Análise Dinamométrica em Membros Superiores em Praticantes de Musculação na Academia do SESC Cruz Alta RS

ANÁLISE DINAMOMÉTRICA EM MEMBROS SUPERIORES EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO NA ACADEMIA DO SESC

CRUZ ALTA-RS

ILHA, Fabio de Vargas[1]; MARTINS, Erecy Roberto Segala [2]

RESUMO

O objetivo deste foi a analise dinamometrica em membros superiores em praticantes de musculação na academia do SESC de Cruz Alta-RS. Este estudo caracterizou-se como uma pesquisa descritiva diagnóstica, onde a amostra foi constituída de 31 praticantes de musculação, sendo 15 do sexo feminino e 16 do sexo masculino. Tendo no mínimo 36 sessões. O instrumento de avaliação foi utilizado o dinamômetro de marca Jamar Bolengbrook Il 60440 Sammons Preston INC para medir a pressão e fita métrica para medir diâmetro do braço direito e esquerdo. A analise dos dados foi feita da estatística através do teste “t” com nível de significância p<0.05, media e desvio padrão para verificar a diferença entre força do braço direito e esquerdo. Após a analise dos dados conclui-se que ocorreu uma aumento na força de braço direito e esquerdo do pré teste para o pós teste. Também ocorreu um aumento no perímetro braço esquerdo e do braço direito. Na comparação entre o pré teste e o pos teste se ocorreu diferenças estatisticamente significativas pode se notar que houve na força de braço direito e esquerdo e no perímetro de braço direito.

Palavras chave: Força dinâmica, musculação.

ABSTRACT

The objective of this analysis was the dynamometer in the upper body builders in the gym SESC the Cruz Alta-RS. This study characterized as a descriptive diagnosis, where the sample consisted of 31 bodybuilders, 15 female and 16 male. Having at least 36 sessions. The assessment tool was used to mark Jamar dynamometer Bolengbrook Il 60440th Sammons Preston Inc. to measure the pressure and measuring tape to measure the diameter of the left and right arms. The data analysis was done using the statistical t test with significance level p <0.05, average and standard deviation to determine the difference between strength of left and right arms. After the data analysis it is concluded that there was an increase in the strength of his right arm and left side of the pretest to posttest. There was also an increase in the perimeter of the left arm and right arm. Comparing the pretest and posttest that was statistically significant differences can be noted that there was strength in right arm and left the perimeter of the right arm.

Keywords: dynamic power, weight training

INTRODUÇÂO

Avaliar qual a intensidade de força de membros superiores em trabalhos de academia sempre foi a maior preocupação de profissionais da área da Educação Física, principalmente quando se refere a membros superiores pois a um grande interesse ate mesmo estético em relação ao aumento de volume e intensidade de força relacionada a tais membros.

Entendendo que profissionais da área da saúde devem prescrever programas com exercícios físicos que respeitem a individualidade biológica e que tenham uma carga de trabalho adequada, e imprescindível que o profissional se interesse por métodos que viabilizem maior compreensão do individuo, visando a coerência entre este e sua percepção com a relação á atividade física desenvolvida.

Embora a força muscular seja uma variável importante, ainda não é claro o critério mais adequado para o controle da intensidade de esforço neste tipo de trabalho.

Segundo Ramos, (1998) a força dinâmica é a manifestação que produz o maior ganho em hipertrofia muscular e por esse motivo é muito utilizada por pessoas de academia que querem hipertrofiar dentro desse grupo estão às mulheres que desejam enrijecer.

A força dinâmica aumenta como adaptação ao metabolismo basal, que uma vez que aumenta o gasto calórico em repouso, contribui para que ocorra uma modificação no percentual de gordura, no sentido da sua diminuição.

Segundo Tubino (1979), a força explosiva é um tipo de força que pode ser explicada pela capacidade de exercer o Maximo de energia num ato explosivo.

