biblioteca, sala de vídeo, sala dos professores, aparelho de DVD, retroprojetor, copiadora que não funciona, internet, televisor, micro system, mapas e um acervo bibliográfico não muito variado. Existe um Comitê Pedagógico composto por alguns integrantes, porém não tem sala específica para o mesmo.

A escola não possui projeto político-pedagógico nem supervisão escolar, que deveriam ser realizadas por psicólogos ou assistentes sociais.

Na Escola Estadual Professora Ofenísia Soares Freire não existe o uso de mimeógrafo, computador e impressora para os alunos. Só disponibilizam para eles o retro-projetor quando solicitado pelo professor. Usa-se quadro de negro e quadro branco simultaneamente e quase todos estão bem conservados.

O poder de autonomia da escola para tomar decisões é integrado juntamente com a Secretaria de Estado da Educação. A escola faz sistematicamente levantamento de dados e informações para o diagnóstico a cada três anos. As concepções pedagógicas adotadas pela escola são a construtivista e a sócio-interacionista. A gestão escolar é democrática e participativa.

3. METODOLOGIA UTILIZADA

O estudo, objeto deste trabalho, foi realizado no 1 semestre deste ano letivo, fazendo parte dos estudos regulares do curso de letras, sendo de aplicação prática entre os acadêmicos da Faculdade Atlântico.

A seleção dos elementos que constarão nos procedimentos metodológicos está relacionada de acordo com o problema a ser abordado em sala de aula, que neste caso é a dificuldade dos alunos do 6º ano da Escola Estadual Ofenísia Soares Freire têm em interpretar textos.

Foi observada essa dificuldade em virtude dos alunos sempre estarem dispersos enquanto trabalhavasse textos em sala de aula. E sendo assim, para a realização deste projeto de trabalho, coletaram-se dados através do instrumental utilizado (observação), procedimento tipológico, da obtenção de informações por pesquisa bibliográficas realizadas através de artigos referentes ao tema abordado além do uso da Internet.

4. REFERENCIAL TEÓRICO

O conteúdo a ser mostrado é um trabalho voltado para o destaque do uso de textos variados como um meio de auxílio para a educação, tendo como base o conceito de que o professor deve ter a habilidade para desenvolver situações adequadas, as quais motivem a leitura e todo o trabalho relacionado á ela na sala de aula.

De acordo com Vicente Martins, o professor não pode esperar que os alunos compreendam o mesmo que ele, a turma deve aprender a tirar as próprias conclusões, criando neles um censo crítico.

Pudemos observar isto com os alunos da 6ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Profª. Ofenísia S. Freire. A turma deve saber previamente o objetivo do texto a ser mostrado na sala. Isso é fundamental para facilitar a compreensão. Uma recomendação valiosa é sempre avaliar se estão acompanhando o texto ou perderam o fio da meada.

Por fim, podemos concluir que a atenção deve ser especial para os alunos, com observação de comportamento, relacionamento com os colegas e quem sabe até criação de programas que dêem mais atenção a estes aluno0s que de alguma forma não acompanham a rotina da sala.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RODRIGUES, Auro de Jesus. Metodologia Científica. São Paulo: Avercamp, 2006.

GIL, Antônio Carlos, 1946. Como elaborar um Projeto de Pesquisa-3ª Edição. São Paulo: Atlas, 1991.


[1] Graduada em Letras Português&Inglês e suas respectivas literaturas. E-mail: eoconceicao@hotmail.com.