COM OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO AUDIVISUAIS NA EAD: PODEMOS FORMAR LEITORES CRÍTICOS?

Com o desenvolvimento das tecnologias para melhorar a comunicação humana na sociedade. Surge há necessidade de preparar e de formar leitores de novos meios de comunicação como: audivisuais na EAD. Pois sabemos que em quase todos os meios de comunicação educar para mídia seria formar leitores críticos, reflexivos e que possam através das suas leituras formarem opiniões e discutir assuntos que são de seus interesses. Mas como fazer com que o aluno apreenda a ser um crítico e reflexivo, sendo que em quase todo ensino de mídias visual, o produto já está pronto e acabado? Os alunos apenas são consumidores de produções já desenvolvidas.

Estes meios de comunicação como os audivisuais, dificilmente vêem com propostas inovadoras em que ajude o leitor a refletir certos assuntos que são expostos. É um suporte muito importante, tem sua especificidade há de atrair, pois é um conjunto análogo de som imagem e escrita. E muito bem desenvolvido por seus idealizadores.

Mas que infelizmente estes produtos já estão quase todo tempo prontos e finalizados, sem nenhum interesse há reflexão, a exploração de novos sentidos e muito menos a um discernimento criterioso sobre seu contexto. Os audivisuais não deixam lacunas para um debate. Apenas fica restrito a um sentido único e “verdadeiro”. E a grande preocupação é que os audivisuais geralmente não incentivam o aluno pensar, e que apenas faz com que ele assimile tudo como se o conteúdo fosse o único, sem indagações e muito menos suposições do que é certo ou errado. Para Pretto:

“Observar o comportamento dos jovens em idade escolar, já criados numa convivência intima com os videogames, televisões e computadores, pode ser significativo entender, por um lado, algumas das razões do fracasso escola atual e, por outro, alguns elementos para uma possível superação desses fracassos” ( Pretto, 1994, p. 92)

Vivemos em um momento de grande transição em nossa sociedade em que as imagens e os sons estão cada vez mais adquirindo espaço, e temos que entender que através desta nova inovação tecnológica que o ensino vai seguir, mas que todos saibam que as imagens e sons se ampliam e se comporta numa pista de mão dupla, na interatividade do audivisuais da internet, criando numa perspectiva de ação humana, num mundo em que a realidade e a ficção se confundem com o chamado mundo virtual, que já apresenta reflexos e interconexões com o mundo real.

E nesta realidade em que estamos vivenciando, entendemos que há necessidade de buscar novas maneiras de ensinar, e a leitura é um dos mecanismos mais importante para chegar ao conhecimento que devemos ter, pois os audivisuais estão cada vez mais tomando o seu espaço, este que daqui alguns anos vão ser a maior fonte de conhecimento que podemos ter em nossa sociedade. E a grande questão seria como separar audivisuais e realidade? Principalmente para os jovens que nasceram e vivem diariamente, interligados com o mundo virtual. E um dos primeiros passos para mudar está perspectiva virtual negativa, seria com a leitura, mas existem diferentes tipos de leituras e qual seria há mais adequada para os jovens de hoje?

Entendemos que muitos sabem ler, mas qual é realmente o estilo de leitura que devemos ter diante dos audivisuais?

Com está preocupação vimos que são as inúmeras pesquisas sobre as melhores formas de ensinar a leitura, e nos mostram muitos caminhos que já estão saturados; como essas idéias de despertar a leitura ou prazer proporcionado pela mesma.

Não contentes com esses meios, procuramos em si mostrar algo novo e desafiador para o aluno. Pois entendemos que os alunos dificilmente param para refletir diante da leitura, imaginem diante de um audivisual que é muito mais atraente e persuasivo.

Pois entendemos que ler é muito mais do que decifrar códigos; é principalmente, estabelecer conexões. Saber ler é uma condição primordial de existência no mundo atual e com o advento das tecnologias da informação e comunicação. Torna-se indispensável ler bem, rápido e de maneira crítica.

A leitura crítica não é mecânica, ela será feita através da caracterização do conjunto de exigências com as quais o leitor crítico se depara, ou seja, exige no mínimo constatar, cotejar e transformar.

E o audivisual é uma tecnologia necessita está reflexão crítica, ela não faz o aluno pensar, não dá meios para que ele possa desenvolver questões ou analises que o levem há outros caminhos de interpretações. Pois ela já está praticamente pré-estabelecida dispõe daquele seu sentido ideal e que estamos acostumados há presenciar.

O trabalho com os audivisuais é de fundamental importância para o aluno, até porque é um suporte que vem inserido de muitos textos é muito atraente, este vem mesclado com o som e o verbal e o não-verbal, chamando muita atenção de quem está lendo ou assistindo, torna-se assim, muito mais prazeroso e divertido ficar diante dos audivisuais.

E este material em sala de aula só vai auxiliar e muito para o ensino-aprendizagem do aluno. Entendemos que os audivisuais proporcionam um campo fértil para diferentes análises, focalizando como objetivo principal o estudo da língua materna. Queremos que o aluno seja um leitor e não um ledor, pois Marisa Lajolo (1999) define muito bem em sua obra “Do mundo da leitura para a leitura do mundo” o ledor seria aquele indivíduo que lê superficialmente diferentes gêneros textuais, não compreende diferentes gêneros textuais, não compreende o que há ou pode haver nas entrelinhas de um texto, já o leitor traduz o indivíduo que lê de forma mais aprofundada, consegue perceber os sinais implícitos de um texto, independente do gênero a que se pertença.

Sabemos que a língua trabalha com uma rede de signos que é altamente ideológica. Saber como se processa esse mecanismo também é um dos objetivos desta pesquisa. Dessa maneira, pretende-se tornar o ensino de nossa língua materna em uma atividade mais agradável. É importante, pois faz com que haja um interesse maior das partes envolvidas tornando o processo mais significativo.

Assim, entendemos que ser mediador no processo de formação do leitor/escritor de audivisuais é trocar idéias sobre o que se leu, assistiu e ouviu: para depois comentar, ver o que os outros pensam sobre o assunto, fornecer procedimentos, estratégias e recursos para ir melhorando, vencendo todas as dificuldades. Dar sentido para ele no que está lendo.

REFERÊNCIAS:

DELORS, Jacques e outros. Educação um tesouro a descobrir: relatório para a UNESCO da Comissão Interacional sobre Educação para o século XXI. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2003.

GAZETA DO POVO, Jornal – Leitura de brasileiros, que chegaram até a quarta série, não consegue ler e entender um bilhete-São Paulo, 2009.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1999.

MOORE, M.; KEARSLEY, G. Educação a Distância. Disponível em:

<http//www.eca.usp.br/prof/moran>.Acesso em: ago.2007.

PRETTO, Nelson De Luca. A universidade e o mundo da comunicação: análise das práticas audivisuais das universidades brasileiras. Tese de doutorado em comunicação. São Paulo.ECA/USP, 1994.