Segundo Monteiro (2000), a força é medida através da máxima contração voluntária (MCV) que um músculo ou agrupamento muscular desenvolve em determinado ângulo de movimento. Geralmente é aferido através de dinamômetros. O dinamômetro é um tipo de equipamento que mensura o comportamento da carga alargada ou tensão por deformação de uma mola, como o caso do trabalho que será aferido através do dinamômetro pois a  busca incessante por mensurar a força dinâmica de membros superiores faz com que profissionais da área estejam sempre a procura de métodos para tal avaliação, surge então o questionamento: Qual será a variação da força dinâmica em membros superiores em alunos da musculação da academia do SESC, de Cruz Alta RS?

Seja usando um dinamômetro ou avaliação subjetiva existem boas razões para se avaliar a força dos alunos poderia ser de importância vital para o professor de Educação Física para o seu programa e para seus alunos.

O controle da intensidade e esforço em exercícios com aparelhos, sempre foi uma preocupação dos profissionais da área de Educação Física, entretanto é importante salientar que não é o único aspecto a ser observado, mais é um aspecto muito importante quando se pensa nas atividades de vida diária as AVD`s.

Meu interesse em pesquisar sobre esse tema se faz em função de realizar monitoramento na academia do SESC de Cruz Alta, e por observação dos alunos que praticam exercícios em aparelhos, mas que nunca se preocuparam em saber se sua força aumenta ou não com a pratica de exercícios resistidos em membros superiores.

A experiência do profissional que atua em academia no setor de ERP é fundamental no momento de dosar não só as cargas totais da sessão de treinamento, mas também no momento em que ele tem que achar alternativas para mensurar como esta o progresso ou não de seus alunos.

As medidas de avaliação realizadas em academias é um tema que é amplamente discutido e apontado por vários pesquisadores no Brasil e no mundo, mas em relação a força dinâmica em membros superiores é difícil ser encontrado, pois as medidas e testes em relação a força se concentram mais nos membros inferiores devido a sua utilidade de locomoção e treinamentos  para o uso nos esportes individuais e coletivos.

Alguns parâmetros já são conhecidos: sabe-se que a força de preensão manual dos 16 aos 45 anos é de aproximadamente 45 kg; aos 55 anos, ela cai para 34 kg e, aos 75 anos, para 22 kg (SHEPHARD, 2003).

No entanto antes de iniciar qualquer programa de exercícios físicos é de fundamental importância à realização de avaliações diagnostica, pois é somente através desta que se pode ter certeza dos efeitos dos programas de exercícios físicos, desta forma justifica-se este estudo que teve como objetivo avaliar a força dinâmica em membros superiores em praticantes de musculação da academia do SESC de Cruz Alta-RS.

A musculação é uma atividade que consiste em trabalhar a musculatura corporal, realizando exercícios contra uma resistência que pode ser empregada das mais variadas formas, como uma carga num halter ou numa barra longa, num aparelho com baterias de placas, tensores elásticos, aparelhos de ar comprimido, ou simplesmente contra a força da gravidade (UCHIDA, 2004).

Nas décadas de 30 e 40 os exercícios com peso eram exclusivamente direcionados a atletas, principalmente pela sobrecarga que apresentam e pelo desconhecimento desse treinamento, pois se pensava que os praticantes não-atletas ficariam mais suscetíveis a lesões. Tal crença mostrou-se absolutamente falsa, já que nos últimos 30 anos, os exercícios com pesos têm sido considerados importantes estratégias para ganhos relacionados a força e massa muscular. Mas recentemente outros benefícios passaram a ser conhecidos e aplicados, principalmente na relação de aptidão física e saúde (FLECK, 2003).

Pode ser definida como a execução de movimentos biomecânicos localizados em seguimentos musculares definido com a utilização de sobre carga externa ou peso do próprio corpo (GUEDES; 1997).

A musculação pode ser realizadas por diferentes grupos de indivíduos, desde adolescentes à idosos, passando por aquelas pessoas que precisam de cuidados especiais, como cardiopatas (portadores de distúrbios no coração), diabéticos, hipertensos (indivíduos com pressão arterial acima do normal), portadores de deficiência física, indivíduos que estão em fase de recuperação de lesões ou em quadro pós-operatório, liberados pelo médico para fortalecimento muscular (SANTAREM, 2005).

Segundo Bean (1999), é um mito dizer que a musculação faz a pessoa ficar excessivamente musculosa, que reduz a flexibilidade ou danifica as articulações. O treinamento de força melhora o físico tanto dos homens quanto das mulheres e não desenvolve excessivamente os músculos dando uma aparência masculina as mulheres. O treinamento de força oferece muitos benefícios a saúde e ao condicionamento físico.

