Zona de conforto X Proatividade

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Para correr riscos, basta estar vivo. Esta frase, na verdade, trata das situações a que somos submetidos involuntariamente, como os riscos naturais do relacionamento com a sociedade e com o ambiente em que vivemos. Por outro lado, temos aqueles casos de certa forma controláveis, que permeiam nossa vida desde os primeiros anos e nos quais podemos influenciar ativamente.

A capacidade de fazer escolhas ou tomar decisões é um grande instrumento que possuímos e que pode ser usado para moldar o nosso futuro, mas a própria trajetória da vida, marcada por desilusões, frustrações e derrotas, pode inibir nossas atitudes e quando percebemos em um dado momento que alcançamos uma certa estabilidade, fechamos as janelas para novas visões do mundo, para as inovações.
No entanto, “quem não tem audácia e disciplina pode alimentar grandes sonhos, mas eles serão enterrados nos solos da sua timidez e nos destroços das suas preocupações. Estará sempre em desvantagem competitiva” (Augusto Cury, 2004).
É necessário estarmos prontos para correr riscos, o que muita gente não quer porque isso implica na saída da zona de conforto. Infelizmente, ficar na zona de conforto é o grande mal do ser humano, pois, apesar de ser a sensação mais gostosa e aparentemente segura, contribui para a estagnação, impedindo o nosso crescimento, tornando-nos vulneráveis às adversidades do dia-a-dia” (Antonio Braga, 2007).
O que alguns chamam de conformismo, na psicologia é denominado Psicoadaptação, fenômeno que se estabelece quando o indivíduo se psicoadapta a ambientes, objetos ou situações, o que gera sentimentos de frustração e desmotivação. Na sua forma positiva, este fenômeno resulta na busca do novo, na criatividade, quebra de paradigmas, etc.
Nas empresas, as mudanças sempre provocam reações das mais variadas. Na maioria das vezes são vistas com desconfiança, insegurança e até mesmo medo, principalmente pelos subordinados. “A maioria das pessoas em um grupo sempre procura manter o status quo. Sempre tentam deixar a situação como está, mesmo que esteja ruim. Mudanças nunca são muito bem-vindas, mesmo quando é para melhor” (Conrado Vaz, 2007).
Algumas ações precipitadas podem ser prejudiciais, não se deve deixar de ponderar, em qualquer situação, analisar os prós e os contras. No entanto, é importante que tenhamos atitude para assumirmos as rédeas de nossas vidas de forma efetiva.
Os ambientes acadêmico e profissional oferecem boas oportunidades para sairmos da estagnação, seja nos trabalhos em grupo, na participação em projetos ou nos debates em sala de aula e reuniões.
Tudo à nossa volta se encontra em mutação constante. É preciso observar as mudanças, ter consciência desta necessidade para não sermos sufocados pelas novidades ou pelos concorrentes, os quais podemos observar onde quer que estejamos.
“As escolhas de hoje são fundamentais para a construção saudável da nossa vida. Percebemos isso claramente no nosso dia a dia, seja no campo pessoal, seja no campo profissional” (Fernando Viana, 2005).
Vamos sair da zona de conforto, sejamos proativos. O mundo é feito de idéias e está de braços abertos para nós, cada um com a sua parcela.
Referências:
CURY, Augusto. Nunca desista dos seus sonhos. Rio de Janeiro: Ed.Sextante, 2004.
SEMLER, Ricardo F. Virando a própria mesa. São Paulo: Ed. Best Seller, 1988.
BRAGA, Antônio de Padua Brauna. Os princípios da oportunidade, 2005. Publicado em http://www.trainingperformance.com.br, último acesso em 30/08/2007.
VIANA, Fernando. Reatividade x proatividade: uma questão de escolha, 2005. Publicado em http://www.infonet.com.br, último acesso em 30/08/2007.
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