FRAUDES NO INSS

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Como escrevi no post anterior, Sorocaba está “bombando”.

Temos, além dos outros escândalos, que a mídia local saberá abordar de melhor forma, o das fraudes contra o INSS.
Essa eu tenho que postar, pois faz parte da minha carreira jurídica.
Antes, porém, li tantas matérias nessa semana, que enalteceram a divina arte da advocacia, que até me emocionei…um pouco.
Esses artigos deixaram claro a equidade entre: Juiz, Ministério Público e Advogados.
Só falta a prática e um pouquinho de bom senso e educação das três partes.
Li outro que defendia a prova da OAB, para avaliar o candidato.
Também defendo!
Porquê só eu, minhas nádegas, minhas noites insones, meus cortes de gastos para comprar livros, o dinheiro que não deu para conprar todos e dá-lhe baixar códigos não comentados da internet, imprimir, furar (com os pés, na furadeira grande, é muito papel gente! Pobre Amazônia!) e a tendinite do pulso direito sabem  quanto foi penoso.
Só contesto as questões de múltipla escolha, afinal tem gente que ganha na loteria, preenchendo quadradinho.
Em contrapartida, sou a favor da prova dissertativa, com elaboração de peça processual e consulta no codex.
Creio que dessa forma já dá para avaliar o conhecimento do candidato, e se ele não é analfabeto funcional.
Voltando ao INSS, no começo de carreira grande parte dos advogados tentam tudo por um emprego.
Numa dessas, fui parar em um escritório que protocolava pedidos de aposentadorias e demais benefícios.
Eis que uma cliente era costureira desde 1930, havia pago as contribuições que davam direito à sua aposentadoria, tinha testemunhas já qualificadas no pedido e a chefe do posto me pede: “Procure saber se ela tem alguma fotografia de alguma noiva que ela vestiu, com uma dedicatória, ou uma nota de aviamentos daquela época”.
Até o filho daquela senhora riu, quando passei o recado pelo telefone e me agradeceu, rindo…se todos agissem assim.
Anos depois, a insufuciência monetária bate à minha porta e lá vou eu trabalhar para um escritório, que me enfiou em uma saleta minúscula no centro da cidade, pois não atendiam “beneficiários” em seu luxuoso escritório, e eu quase apanho de um cidadão que estava com o processo de revisão sendo (espero) avaliado no luxuoso escritório.
Eu era uma espécie de pára-raios…
Não nos passavam informações sobre os processos, vi muita coisa errada feita por outros grandes escritórios e, como “é a cara da Gy” saí e voltei a dar aulas…até voltar com a minha consultoria.
Estou doidinha para saber os nomes dos advogados presos.
Ah! Se algum papel de revisão aparecer com a minha assinatura, eu só entregava o papel, explicava o texto como atendente de Telemarketing, e assinava como testemunha do contrato celebrado.
Mas se me perguntarem….eu falo.
Gy Camargo
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