A musculação tem um papel muito vantajoso no processo de emagrecimento e melhora da saúde e qualidade de vida do obeso. Os exercícios anaeróbios, com o trabalho de força em musculação, não utilizam substrato energético durante o exercício. Por isso, a maioria dos profissionais da saúde entendia que o tipo de atividade não traria benefícios aeróbicos como maneira de aumentar o gasto calórico e a oxidação de ácidos graxos. Na verdade, a musculação tem um papel muito importante no programa de perda de peso ponderal. A musculação tem provado na maioria das pesquisas ser uma eficiente forma de aumentar o metabolismo de repouso (através do aumento da massa corporal magra) e diminuir a porcentagem de gordura corporal (CAMPOS, 2004).

Em musculação não existe nada exato, pesquisas podem sugerir séries e repetições, essas ‘receitinhas’ que prometem milagres, mas na realidade não funciona dessa maneira tão simples.

Existem dicas que são extremamente importantes para o treino. Guimarães Neto 2003 reforça que para tornar um treino de hipertrofia eficiente é necessário estressar ao máximo o músculo, para estimular a ocorrência de micro traumas. Para isso utilizamos cargas bem elevadas e realizamos a fase positiva do movimento da forma mais explosiva possível e controlamos a fase negativa, pois nesta fase mais tipicamente as micro rupturas teciduais, sendo que o processo de hipertrofia é intimamente ligado à reparação dessas micro traumas. O descanso de uma série e outra deve ser o mínimo possível, pois só assim estaremos recrutando e exaurindo cada fibra muscular neste caso não é interessante que o músculo se recupere totalmente antes da próxima série ou exercício. Quando se treina força ou potencia ao invés de estressar o músculo ao máximo procuramos atingir o músculo de outro modo, fazendo um maior numero de repetições e um descaso maior para que as reservas de glicogênio se restabeleçam e a carga se mantenha elevada. Não é preponderante neste treino a fase negativa, porém é importante que haja um certo controle para evitar o risco de lesões de tecidos moles.       Ainda Guimarães Neto (2002), a fase negativa de movimento deve durar mais que a fase positiva, para melhores resultados em termo de hipertrofia e mesmo por questão de segurança.

A musculação persiste no aumento de uma performance específica , tem como finalidade principal o desenvolvimento de força que inclui o uso regular de pesos livres máquinas, peso corporal e outras formas de equipamento, tem como finalidade principal melhorar a força, potencia e resistência muscular tornando-se uma forma crescente popular de atividade física. Recentes recomendações têm sido feitas em relação à prática de treinamento em populações sadias e em populações especiais. É aceito, geralmente, que o treinamento de força causa aumento da massa magra, ganho de força e potencia muscular além de ser útil como incremento físico (SIMÃO, 2004).

O corpo humano estrutura-se ao redor de um esqueleto ósseo, em que dois ou mais ossos unem-se para formar uma articulação que se mantém unida por tiras de tecido conjuntivo chamado ligamento, o esqueleto é coberto 656 músculos que representam aproximadamente 40% do peso corporal, total (BOMPA; CORNACCHIA, 2000).

Todos os músculos contêm vasos que se afunilam em pequenos túbulos especializados chamados de capilares e vênulas, a quantidade sempre necessária para a contração muscular depende da intensidade do exercício (PINI, 1983).

O tempo ideal é aquele onde são escolhidos os meios e métodos adequados com controle de carga eficiente dentro de um principio de progressão ao longe do tempo, dessa forma, são atingidos os objetivos no momento planejado e com segurança. (ROGERS; ROBERTS, 2002).

A contribuição dos exercícios físicos em geral para o processo de emagrecimento decorre do aumento no gasto calórico diário, e do estímulo ao metabolismo. No caso da musculação, além desses efeitos, ocorre o aumento da taxa metabólica basal devido ao aumento da massa muscular. Assim sendo, deve-se ter a consciência de que a composição corporal muda favoravelmente no sentido da saúde, da aptidão física e da modelagem do corpo (MORAES, 2006).

