Pubalgia

Pubalgia:

I) Pubalgia Traumática

Aparece em conseqüência de uma agressão da sínfise púbica, podendo haver duas possibilidades, já que o trauma direto é muito fraco.

1)      Em conseqüência de uma queda sobre os pés: As forças no chão sendo desiguais, um ramo púbico pode elevar-se mais do que o outro, conduzindo a um desnivelamento do púbis, com estiramento dos seus ligamentos associados, ou não, a um bloqueio do ramo púbico que fica em posição superior.

2)      Pela perda de apoio no chão ou por um movimento contido por uma oposição sobre o membro inferior, o que provoca uma tensão súbita dos adutores.

OBS: Esse estresse por deteriorar os ligamentos ou as inserções musculares no púbis. A lesão pode ser agravada por uma tração em direção ao ramo púbico que fica bloqueado em posição inferior.

II) Pubalgia Crônica

Enquanto a pubalgia traumática tem causas centralizadas ao nível e em torno do púbis, a pubalgia crônica apresenta um púbis “vítima” de um esquema funcional alterado.O púbis não é a causa da pubalgia e qualquer tratamento neste nível é ilusório e efêmero.

As cadeias musculares do tronco e dos membros inferiores fornecerão o fio condutor da análise sobre a pubalgia crônica.

1) O púbis pode ser um ponto fraco:

  • De acordo com o esquema N1, tal afirmação pode ser posta em dúvida.Os retos abdominais (anteriores), os oblíquos internos e externos, os adutores, os retos internos e o piramidal do abdômen reúnem-se sobre o púbis e entrelaçam suas fibras terminais.
  • As cadeias musculares retas e cruzadas do tronco e dos membros inferiores focalizam-se sobre o anel e reforçam-na.

2)      Os abdominais podem ser fracos:

  • O fato de um grande jogador de futebol e um grande atleta com muito preparo físico sofrerem de pubalgia crônica apesar de grande força abdominal contradiz esta afirmação.

3)      Pubalgia por sobrecarga que conduz a deterioração:

  • Uma boa fisiologia do púbis depende do equilíbrio funcional das cadeias musculares retas e cruzadas do tronco e dos membros inferiores, que focalizam-se sobre o anel pubiano.
  • A tensão contínua de uma ou várias cadeias musculares pode sobrecarregar o tendão terminal e deteriorar o anel púbico.

4)      Alongamento das cadeias musculares:

Principalmente as dos membros inferiores que, sem retrações, não causarão pubalgia, mesmo nos dançarinos, onde o púbis é muito solicitado.

  • Nos outros esportes, como futebol e rugby, os atletas trabalham muito em semiflexão, fazendo trabalhar de modo importante o quadríceps e de maior importância qualitativa, os ísqueos-tibiais.
  • Como em flexão o joelho é menos estável que em extensão, a função de contenção dos ligamentos será substituída pela ação dos ísqueos-tibiais.
  • Como se inserem dos dois lados do joelho, associam-se ao grau de flexão, rotação, abdução e adução necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio do joelho.
  • Agem por meio de impulsos motores.
  • Portanto, para estabilizarem os joelhos, haverá aumento de volume e encurtamento destes músculos.

Conclusão

  • Os ísqueos-tibiais muito retraídos vão provocar, através da interação das cadeias musculares, compensações estáticas e dinâmicas.

1)      Estáticas: Flexão de joelho (rotação externa da fíbula e tíbia) e posteriorização da bacia (estiramento dos adutores em conseqüência do encurtamento dos ísqueos-tibiais).

2)      Dinâmicas: Tamanho das fibras dos ísqueos-tibiais no movimento.