Leitura para não alfabeticos

Leitura  para não Alfabéticos

Autora: Suéli Aparecida Rangel

RESUMO

O presente artigo relata a analise e as informações em que as escolas, através de seus educadores, estão procupados que atualmente no Brasil os alunos estão chegando ao 6º ano sem saber ler e interpretar. Confessam a dificuldade em alfabetizar nas séries iniciais quanto a escrita e leitura. Assim sendo esta a grande preocupação da maioria dos professores a finalidade deste é contibuir, apontar e sugerir prováveis soluções a esta problemática na educação brasileira.

PALAVRA -CHAVE: Alfabetização, Leitura, Producão

INTRODUÇÃO

Tomando como unidade de análise a Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental ” Professora Mariana Luiza Moreira” e a Escola Municipal de Ensino Básico “Ministro Marcos Freire”. O objetivo deste artigo será descrever e elaborar sugestões de distribuição de atividades criteriosas para avaliação das dificuldades dos alunos na escrita e leitura mais precisamente no 2º ano, etapa esta fundamental neste processo de estudos.

Para fundamentar este trabalho foi realizado estudos de produção oral e escrita, interesse dos alunos em aprender a ler, envolvimento dos familiares nas dificuldades de seus filhos e metodologias aplicadas, bem como as intervenções caso o aluno não tenha alçando conhecimento satisfatório

A leitura como bem sabemos, tem se convertido em elemento de maior importãncia na recuperação de alunos não alfabéticos, tambem garantia de qualidade no aprendizado dos demais conteúdos apresentados ao aluno ao longo de sua vida como educando. Neste contexto, o objetivo deste projeto foi analisar o comportamento dos alunos não alfabetizados em leitura alfabética, visto que o mesmo já faz a leitura de figuras e de sons que a ele são apresentadas no seu dia a dia. E esse conhecimento prévio de suss experiências e vivências podem e devem ser usados neste processo.

Quem não sabe ler não interage e consequentemente aparenta não ter interesse, no entanto sabemos que esse tal desinteresse nada mais é que desconhecimento silábico.

Tema este, discutido inclusive na sala do professor da Escola Mariana Luiza Moreira e sala do educador na Escola Ministro Marcos Freire, teve uma adesão significativa, foram encaminhadas atividades de vários quadrantes literários, que motivaram o Cantinho de Leitura e Reconto do 2º ano. Atividades estas tomadas em duas fases. Primeira, para os alunos que já conseguem ler e produzir sem ajuda mais relevante do professor. Segunda e mais importante nesta proposta os não alfabetizados.

Não foi contudo, uma tarefa simples. Procurando manter o equilibrio entre as partes, agrupei os textos por afinidades, ciente que as produções seriam recontadas com “fiel” riqueza de detalhes. No entanto, como não é essa a finalidade desta proposta, reuni num primeiro momento apenas textos aparentados, seguido de textos que fugiram totalmente do assunto sugerido. Focalizei prioritariamente ao ato de ler e escrever tendo como título aqui HISTÓRIA DE LEITURA, trata-se de textos que possua relatos de experiências realizadas pelos alunos, nas férias, num determinado passeio, pescaria, visita a um familiar etc.

Relatos estes feitos oralmete e registrados pelo professor que não lhes tiram a alegria e o prazer de ver sua história agora registrada e socializada com todos os coleguinhas de sala e com o professor e ao chegar em casa com seus familiares. Por fim, os singelos depoimentos dos não leitores, agora são em sua semsibilidade de leitores iniciantes trocados pelos contos de fadas ou de seus heróis preferidos da televisão ? Como se percebe, são caminhos onde a adiversidade alia-se a unidade, e esta mesma diversidade alia-se ao desejo de aprender que é a finalidade desta proposta.

Neste percurso, ressalta-se o olhar do educador, ressalta-se a autonomia de centralizar ou diversificar os textos apresentados a seus alunos. Que tenha um olhar para a produção imprecisa que valorize a produção criativa voltada para o inusitado, que trilhe o caminho oposto aos textos de reescritura.

A narrativa inusitada (criada pelo aluno), é aquela de cunho maravilhoso, onde o aluno se acha um escritor, um artista, onde ele acredita que é possivel e faz. Aproveite dê suporte ao conteúdo por ele elaborado, insentive a ilustração, acredite no olhar singelo de seu aluno. Com certeza ele irá ultrapassar a fronteira literária e você estará estimulando a mais ampla e mais geral de todos os processos educativos, a LEITURA.

Esse reconhecimento implica em sensibilizar a nossa ação docente, mediando o saber, ressaltando a importãncia da leitura, incitando o imáginário da criança na construção de seu próprio saber para um futuro melhor.

Veja a metologia sugerida como trabalho base neste processo:

LER PARA APRENDER A LER

Num primeiro momento o professor deverá confrontar a criança com listas de nomes da chamada de sua sala, frutas que goosta e não gosta, brinquedos etc. Textos estes que ela conheça de cor.

Proponha que neles ela encontre palavras ou “leia” trechos mesmo antes de ser alfabetizada.

Estas atividades de leitura e escrita deverão ser realizadas em dias alternados e só com alunos não alfabéticos. Atividades estas que podem ser escritas com lápis e papel ou com uso do alfabeto móvel.