A musculação melhora a postura, pois a maioria dos casos de dores nas costas é relacionada à fraqueza muscular e à falta de flexibilidade. Além disso, melhora a auto-estima, ágil, saudável, confiante e de bem consigo mesmo. Melhora também o sono e o bem estar (COSSENZA, 1992).

De acordo com Arantes Porto (2006), a atividade física é uma aliada imprescindível para alcançar uma boa forma física e sua pratica deve ser desenvolvida de uma forma prazerosa e continua ao longo da vida. A preocupação em promover e manter a saúde deve ser bem ressaltada para a população mundial que, cada vez mais, necessita, em sua rotina diária a pratica de exercícios físicos regulares para combater os efeitos nocivos da vida sedentária.

O ser humano possui, entre suas capacidades, uma muito especial, que é o movimento. Desta maneira, isto é, o homem é capaz de se locomover, de se levantar de uma cadeira, de pegar um copo, de executar um chute numa partida de futebol. As infinitas possibilidades de movimentos que podem ser realizados ocorrem também em função da capacidade humana de produzir função. Se no passado, ao se falar em força vinha quase que no mediato em nossa mente um individuo forte, levantando uma barra, hoje, graças aos avanços científicos e a quase derrubada total dos preconceitos a força deixa de se associar somente a um homem hipertrofiado e passa a se também como parceria a saúde (RAMOS, 2000).

A força muscular é a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão específico e movimento e em uma determinada velocidade.

A maioria dos atletas e muitos não atletas que treinam com pesos esperam que os ganhos em força e potência, produzidos por um programa de treinamento de força, resultem em um melhor desempenho esportivo (FLECK E KRAEMER, 1999).

Segundo Fleck e Kraemer, (1997) o treinamento da potência cria aumentos específicos na ativação muscular e nas proporções no desenvolvimento da força.

É comum observar que, no momento em que indivíduos não treinados iniciam um processo de treinamento com pesos, existe uma rápida elevação nas taxas de força e, consequentemente, na potência muscular, sem alterações significativas no tamanho do músculo (SIMÃO, 2003).

Tais resultados podem ser obtidos por um aumento na capacidade coordenativa do músculo, tanto na forma intramuscular como na intermuscular, e quando um membro é treinado o outro aumenta significativamente sua capacidade de força sem evidencias de hipertrofia. (BEAN, 1999).

A maioria dos estudos apresentados conclui que a velocidade de movimento tende a aprimorar-se em conseqüência do desenvolvimento do trabalho de força. Os programas de exercícios de fortalecimento muscular desenvolvidos principalmente para um determinado esporte, ou arte especificamente, podem ser usados como parte suplementar do trabalho físico habitual ando efetivamente as habilidades motoras e a aptidão individual. (LEAL, 1998).

Evite a fadiga à velocidade é a chave para o desenvolvimento da potência. Quando você começa a cansar, a velocidade diminui e, quando isso acontece, você não está mais treinando potência. A fadiga, durante o treinamento de potência, é causada ou pela diminuição da concentração de ATP-PC (a fonte imediata de energia, no músculo) ou pelo aumento de ácido lático. Se você quiser aumentar a potência, precisa controlar as causas da fadiga. Isso pode ser obtido diminuindo-se a duração da série ou aumentando o intervalo para repouso entre elas. Esteja você treinando no ginásio ou na água, as séries de treinamento de potência não devem demorar mais que 15 segundos, pois este é o tempo que leva para a depleção do ATP-PC dos músculos. Séries mais longas só aumentarão a quantidade de ácido lático no sistema, sem melhorar a potência (FLECK E KRAEMER, 1999).

A hipertrofia muscular é a resposta básica ao treinamento de força, que ocorre de forma mais significativa em homens do que mulheres, a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, responsável por promover o crescimento e o desenvolvimento dos órgãos reprodutores e das características sexuais secundárias (KATCH; MCARDLE, 1996).

O treinamento de alta intensidade parece aumentar os níveis de repouso da testosterona e também a quantidade de seus sítios receptores (PINI, 1983).

