Um país com sede de Leitura

Acreditamos que a aprendizagem da leitura liga-se por tradição ao processo de formação global do indivíduo, à sua capacitação para o convívio e atuação social, política, econômica e cultural.

Saber ler significa possuir as bases de uma educação adequada para vida, significa inteirar-se do mundo, sendo também uma forma de conquistar autonomia.

A leitura é a ponte para o processo educacional eficiente. Todavia, a “crise da leitura” faz com que os educadores se tornem impotentes. Para a maioria destes educadores essa crise é devido à ausência de leitura de texto escrito, principalmente livros, já que a leitura num sentido abrangente está mais ou menos fora de cogitação.

O Brasil, em termos de publicações, distribuição e venda de material impresso, principalmente livros, deixa muito a desejar. Quanto a bibliotecas, nem se fala. Mas a oferta vem aumentando, inclusive preços acessíveis a camadas mais amplas da população.

No Brasil há toda uma mobilização em torno do fomento à leitura e a aquisição de livros. Toda essa mobilização em torno da leitura e do livro é mais do que oportuna: é urgente. Afinal, a leitura é muito mais do que um instrumento escolar. É um passaporte para a entrada na cultura escrita. Não se concebe uma cidadania plena sem a utilização da leitura. E ler na escola é ler para inserir-se na sociedade letrada. A leitura não é somente a apropriação do ato de ler e escrever; ela envolve o domínio de um conjunto de práticas culturais que envolvem uma compreensão do mundo diferente daquela dos que não têm acesso à leitura.

A leitura tem um papel tão significativo na sociedade que podemos dizer que ela cria novas identidades, novas formas de inserção social, novas maneiras de pensar e agir.


É preciso facilitar e promover a vontade de ler. Aprende-se a ler, também por meio de métodos inovadores. Contudo, o mais importante é encontrar sentido na leitura, o prazer de ler, de descobrir, de saber que após um texto nunca somos os mesmos.

Sentido pode ser o que o texto traz, da descoberta de que, quando alguém escreve aquele texto, ele o faz de algum lugar social e tem uma preocupação com o seu leitor – que já existe no momento da produção-textual, entender os mais variados e diferentes sentidos. A leitura não pode ser tomada como algo sofrido, mas sim como algo útil, satisfatório, significativo.