O QUE A CRIANÇA APRENDE ?

Acompanhando o texto com o dedo o aluno busca meios de descobrir as palavras fazendo o ajuste do falado para o escrito. Isso acontece porque ele já sabe o que está escrito. Ele reconhecerá as letras e palavras e ao identificá-las facilitará sua escrita no caderno, reforçando assim seu aprendizado.

Outra estratégia é a verificação, que consiste na identificação de uma letra conhecida que esteja no começo ou fim de uma palavra e que confirme a antecipação feita, garantindo um repertório de palavras que se constitua num material de consulta para eventuais escrita de pequenos textos.

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS?

“ENSINO DE QUALIDADE É AQUELE QUE CRIA CONDIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE ALGUEM QUE SABE LER, ESCREVER E CONTAR.” (Autor Desconhecido)

Num primeiro momento, o aluno ficará concentrado apenas no sistema de escrita ( visto que o conteúdo ele já conhece de cor), ele poderá se voltar apenas ao “como escrever”, pensando em quantas e quais letras usar, ele se esforça para encontrar formas de representar graficamente o que necessita escrever, avançando no seu processo de alfabetização.

Num segundo momento, o aluno cria oralmente um pequeno texto, num gênero específico ( músicas, contos, cartas, bilhetes, receitas, noticias etc. ) e, mesmo sem estar alfabetizado poderá fazê-lo visto que a professora irá sucessivamente escrevendo no quadro e já fazendo as correções necessárias e ao mesmo tempo que escreve vai oralmente ressaltando esta escrita para que memorizem e posteriormente as pratique .Desta forma, mesmo sem saber ler ou definir o que é carta, bilhete ou um conto de fadas, o aluno saberá diferencia- los.

Esta atividade deverá ser praticada por várias vezes por semana porque a criança irá se aprimorando na linguagem escrita e adaptando ao mesmo tempo a linguagem oral.Para concluir sempre faça uma revisão desta produção, eliminando erros ortográficos e palavras repetidas.

Para os alunos alfabetizados, é aconselhável propor outras tarefas de leitura e escrita para que eles possam produzir sozinhos seus textos já que conseguem ler e interpretar, socializando com demais colegas para possíveis correções.

ETAPAS DAS ATIVIDADES

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Toda trajetória descrita neste artigo mostra o quanto é importante o ato de ler e escrever na vida do ser humano. Entretanto, tem sido também uma luta constante dos educadores no intuito de buscar novas metodologias que possam sanar no mais curto espaço de tempo as dificuldades que os alunos possuem em compreender este processo tão necessário em sua vida de educando.

Considerando a urgência de que buscamos um novo refencial teórico emergente da realidade brasileira e não de realidades estrangeiras, espero que este artigo sirva de base a complementar o educador em sua pratica pedagógica com idéias e sugestões a serem desenvolvidas nas séries iniciais do ensino fundamental, exigindo, no minimo, que sejam repensadas as práticas de cada educador, de modo a atender ao anseio de democratização do ensino na educação básica.

Ao fazer o registro desta experiência na introdução da leitura para não leitores, como parte de minha história como educadora, pretendo ressaltar a prática criativa inserida num espaço ainda não explorado da criança e, esta, na sua totalidade, entende que esta prática é real e vivenciada por ele, ficando assim muito mais fácil a sua inserção. Assim é este artigo, que vem esboçando ao longo deste ano um movimento ainda singelo da literatura brasileira . Quem não lê não valoriza os poucos leitores que tende a caminhar rumo a transformação da ordem vigente que tem seu início nas séries iniciais.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Fernando. Sociologia Educacional, 4ª ed. Lisboa, Ed. Presença, 1982

CUNHA, l. a. Educação e Desenvolvimento Social no Brasil. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1975.

DUARTE JR, João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação, 3ªed, Ed. Papirus, MEC/FAE – 1994.

BOCHAT, Ivone, O Desafio da Educação para um novo Tempo.Rio de Janeiro, 1998.

SANTOS, Oder José, Pedagogia dos Conflitos Socias, Campinas S.P. Papirus, 1992.


1- Entrega da letra da música para que o aluno faça a leitura de ajuste;
2- Pintar algumas palavras ditadas pelo professor;
3- Texto lacunado,
4- Desenho sobre a música (em uma sulfite inteira);
5- Reescrita de um trecho da música num dia e correção coletiva (na lousa, por exemplo) no outro dia (porque as vezes a música é gde e fica cansativo para eles escrever tudo no mesmo dia, acabam se distraindo e a produção não fica tão boa como deveria);
6- Num segundo dia: nova escrita de um outro trecho e sua correção (e assim vai até terminar a música).
7- Depois de terminada e de feita a correção, a música é passada a limpo em uma sulfite;
8- Para encerrar fazemos a votação de qual texto e desenho ficou mais caprichado para ir para o livro coletivo, que vamos fazer e doar para a escola (encadernado)

Sugestão de músicas:


1- A dona aranha
2- Minho! Minhoco!
3- Cai, cai, balão
4- Pirulito que bate bate
5- Capelinha de melão
6- Alecrim dourado
7- O sapo não lava o pé
8- Borboletinha
9- Sambalelê
10- Escravos de Jó entre outras.