A força é a capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, sendo um quesito fundamental na maioria das atividades físicas de crianças e adultos, o treinamento de força é um método de exercício de resistência progressiva especifico para aumentar a força muscular, no entanto, o trino de força, quando mal orientado pode ser uma atividade física de risco, provocando lesões tais como problemas articulares, dores lombares e mesmo hipertensão pulmonar (SIMÃO, 1967).

A potencia muscular é altamente dependente da força e ambas são importnates para a performances desportivas e para o desempenho das atividades coidianas. A adaptação mais comum de musculos após este tipo de treinamento é o aumento da capacidade máxima de produzir força, ou seja, um aumento na força muscular, em primeiro lugar como resultado de adaptações neurais, e um aumento no tamanho da fibra muscular (KISNER E COLBY, 2005).

A força muscular é um termo amplo que se refere à habilidade do tecido contráril de produzir tensão e uma força resultante com base nas demandas impostas sobre o músculo, e é a maior força mensurável que pode ser exercida pelo músculo ou grupo muscular para vencer uma resistencia durante um esforço máximo único. A força muscular insuficiente pode contribuir para as grandes perdas funcionais, inclusive das atividades diárias mais importantes. O desenvolvimento de força muscular é um componente essencial da maioria dos programas de reabilitação ou condicionamneto para indivíduos de todas as idades e de todos os níveis de habilidades. Exercícios de fortalecimento (treinamento de força) é o procedimento sistemático, de um músculo ou grupo muscular, de levantar, abaixar ou controlar cargas pesadas (resistência) durante um número relativamente baixo de repetiçoes ou em um curto período de tempo (KISNER E COLBY, 2005).

A força pura é a capacidade de exercer força máxima na musculatura para dado movimento corporal, contudo os músculos podem exercer força máxima nas seguintes formas: contrações isométricas (estáticas), concêntricas (fase positiva do movimento, onde se vence a resistência), e excêntricas (fase negativa do movimento, onde a resistência vence a sua força). (RODRIGUES, 1985).

Segundo trabalho realizado por (SHEPHARD, 2003). As medidas da força de preensão manual são descritas com freqüência na literatura e guardam uma relação diretamente proporcional ao quadro de força muscular geral. Alguns parâmetros já são conhecidos: sabe-se que a força de preensão manual dos 16 aos 45 anos é de aproximadamente 45 Kg; aos 55 anos, ela cai para 34Kg e, aos 75 anos, para 22Kg.

Em um estudo, Fleck e Kraemer (1999), encontraram uma perda de 2% da força do aperto de mão por ano em pessoas idosas. Num período de 4 anos, entretanto, essa perda passou a ser de 3% ao ano para homens e aproximadamente de 5% para mulheres. Uma pesquisa foi realizada pelo CELAFISCS, com 167 mulheres entre 50 a 79 anos utilizando pesos de 1 kg para membros superiores, sendo propostos sempre dois exercícios para cada segmento corporal. Nas duas primeiras semanas as alunas realizaram 2 séries de 8 repetições, sendo o aumento gradativo a cada duas semanas. Ao verificar a força de membro superior por meio do teste de flexão do braço, encontrou-se um aumento de 23,7%, enquanto no teste de dinamometria ocorreu uma diminuição de 1,5% na força de preensão manual, podendo ser explicado devido ao movimento específico não ter feito parte do treinamento de nenhum movimento semelhante. Como resultado da perda de massa e força muscular associada ao envelhecimento, muita atenção concentrou-se nas estratégias para a prevenção e reversão destas perdas. Demonstrou-se que o treinamento de força é um meio eficaz para aumentar a força muscular e a condição funcional nos idosos.

Dentre muitos pesquisadores da área da Educação Física, destaca-se Santarém (2005), quando afirma que os exercícios de força trazem benefícios gerais para a saúde do idoso, ou seja, melhoram a mobilidade e impedem a atrofia muscular, aumentam a massa óssea, evitam doenças cardíacas, revertem o quadro de hipertensão e a alta freqüência cardíaca durante a realização de AVDS.

Importante iniciar a abordagem sobre o tema flexibilidade com a conceituação dessa valência física feita por vários autores, pois a mesma é motivo de controvérsias tanto em estudos como nas diferentes modalidades de exercícios da Educação Física, incluindo a musculação.

Flexibilidade é a qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão (DANTAS, 1999).

É extremamente possuir um certo nível de flexibilidade ou mobilidade corporal para realizar as atividades diárias e para uma boa saúde. Indivíduos um pouco ativos e com idade avançada, geralmente são menos flexíveis, sendo, para estes, particularmente necessário desenvolver a flexibilidade ( NAHAS, 2003).

Para o desenvolvimento ou manutenção da flexibilidade, os melhores exercícios são os de alongamento, utilizados para aumentar a amplitude dos movimentos, prevenindo desta forma, contraturas, lesões musculare4s e de ligamentos e, melhorando assim, a realização das atividades diárias (FOSS KETEYIAN, 2000; NAHAS, 2003).

Segundo Nahas (2003), os exercícios de alongamento devem ser feitos mediante aquecimento muscular e articular prévio, e realizados com intensidade de forma a não provocar dor, evitando-se assim possíveis lesões.

A flexibilidade é grandemente influenciado pelo mecanismo de propriocepção, além da participação dos componentes plásticos, elásticos e inextensíveis da junção osteomuscular. O mecanismo de propriocepção do sistema muscular esquelético é baseado em dois tipos especiais de receptores Rodrigues (1986), cita esses dois receptores:

  • Fuso muscular – que é ligado em paralelo às fibras musculares extrafusais esqueléticas, e reage a alterações no comprimento e freqüência destas alterações.
  • Órgão tendinoso de Golgi – ligados em série aos fusos musculares, reagem à tensão aplicada ao tendão muscular durante a contração ou estiramento muscular.

Dantas (1994) apud Ramos (2000), esclarece que depois de uma série de musculação, os órgão tendinoso de Golgi foram tão estimulados e tiveram seu funcionamento inibido tantas vezes que, ao se submeter o individuo a um trabalho de flexibilidade pode-se forçar a musculatura além do ponto de segurança, provocando micro e até mesmo macro traumas.

Tubino (1979) apud Dantas (1999) declara que é preciso evitar a aplicação logo após sessões de musculação, exercícios de flexibilidade que impliquem estiramentos musculares fortes, pois haverá risco de lesões nas fibras musculares.

Deve-se sempre levar em consideração que o alongamento deverá constituir-se de movimentos suaves, promovendo o relaxamento do músculo e não o aumento da tensão. Desta maneira exercícios regulares de alongamento irão contribuir de forma significativa na melhoria da postura, equilíbrio, desempenho das atividades habituais e prevenção de futuros problemas de saúde (NAHAS, 2003).

De acordo com Ramos (2000), a flexibilidade, aumentada na infância até o principio da adolescência, diminuindo, a partir de então, ao longo da vida.

Após essa conceituação se torna necessário esclarecer os aspectos que envolvem a flexibilidade e segundo Rodrigues (1986), a flexibilidade depende de quatro aspectos que são:

– Mobilidade articular – grau de movimentação permitido aos segmentos constituintes da articulação em função do tipo da mesma e da capacidade da distensão de tendões, ligamentos e cápsulas articulares.

– Elasticidade muscular – dos músculos cujos tendões cruzam a articulação considerada. É função da individualidade biológica. A maior resistência não é oferecida pelas fibras musculares, mas sim pela fáscia muscular.

– Volume muscular – um excessivo volume muscular pode fisicamente impedir a complementação de um movimento. Por exemplo: bíceps braquial extremamente atrofiado impedindo a flexão máxima de articulação do cotovelo.

– Maleabilidade da pele – a capacidade de extensibilidade da pele é também um fator limitador da amplitude do movimento.

Conforme Ramos (2000), o órgão tendinoso de Golgi é um receptor sensível à contração muscular, resultando de um alongamento na região onde se localiza o OTG – tendão, e provocando uma reação de relaxamento.

Ainda com Ramos (2000), a possibilidade de redução da flexibilidade se deve ao fato do aumento do volume muscular (hipertrofia muscular) poder levar a diminuição da flexibilidade (em algumas articulações), pelo contato muscular precoce de obstrução mecânica.

Dantas (1999), afirma que não se foi possível verificar nenhum estudo que demonstre se há influencia ou não da altura ou da massa muscular na flexibilidade. No entanto, uma grande massa muscular pode, muitas vezes, impedir fisicamente a finalização de diversos movimentos, essa é uma constatação que fica óbvia na percepção de que observam os atletas.

Quando um atleta iniciar um treino de musculação tendo pouco flexibilidade, devem ser programados exercício de pré-extensão, assim o tende a executar o exercício com maior amplitude de movimento, fazendo com que aumente sua flexibilidade para essa articulação. (GUIMARÃES NETO, 2001, p 23).

Fleck e Aylton Júnior (2003, p.5), dizem que: em primeiro lugar, o treino de flexibilidade deve fazer parte do programa geral, assim como se aconselha que o treinamento com pesos contemple a abrangência total dos movimentos, sem enfatizar excessivamente repetições ou movimentos parciais.

Rodrigues (1998) esclarece que o trabalho de musculação pode limitar a flexibilidade, mas ele não impede a manifestação da mesma, se for bem compensado por exercícios adequados, coexistência da flexibilidade com a hipertrofia muscular nos mesmos segmentos corporais.

À medida que o músculo aumenta o seu tônus e volume, ele encontra mais dificuldade para se alongar prejudicando a flexibilidade. Portanto, se faz necessário que junto ao treino de força, ocorra exercícios de alongamento para os músculos treinados. (DANTAS, 1999).

METODOLOGIA

Este estudo caracterizar-se como uma pesquisa descritiva diagnóstica. De acordo com Gil (1999) a pesquisa descritiva tem como seu objetivo primordial a descrição das características de determinada população. A pesquisa diagnostica procura conhecer e interpretar os dados sem o intuito de interferir para modificá-los. (CHIZZOTTI, 1991).

Fizeram parte da amostra 31(TRINTA E UM) alunos na faixa etária de 16 a 45 anos que praticam musculação no mínimo em três vezes na semana e com o tempo de pratica superior a 36 sessões na academia do SESC da cidade de Cruz Alta RS.

Foi utilizado um dinamômetro para determinar a força de membros superiores (braço direito e esquerdo), de marca Jamar Bolengbrook Il 60440 Sammons Preston INC e Fita métrica.

A coleta dos dados foi realizada na Academia do SESC Cruz Alta RS, após autorização (APÊNDICE A). Foram avaliados 31(TRINTA E UM) alunos com idade de 16 a 45 anos que já tenham realizado mais de 36 sessões sendo 16(DEZESSEIS) do sexo feminino e 15(QUINZE) do sexo masculino.

Eles utilizaram o dinamômetro apertando com maior força possível com ambos os braços estendidos no prolongamento do corpo para a verificação da força dinâmica dos membros superiores. Foi medido o diâmetro do braço direito e esquerdo para verificar se teve mudança com o treino.

A coleta de dados foi realizada com aqueles que concordarão em participar da pesquisa, assinando o termo de consentimento livre e esclarecimento (APÊNDICE B).

A estatística que foi adotada é o teste “t” com nível de significância p<0.05, media e desvio padrão. Para verificar a diferença entre força do braço direito e esquerdo.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Considerando o objetivo deste estudo foi analisar a força dinâmica de membros superiores em praticante de musculação da academia do SESC/RS

Na tabela 1 encontram se os resultado da Media e desvio padrão dos pré e pós testes nos praticantes de musculação da academia do SESC Cruz Alta-RS.

TABELA 1– Resultados média e desvio padrão das variáveis força do braço direito e esquerdo, perímetro do braço direito e esquerdo de pré e pós teste.

Váriavel Pré – Teste

(Média)

Pré- Teste

(D. Padrão)

Pós- Teste

(Média)

Pós -Teste

( D. Padrão)

Força Braço Direito 36,94 13,25 39,19 13,94
Força Braço Esquerdo 37,06 13,28 39,03 13,73
Perímetro Braço Direito 29,37 4,55 29,97 5,05
Perímetro Braço Esquerdo 29,45 4,53 29,98 5,03

Analisando a Tab. 1 notou-se que ocorreu um aumento de 2,25 no braço direito entre o pré teste e o pós teste. No braço esquerdo houve um aumento de 1,97. No perímetro do braço direito houve um aumento de 0,60 e no perímetro do braço esquerdo a diferença foi de 0,53 a favor do pré teste. No que se refere ao desvio padrão, houve pouca diferença entre os pré e os pós testes.

Segundo Moreira et all (2003) a força muscular é um dos componentes fundamentais para a avaliação da forma física. A preensão palmar pode ser considerada como um dos parâmetros do estado de força geral dos indivíduos. O teste de preensão palmar tem sido utilizado de maneira sistemática anualmente desde 1964 no Japão. O mesmo autor relata que testes realizados por Balogum et al. (1991) afirmam que os músculos que agem durante a força de preensão são geralmente mais fortes a comprimentos ligeiramente mais longos que os comprimentos mais encurtados (relaxados). Em seus estudos os autores utilizaram, durante a avaliação da força de preensão, a orientação de que os pacientes deveriam manter a força durante 5 segundos, sendo que nenhum encorajamento foi oferecido durante o teste.

Caporrino et al. em 1998 realizaram o maior estudo populacional já desenvolvido no Brasil. Foram 800 indivíduos saudáveis, de ambos os sexos, com faixa etária variando de 20 a 59 anos, todos submetidos à avaliação da força de preensão palmar com o uso do dinamômetro Jamar®. Concluíram que a força de preensão palmar apresentou valores superiores no sexo masculino quando comparado com o feminino em todas as faixas etárias estudadas, tanto para os lados dominantes e não dominantes.

Na tabela 2 encontram se os resultados de pré e pós teste das variáveis analisadas dos praticantes de musculação da academia do SESC Cruz Alta- RS.

TABELA 2– Comparação das variáveis analisadas dos praticantes de musculação da academia do SESC Cruz Alta-RS num período de 4 meses.

Variável Pré – Teste

(Janeiro)

Pós- Teste

(Maio)

P<0,05
Força Braço Direito 36,94 39,19 0,000*
Força Braço Esquerdo 37,06 39,03 0,000*
Perímetro Braço Direito 29,37 29,97 0,023*
Perímetro Braço Esquerdo 29,45 29,98 0,051

* Nível de significância

Analisando a Tab. 2 ocorreram diferenças estatisticamente significativas de nível de p≤ 0,05 nas variáveis de força do braço direito, força do braço esquerdo e o perímetro do braço direito, ou seja, houve aumento na força dinâmica. Já no perímetro do braço esquerdo não ocorreu diferença estatisticamente significativa.

De acordo com Figueiredo (2007) algumas investigações identificaram que a força de preensão apresenta uma relação curvilínea com a idade. Geralmente, ocorre um aumento da força de preensão com o aumento da idade, alcançando um pico entre 25 e 39 anos, e posteriormente, uma diminuição gradual com o passar dos anos.

CONCLUSÃO

Após analisar os dados e considerando o objetivo desta pesquisa que foi avaliar a Força dinâmica em membros superiores em praticantes de musculação da academia do SESC Cruz Alta –RS, chegou-se as seguintes considerações finais.

Houve um aumento de 2,25 na força de braço direito do pré teste para o pós teste. Já na força de braço esquerdo ocorreu um aumento de 1,97.

Com relação ao perímetro do braço direito houve também um aumento de 0,60 e no braço esquerdo de 0,53, o que reforça a teoria que a pratica diária de musculação faz com a força dinâmica de membros superiores melhora gradativamente.

Em relação a diferença estatisticamente significativa entre o pré e o pos teste, ocorreu na força de braço direito, força de braço esquerdo e perímetro de braço direito. Já o perímetro do braço esquerdo não houve diferença estatisticamente.

REFERENCIAS

ARANTES PORTO, Fausto. Benefícios da Atividade Física em sua vida diária. Atividade física é um direito de todos e uma necessidade básica (UNESCO). Disponível em:<http://www.saudeemdesenvolvimento.com.br/conteudos/conteudo_exibe1.aspx?cod_ noticia=640. Acessado em maio. 2009.

BEAN, Anita. O guia completo do treinamento de força. São Paulo: Manoele, 1999.

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[1] Acadêmico do Curso de Educação Física- UNICRUZ

[2] Professor Mestre em Educação Fisica- Docente do Curso de Educação Fisica- UNICRUZ